Ele veio de trem do Queens, rumo ao seu trabalho nas proximidades do Central Park; pelas manhãs, passeava com cachorros. Uma moça atendeu ao celular no trem e começou a alterar o tom de voz e deu para perceber que algo de errado havia acontecido, um acidente aéreo, mas, as proporções ainda eram totalmente desconhecidas.
André fez seu circuito com os cães, e já notou uma movimentação alterada, enfim, nada muito absurdo, só ao meio-dia, do horário local, em Manhattan, onde trabalhava num café. Foi então, que as ruas estavam isoladas, pessoas corriam e muita fumaça-poeira intoxicava. Ligou para um amigo, a TV e a família no Brasil. "Foi o momento que caiu a ficha", disse.
André relatou que, para os novaiorquinos, a notícia parecia filtrada. O parecer sobre atentados terroristas veio bem mais tarde do que para o resto do mundo.
"Achei que seria a 3ª Guerra Mundial", atestou.
E a ironia dessa história é que André, que estava pela 3ª ou 4ª vez nos Estados Unidos, foi com o objetivo claro de ser tornar piloto. Estava inscrito há duas semanas e no dia seguinte aos atentados, seu curso foi cancelado por "ordens superiores".