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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Meninos da infância, adolescência...


Rodrigo foi do prezinho. Cabelos cacheados, estilo menino do rio, gato, lindo e também me amava. Edson, era um polaco, mas quem gostava de mim era seu *melhor amigo, o Marco. Mauro, meu amor platônico de quase quatro anos, mas quem gostava de mim era seu *melhor amigo, Renato.
Ai chegou a adolescência. Veio o Luiz, quase namoramos, mas eu era muito imatura e envergonhada. Depois um Júnior, mas quem gostava de mim era o Luciano, *melhor amigo.
Com 18 anos já posso dizer que era adulta? Então esquece, porque o post ficaria gigante!

* Se eu fosse esperta, trataria de gostar do melhor amigo, dai a pessoa em questão é quem iria me corresponder.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A vingança do patinho feio


Jamais pensei que contaria um dia a história de Maíra. Ela era a menina mais sem graça, feinha e inexpressiva da minha pré-adolescência. Virou femme fatale.
Ela tinha um cabelinho seboso, meio loirinho, com óculos de lentes e aros grossos, magra, alta, uniforme sempre curto e não falava com quase ninguém. E para piorar, era uma das alunas de notas sofríveis da classe. Depois da 8a. série, nunca mais soube da garota. E se eu, que não era a rainha da cocada preta, mas figurava pelo menos entre o TOP 10, tinha uma dúzia de amores platônicos, imagino Maíra!

Débora e Dona X, porque não lembro o nome. Eram as abre-alas, as desejadas, as gostosas, que tinham peitos e amadas por 90% dos meninos. Mesmo com o uniforme ridículo, com cabelos curtinhos, com as notas médias, eram as lindonas da paróquia. Todos os meus amores imaginários amavam as DD´s. Anos sem saber o paradeiro da dupla.

TEMPO TEMPO TEMPO

Belo dia, quando tinha cacife para gastar em shopping, me deparo com uma mulher exuberante. Ela sorri amigável. Retribuo, mas fico com a sensação "já vi, mas não sei quem é". Encontro ela uma segunda vez e resolvo observar. Alta, cabelos com cachos nas pontas e com balanço, tipo L'Óreal, porque eu mereço . A curiosidade mata o gato, como diz o ditado. E na minha perseguiçao, ouço alguém chamar "Maíra". Bingo! Ela era o cisne e nós os patos!

Em com-pen-sa-ção! as DD's embagulharam geral. Trocentos filhos e casamentos, parecem 10 anos mais velhas e ainda não sairam do bairro. E eu? Na média, eu acho!

Aqui the velvet undergound &nico - Femme Fatale

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma "pedra" no meu caminho


Não sou afeita a histórias de cunho sexual particular, porque nesse quesito sou discreta, mas, enfim, inspirada pela indicação de um link tuitado por Paula Schutze sobre Os cinco piores lugares para se transar, me recordei de uma situação bem Ronise!
Naquela fase em que o namoro é tesão puro, estava com Kako na Ilha do Mel e um casal de amigos. Futura cunhada e um amigo acompanhavam. Calor, cervejas, fazedores de cabeça e muito rá, rá, rá formavam a noite perfeita. Saimos de um barzinho e seguimos numa trilha, que o amigo da cunha conhecia como a palma da mão. Só que naquele dia, esqueceu de lavar a mão, mas beleza, a gente ria à toa mesmo e se embrenhava no matagal, guiados apenas pela luz da lua. Urru! aventura!
Chegamos na prainha prometida. Astral nota 10. Chuá, chuá, das ondas, dava até para perceber um brilho azulado do céu, apinhado de estrelas. Nos acalmamos, sentamos na areia, poesia pura, beijos...
Para quebrar todo esse cenário de novela global, a Ronise aqui mira umas pedras gigantes na areia. "Gente, olha que pedra louca ali no meio da areia". Todos olharam e começaram a rir. "Não é pedra, é um casal transando". "Lógico que não! Vejam só (e eu contornando o formato da pedra com as mãos) é uma pedra gigante, nem se mexe, como pode ser um casal transando", já falei em voz bem alta.
Começou a discussão de que era sim um casal nas vias de fato, mas nada se mexia, não fazia barulho. Então, a louca e desvairada Ronise, para provar que estava certa, levantou-se e anunciou. "Vou chutar a pedra só para vocês se convencerem que estou certa!"
Tchan, tchan, tchan, tchan! Tomei distância e enfiei o pé. AAAAAAAAAIIIIIIIIII! gritou a pedra! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sobre todos os nomes


