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sexta-feira, 29 de março de 2013

Curitiba sou assim com você!

Já houve uma confusão sobre meu nascimento e registro, mas nasci em Curitiba. No Hospital de Clínicas. Minha primeira casa foi no Abranches, na Rua Mateus Leme. Depois morei em diversos lugares do Sudeste e Sul do Brasil. Retornei com 10 anos.
Morei novamente no Abranches, em outra casa na Rua Mateus Leme, com pausa de quatro anos de faculdade em Ponta Grossa, novo retorno. Morei na Rua 13 de Maio, nos fundos das Ruínas do São Francisco. Mais tarde, morei na Rua Tibagi, próximo ao Teatro Guaíra e hoje estou pertinho do Parque São Lourenço.

Trabalhei no Cristo Rei, Batel, Centro, Vista Alegre, Rebouças, Alto da XV e meu adorado Centro Cívico. Sou total Zona Norte! Não chamo salsicha de vina, mas já me peguei falando penal em vez de estojo. Antigamente não tinha muito sotaque leite quente, mas hoje reconheço que o E às vezes grita! Adoro Cini Gengibirra (zero), mas não sou fã do tal pierogui. Amo os parques de Curitiba e as feiras. Já fui notívaga, mas o que eu frequentava quase não existe mais: Novak, 92, China, Bar do Joe, Frisco, Hangar, 21, Café Curaçao, Dolores Nervosa, Circus, La no Pasquale, entre outras dezenas de "bocas".

Fui do tempo do Demeterco, hoje o que seria o Mercadorama. Da Disapel, a mais simpática, do Cadeia, das balas Pica-Pau "eu sou fofinha, e eu sou Pica-Pau...", na Rádio Estação Primeira, de ir aos estádios sem medo. Vi nossos cinemas virarem igrejas, as ruas virarem pistas de corrida de carro e o centro se deteriorar.

Vi o papa João Paulo II em sua visita a Curitiba, assisti Ramones na Pedreira, vi Fernanda Montenegro no Guaíra. Já fui vítima das calçadas cuspideiras da capital, já comprei "guarda-chuva 10 real" em alguma esquina, já dublei "Borboleta 13", já fugi do mímico da XV, já comprei agulheiro da mulher com eterno bebê na Praça Tiradentes, já peguei muito madrugueiro, já ri muito do homem que vendia "banha do peixe-boi, banha do peixe elétrico", na Praça Carlos Gomes. Já comprei meia-calça de camelô da Rui Barbosa, já levei multa do EstaR e também já curitibaneei o modo "então vamos combinar", e nunca mais se teve contato.

Sou curitibana que fala sim de Curitiba, mas não admite muito que os outros falem. Gosto da cidade, de como ela está mudando e das reclamações dessa mudança. Como uma irmã, a gente briga Curitiba, mas se ama! Parabéns irmã mais velha! (finalmente!)


Patinhos do Parque São Lourenço


Vista noturna do Centro da Rua Tibagi


Natal de Luz na Rua XV

terça-feira, 12 de março de 2013

Prédios Públicos - #ComoVejoCuritiba

Como Vejo Curitiba #ComoVejoCuritiba vai ser uma registro cotidiano, despretensioso sobre flagrantes da cidade durante meu percurso. Já fui anti-Curitiba, sou meio curitiboca e hoje estou na onda de ser Curitiba full time, mas sem bairrismos, prometo.


Foto: Prédios Públicos do Centro Cívico, o bairro que mais amo nessa cidade, e onde trabalho também. Os prédios de vidros fumê do Ministério Público e Secretaria da Segurança Pública. (by Ronise Vilela)


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Desabafos da boleia

Todo mundo fala da má conduta do motorista curitibano (AQUI), o que, até certo ponto pode ter seu fundo de verdade.
Mas, motorista de ônibus tirou carteira aonde hein? São cavalos, sim, cavalos desembestados. Digo isso porque todo santo dia enfrento o pior do tráfego na região central de Curitiba, Centro Cívico e tudo em horário de pico. Pouco vejo de barbaridades de carros comuns, mas sempre presencio truculências de motoristas de ônibus, que me parecem dirigir com raiva, sem habilidade e muita violência.
Outro grupo escrotinho são os tais motoristas de táxi. Grossos, mau-educados, se acham os donos da rua. Difícil encarar.
E os motoqueiros? Loucos, só isso, loucos!

E sobre minha direção? Leia mais AQUI

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Curitiba é a mãe e não a filha


Sobre o tititi do comportamento curitibano que faz psiu prá tudo, porque não quer ser incomodado. Curitiba é a mãe, não a filha. Sempre foi assim e a juventude protestou, ou não? Ou fez aquele protesto ao moldes curitibanos, só em redes sociais e sem nunca sequer ter colocado o nariz para fora de casa para não se expor. Tem isso hein!
Curitiba não tem carnaval. Tem shows homéricos que caem a chuva que Deus manda e os trocentos botecos, modas ou não e sempre foi assim.
Eu sou do tempo de que o Largo da Ordem era in, aliás, do tempo que in e out eram os termos mais modernos.
As patricinhas, que usavam topetes, andavam de salto 10 no LARGO DA ORDEM. Pode? Eu ia no Novak, porque era mais ligada ao pessoal do rock. Ia no China e era uma muvuca, gente prá fora, vizinho reclamando, mas sempre cheio. Ia no Circus, mais sem controle do que aquele lugar, impossível! Tinha tudo o que podia e não podia. 92 então, inenarrável, também cheio de vizinhos a chamar a polícia.
Shows, sabe onde? No Círculo Militar. Tem ideia disso?
E se nada mudou nesses quase 20 anos, é porque Curitiba é a mãe. Aquela que está cansada da labuta do dia inteiro, mau-humorada porque o cobertor não secou e falando do trânsito na fila do Mercadorama.
Não venho criticar os movimentos de fechamento de bar, espaço cultural, blá, blá, blá, mas o curitibano critica o curitibano como se não fizesse o mesmo. Vide twitter. Reclamam que o vizinho tá tocando sax as 10 da manhã, que tá fazendo um barulhão a buzina do passeio ciclístico, é uma mãe ranzinza sempre. Muda o reclamante. Isso porque a mãe sempre tem razão né?

