
Um dia antes das eleições que colocará possivelmente a primeira mulher como presidente da República do Brasil, ainda não defini meu voto para deputado federal. E, confesso, uma pessoa politizada como já fui, envolvida em movimentos partidários, vermelhinha de coração, brizolista de ideal, nunca na história desse país interior chamado roniselândia fiquei tão desanimada para participar deste dito, momento cívico (nossa, isso me parece tão regime militar).
Tenho razões de ordem pessoal para a escolha de candidatos nessas eleições, mas isso não vem ao caso detalhar. O que me frustra é a falta de motivação, de pessoas e partidos e ideologias que se aproximem de um social não só da sigla. Vejo os debates com sorteios de papeizinhos para discutir gestão pública, malha viária, relações internacionais, não que não sejam temas importantes, mas ainda somos um brasilzinho, que mal anda com as próprias pernas e não temos a espinha dorsal de uma sociedade formada por políticas públicas de saúde, educação e segurança pública consolidadas.
Eu não vejo, não ouço um político sequer com propostas claras, com planos de ação definidos a respeito dessas pastas imprescindíveis. O que percebo, são projetinhos isolados, uma mosca rondando um bolo de esterco de um elefante. Ai você vota no X para não dar poder para o Y, porque se presume que supostamente o X seja voltado para ideiais dos pobres e o Y representa a elite. E o pior, que XeY já fizeram parte da mesma equação!
Nunca fui favorável ao voto nulo, mas também sem levantar bandeirinhas de execração a quem opta por isso, porque o importante é o exercício democrático, que hoje mais parece 123, tiririri, 456, tiririri, 789, tiriri, as tecladas dos candidatos soando mais um! mais um! mais um!