Usei a imagem de uma lista telefônica, porque era assim, até bem pouco tempo, que se achavam as pessoas nesse mundo. Hoje, basta digitar no Google.
No bate-papo do MSN com a Cris Rangel , me veio a inspiração para escrever sobre nomes de pessoas que marcaram a minha vida. Evidente que contarei a história do meu, Ronise, aceito por mim com mais tranquilidade nos dias de hoje. Como primeira filha e nascida numa época em que não existiam ecografias, fui gestada como menino. Enxoval de menino. E, nome de menino. Juarez, como meu pai. Num abril curitibano, nasce no HC, a única menina. Euzinha. Pânico! Roupas azuis e sem nome definido por quase dois dias. Segundo mamis, o pai sugeriu Júlia, mas ela descobriu que se tratava de uma ex-namorada e vetou a proposta. Até que veio a idéia de tirar o nome Ronise da Revista Pais & Filhos . Como o nome é diferente, escreveram em diversos bilhetes pela casa para memorizar. Em 40 anos de vida, falei apenas com uma outra Ronize, com Z.
Mas, o que quero pontuar nesse post é como existem pessoas de nomes recorrentes na minha vida. Déboras e Maras são muitas. As Déboras não me trazem muito boas lembranças, com exceção da salvadora do engasgamento da bala soft . Uma delas foi professora da faculdade e depois, quando tornou-se colega de trabalho, me ignorou. E eu achava ela tão legal! Uma outra, suburbana, tomou o coração de um antigo amado, pela forma mais suburbana: engravidando. É, passei por isso sim, mas não tenho vocação para personagem de Manoel Carlos: tudo por amor. E teve outra Débora, que de aprendiz, virou colega. Também me esnobou, só porque foi trabalhar em rádio. Tadinha dela, cem anos de rouquidão para você amada!
As Maras são mara!
Mara Vitorino- poeta, sensível, amigona do peito e mãe da linda Flávia , viveu comigo a juventude louca, livre e feliz, embora achássemos que éramos deprês.
Mara Cornelsen- mestra da Tribuna, da Gazeta e fada-madrinha de plantão. O sorriso em forma de gente. Contagia.
Mara Catarina - foi quem me deu a mão, mesmo sem me conhecer. Ariana daquelas de derrubar muito mais que portões de garagem, essa derruba muros, mas é leal!
E assim, tem várias outras pessoas com nomes em comum, incomuns que marcaram minha vida, e que valem muitos posts. Sobre como escolhi o nome Alice para minha filha? Lá no blog MÃE SÓ MUDA DE ENDEREÇO

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Homens podem ser amigos das mulheres?


Primeiro sobre o símbolo Yin-yang da gravura ao lado. A grosso modo, a filosofia chinesa o Yang é o princípio ativo, diurno, luminoso, quente, masculino, enquanto o Yin representa o princípio passivo, noturno, escuro, frio, feminino. Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos.
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No meu instinto feminino, não acredito na absoluta e irrestrita amizade de um homem por uma mulher. Assim, sem nenhum desejinho! Lógico, salvo os casos da opção sexual do seu amigo ser por outro amigo. No sentido oposto, acredito que a mulher é capaz de ter te uma amizade por um homem sem qualquer desejo de foro íntimo.
Mas, independente do meu parecer a respeito, amizades masculinas dão uma leveza, um gosto de irmão e eu tenho sorte, meu irmão Juba é muito meu amigo. Daqueles meninos que serviriam, pelo menos para mim, para ser amigo. Sabe ouvir, mostrar o contraditório e dar um prognóstico quase sempre certeiro.
Eduardo. Por onde anda esse meu amigo da adolescência? Estudamos juntos no cursinho, fazíamos montanhismo, depois teatro e ele casou com uma amiga minha, que eu apresentei. E nunca mais nos vimos. Perdi dois amigos. Menina geralmente não gosta de que seu companheiro mantenha os vínculos com as amigas, talvez no íntimo, sempre achar que rolou alguma coisa. Ou é pura implicância feminina.
Cleversom, com "M" mesmo no final, companheiro das bebedeiras em Gross Point - Tenesse. Nós nos reencontramos ano passado pelo MSN, e ele usou um código muito particular que identifiquei na hora: "se você for a Rosemires me adiciona" , ou algo assim. A gente se chamava por nomes esdrúxulos, para se avacalhar. Coisas de amigo.
Fábio. De amigo a editor. Especialista em dar "aquela" força, quando você está prestes a completar 30 ou 40.
Marco. Casou, perdi total.
E...tcham, tcham, tcham, tcham! Kako. Também perdi. Casei com ele. Entendeu a desconfiança?