
Não posso manter a promessa do silêncio, pois não sou muito quieta. Quando estou calada é porque estou muito P da cara, e não é o caso. Mas, preciso me preparar reservadamente para uma nova era, onde não serei mais mãe de bebê, talvez não trabalhe no mesmo lugar e não mantenha algumas relações pessoais.
Essa reciclagem é fruto de reflexões sobre o processo cada vez mais aguçado da maturidade, que, com certa pretensão, considera que mudanças podem ser feitas sem mágoas, heroismo ou grosserias.
Não é fase para bate-boca, embora pessoas e situações me provoquem, como demônios a uma santa, que resiste em cometer o pecado mortal. É preciso formar camadas de força, de sabedoria e de equilíbrio, mas tem que ser com leveza também.
Pretendo brevemente extirpar o mau-humor alheio e contínuo; o salário ruim; as relações pueris, mesmo que sejam virtuais e de quebra, uns cinco quilos. Amém!