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domingo, 11 de setembro de 2011

Minha entrevista do 11 de setembro

Esse rapaz ao lado é André Valeton, que hoje trabalha em Curitiba com comércio exterior. Ele me concedeu uma entrevista sobre os atentados de 11 de setembro, que eu publicaria no site que trabalho, mas, pela 1ª vez na minha carreira, perdi meu bloco de anotações. Uma gafe. Então, vou recorrer apenas a minha memória sobre o que ele me contou, já que estava em Nova York, no dia em que o WTC foi alvo de terroristas.
Ele veio de trem do Queens, rumo ao seu trabalho nas proximidades do Central Park; pelas manhãs, passeava com cachorros. Uma moça atendeu ao celular no trem e começou a alterar o tom de voz e deu para perceber que algo de errado havia acontecido, um acidente aéreo, mas, as proporções ainda eram totalmente desconhecidas.
André fez seu circuito com os cães, e já notou uma movimentação alterada, enfim, nada muito absurdo, só ao meio-dia, do horário local, em Manhattan, onde trabalhava num café. Foi então, que as ruas estavam isoladas, pessoas corriam e muita fumaça-poeira intoxicava. Ligou para um amigo, a TV e a família no Brasil. "Foi o momento que caiu a ficha", disse.
André relatou que, para os novaiorquinos, a notícia parecia filtrada. O parecer sobre atentados terroristas veio bem mais tarde do que para o resto do mundo.
"Achei que seria a 3ª Guerra Mundial", atestou.
E a ironia dessa história é que André, que estava pela 3ª ou 4ª vez nos Estados Unidos, foi com o objetivo claro de ser tornar piloto. Estava inscrito há duas semanas e no dia seguinte aos atentados, seu curso foi cancelado por "ordens superiores".