terça-feira, 29 de março de 2011

@curitiba318anos

@curitiba318anos esteve no topo dos TT Brasil no twitter na manhã dessa terça-feira, dia 29 e apesar de ser meio bairrismo esse troço de OH! Curitiba mais citada, vamos as pérolas da cidade:
1) Clima curitibano: frio, muito frio ou estágio pinguim. Variações de sol, chuva e até "com cara de que vai nevar" - tudo isso no mesmo dia.
2) Protesto em frente à prefeitura. Funcionários lavam a rampa ao som de Falando Sério do Roberto Carlos. E eu escutando tudinho aqui ao lado, na redação.
3) Trânsito: todos reclamam, mas fazem as mesmas coisas: atravancam a rotária no Centro Cívico, odeiam os motocas, mas sempre dizem que em SP é pior, criticam o transporte coletivo, mas jamais sairão de casa de ônibus, olham para o lado quando outro motorista pede a vez e não tem onde cair morto, mas só trafegam de carro luxo.
4) Urbanização a la Lerner (palmas) de 20 anos e as calçadas continuam cuspideiras.
5) Parques: a nossa praia cheia de maloqueiros.
6) Shoppings e supermercados: passeio preferido de 8 entre 10 curitibanos.
8) Embarangamento coletivo: essa cidade já teve gente mais bonita.
9) Especulação imobiliária: bairros antes tidos como ralé, hoje estão no topo de vendas e tudo muito caro. Gente migrando para a Região Metropolitana.
10)Eu ainda gosto! Parabéns!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

E o trânsito hein?!


Eu acho que aqui em Curitiba, depois da natural pergunta "será que vai chover?", o assunto mais comentado é "e o trânsito hein?!" Isso porque, na linda província cultural, ambiental etc e tal, o comportamento os motoristas tem sido cada vez mais discutido, criticado e ainda não solucionado. Eu percebo que estamos envolvidos numa aura de competitividade negativa, semelhante aos torcedores de futebol que usam sua paixão para refletir o lado lobo mau.
Desde a dondoca com sua Sportage até o aparente inofensivo senhorzinho com um Tempra 94, quase todos se acham o dono da rua. Foda-se! o cavalheiro ou a dama que está dando sinal que vai sair da vaga. Buzina, se estiver dando sinal que vai entrar numa garagem ou numa vaga, se parar o carro para ser gentil e dar a vez para alguém, porque a prioridade é sempre eu, eu e eu!
Ai assisto o telejornal nativo, para saber que bastam duas horas de chuva nesta manhã, que os bombeiros fizeram 93457 atendimentos de pequenos acidentes na área urbana da cidade. Por quê? Porque um carro fica na cola do outro, a frenagem é estúpida e a pista está molhada, todo mundo está atrasado, quem nunca pega o carro no dia-a-dia pega no dia de chuva e todo mundo fica mais zonzo do que mosca em dias de chuva. Eu pensei que certos maus-hábitos dos motoristas eram coisas de curitibanos, mas li o post do blog Fatalidades & Futilidades , do dia 9 de agosto, que fala a saga da Dany no RJ. Então concluo que falta de educação no trânsito: é coisa nossa Brasil!
Não sou santa, nem um super exemplo de direção defensiva, mas todos os dias, do Centro Cívico ao Centro, perto do Teatro Guaíra, que levo uns 25 minutos na hora do rush, percebo as seguintes manobras:
1) 90% dos ônibus ficam atravessados em pelo menos duas faixas, impedindo o fluxo do trânsito;
2) Caminhonetes e carros importados se abstem de dar seta e te "fecham" sem dó nem piedade, somente porque não admitem um carro popular estar na frente;
3) Garotinhas universitárias tentam se desembagulhar fazendo maquiagem ou passando torpedinhos no celular, enquanto a fila anda;
4) Gatinhos e gatinhas atravessam a rua como se tivesse ouvindo e sob efeito de Legalize it;
5) Motoristas de táxi acham que sinal amarelo é passe correndo fia;
6) As rotatórias desta cidade urbanisticamente tão comentada, são os infernos. A preferêcia é do carro que está circulando, mas na hora do rush fica tudo parado, então, todos se acham na preferencial.
7) A nata do Sion que depois vira promotor, político, socialite, sabe usar aquele dedinho como ninguém, dentro de suas carangas blindadas. Um charme!
8) 90% das cagadas e de músicas de péssimo gosto são de veículos com placas da Região Metropolitana de Curitiba. Batata!
9)De cada 3 carros, 2 tem adesivos da família. Veja o que os Piangers fizeram;
10)Deixe aqui, sua opção!