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domingo, 5 de junho de 2011

Dondoca versão atualizada


Evolução da sociedade, mudanças no tempo e comportamento, ok. Isso integra o conjunto, mas observação pessoal motiva a existência de ideias. E hoje, ideias são expressas em ferramentas a dar com o pé. E dou aqui, meu chute sobre como vejo a nova dondoca. Sei que o termo, em tempos remotos tem uma conotação jocosa, daquela mulher meio fútil, que exibe seu poder aquisitivo de forma gratuita, enfim, uma à toa.
Mas, os tempo mudaram minhas caras! Porque até o velho conceito de que mulher inteligente tinha que ser desprovida de vaidade e restava às belas seu quinhão de burrice, também é tese vencida.
Fica ainda o "medo" de parecer muito mulherzinha, quando as novas dondocas falam de cremes, grifes e cabelo. Sempre é meio justificado, para não dar a impressão de futilidade. Ora, ora, não somos as tais mulheres modernas? E nesse combo, a vaidade está inclusa, assim como a qualificação profissional, maternidade e até uma cirurgia plástica.
Acompanho mulheres, que como eu, se libertaram da pecha jeans, tênis e camiseta - não que isso seja pecado ou desleixo, mas que se permitiram ao salto, as saias, aos acessórios e muito salão de beleza. E por quê? Faz bem meu povo.
E ainda, a nova dondoca fala de gel multiuso, já emenda um receita de sopa simples, mas com toque sofisticado e de brinde um link dos escândalos políticos da nação. Um mix de cultura e arte. Isso, um mix de cultura e arte e uma viajem internacional.
Fico devendo a viagem!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A perua que mora em cada mulher


A cena ai é da Marília Pera interpretando a Rafaela, a perua rica, que empobrece na novela Brega e Chique, exibida pela Rede Globo em 1987. Obrigada a morar na periferia, tem um capítulo que a perua vai à feira com casaco de vison. E como tem peruarafaela na praça! Sem dinheiro para cafezinho, mas de bolsa, óculos e maquiagem de grife.
Eu não nasci perua, apesar de ter vindo de um ventre que peruou quando moça. Reza a lenda, que mamis tinha uns 40 pares de sapatos e foi modelo de cabelos bolo-de-noiva em salão chique de Copacabana nos idos de 60. Sei que era enfeitada quando bebê, sempre impecável, vestidos engomados, sapatinhos de fivelas e fru-frus, talvez esse excesso, tenha causado minha aversão a super produção na adolescência.
Dos 12 aos 18 anos, fui de básica a riponga. Usei até roupa de bandagem e chapéus com flores vendidos na feirinha do Largo da Ordem, principalmente na época do teatro amador. Quando migrei para Gross Point, Tenesse, encarnei o modelito anti-fêmea, muita calça jeans e comander. O protótipo da estudante de Jornalismo. As peruinhas que se maquiavam eram tidas como as burrinhas. Puro preconceito, reconheço. Mas, tinha uma colega que colocava quilos de base, rímel e batom vermelho, fazia escova para ir à prática desportiva 8 horas da manhã. Adivinhem? Hoje é colunista social. Essa conhecia seu talento (pigarros).
Depois de formada, fui emagrecendo e ficando mais mulherzinha, mas sem mulherzices. Entrei na fase das "mudernas", designação que dei àquelas que se vestiam a la Mundo Mix. Muita plataforma e roupa customizada, mas não sou prendada com agulhas e fios, então, sobrava para a irmã, expert em peruices.
Mais mulher, optei pelo básico - mas fiquei muito old scholl, porém, comecei a pintar as unhas com mais frequência, vermelho, minha cor favorita. Ai veio a maternidade, mãe de menina e o que aconteceu? Corte de cabelo clássico, mais vestidos e salto alto. Baixo astral sem salão de beleza. É, mais cedo ou mais tarde a perua faz o seu glu-glu! Mas atitude perua não é pejorativo, quando se trata de autoestima. Em caso contrário, acho futilidade da cabeça aos pés!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cabelo, cabeleira, cabeluda


Já tive cabelos, de quase todas as cores, de todos os comprimentos e sempre brigando com os crespos. Mas, esse é um velho dilema feminino: a satisfação com as madeixas, acho que só perde mesmo, com a preocupação com o peso, que insistimos em achar que sempre são três quilos a mais.
Geneticamente venho de uma família cabeluda. Volume não falta. Sobra. Nasci carequinha, para desespero de minha mãe. Ela contava que colava uma fitinha com sabão nos meus cinco fios, a La Cebolinha, e quando tirava, vinha uns fiozinhos e ela chorava. Pois bem, depois de um ano de vida, a cabeleira se mostrou uma marca. Tufos de cabelo para dar e vender, mas minha mãe, muito moderna na década de 70, fazia o modelito Twiggy, curtíssimos, semi-menino.
Depois, na fase criança grande, meio Gal e voltou a uma coisa esquisita, porque meu cabelo alisou misteriosamente. Tive franjinha, cabelos cor de mel e uma espécie de mullets.
Foi então, que, com 10 anos, morando em União da Vitória, fiz o meu primeiro corte de cabelo profissional. Num salão do cabeleireiro super hiper mega master da city, o Italianinho. Não sei se era ou não era, mas fazia o estilo. E fez um corte meio Farrah Fawcett, coisa muito in na época. Todas as meninas da escola queriam o mesmo corte e foram em comitiva no Italianinho. Resultado: só eu fiquei com o corte super chic, porque a vasta cabeleira permitia.
Fase Eva - Eva era uma cabeleireira de bairro que só sabia fazer o seguinte: tosar o cabelo da menininada, permanente nas polacas de cabelos escorridos e fazer penteados com bobes, colocando lenços de cetim multicoloridos. Ela acabou com a carreira de meu cabelo L'òreal, porque eu mereço! Nem liso, nem crespo, uma coisa meio Caçulinha sabe (argh!).
Fase mezzo a mezzo- No cursinho pré-vestibular, inventei de cortar o cabelo só de um lado e do outro, deixar comprido. Ridículo! Além da trabalheira quando o lado curto começou a crescer. Tive que cortar tudo!
Fase Lobão - Isso é para quem lembra do Lobão "vida louca vida", com aquele cabelo no olho, comprido na frente, meio curto atrás e com muito gel. E inclusive, me chamavam de Lobão, também por outros motivos. Próxima!
Fase chanel crespo - Sem muito a dizer. Durou toda a época da faculdade.
Fase tinta no cabelo - Resolvi, há 20 anos, deixar meus cabelos crescerem. Naturalmente escuros, resolvi dar uma cor. E foi do acaju até o vermelho super intenso, que curti muito, porém, como sempre tive muito volume e eram super longos, três caixas de tintura eram demais, sem contar ainda, com a manutenção do vermelho. Difícil!
E agora Ronise? Há um ano radicalizei. Nataly, uma nordestina arretada e de mão cheia para o meu cabelo. Ela acerta sempre, pode colocar uma venda nos meus olhos, a moça dá um jeito. Como contava, ano passado ela meteu a tesoura na cabeleira, fez progressiva, luzes e me deixou outra mulher. Gosto do visual, prático, bonito e que tem minha cara.
Sábado, já estou com hora marcada, ela quer ousar novamente, mas vou esperar setembro!