Foi em 1995. Fim de uma manhã. Fim de um ciclo. Pensei que nunca escreveria sobre isso, mas hoje, de alguma forma, faço 18 anos. Isso porque quase morri, mas optei por viver, de um grave acidente automobilístico, ocorrido próximo ao terminal do Boqueirão. Estava em fase teste na Tribuna, mas naquele dia, tudo estava próximo ao fim.
Eu tive um anjo chamado Carlos, que não deixou eu desmaiar e provavelmente entrar em coma enquanto o Siate chegava, eu tive anjos, os socorristas do Siate, que graças aos primeiros-socorros impediram sequelas mais graves; eu tive muita gente que conhecia e que nunca vi na vida orando por mim, pela minha vida ou então, por uma boa morte, se isso fosse o mais conveniente.
Antes do acidente, eu vivi uma das piores fases da vida. Atlético perdeu de 5 a 1 para o Coxa no dia do meu aniversário; levei uma mega fora do cara que namorava (e era apaixonada) e por fim, havia sido demitida sem justa causa do emprego anterior. Vivia uma letargia; uma depressão sem dor, uma vida sem graça alguma.
Veio o acidente e mexeu com tudo e todos. Eu vi a tal luz. E disse antes da anestesia geral que poderia ter sido irreversível "só não me dê penicilina, porque sou alérgica", nesse momento eu fui para a tal luz e lá encontrei um vizinho que tinha morrido na exata hora do meu acidente (mas eu não sabia que ele tinha morrido). Ele estava bem, pegou na minha mão, sorriu e me soltou. Como sempre conto, eu digitei a senha 3 vezes e foi bloqueada. Tive que voltar.
Faz 18 anos hoje. E hoje tive a coragem de contar sem dor. Muita gente sabe como fiquei, que levei mais de 100 pontos no rosto, que ouvi de um médico que "nunca mais seria a mesma" - e digo doutor, nunca mais fui a mesma mesmo. Só quem sobrevive a um trauma, deixa de dar importância a mesquinharia, se recusa a ser infeliz e principalmente AMA A VIDA!
fUUUUU! apaguei as velinhas!
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
quinta-feira, 11 de março de 2010
A Arte de fofocar

Todo mundo gosta de fofocar. Uns chamam de tricô, contar um bafô ou simplesmente uns dedinhos que convidam furtivamente a falar da vida alheia. Tudo modifica, o tom de voz sussurrado, um riso malicioso e a cadeira mais próxima do "Nelson Rubens" de plantão.
Quando a fofoca é anunciada, estilo "vou falar a última do chefe". O coração acelera, todas as janelas, guias e abas do micro são fechadas, telefone desligado e atenção voltada para a bomba. "Sabia que a filha dele está saindo com o melhor amigo do pai, o cara é 25 anos mais velho, pegou a menina no colo!" E pelo jeito vai continuar pegando mais! E quanto mais tentamos parecer não estar envolvidos na fofoca, mais aparente ela é. Risinhos, cara de espanto, cara de bem-feito!
E a fofoca da maldade? Aquela com nuances de eu não queria dizer, mas estou dizendo. "Pelo amor de deus! Só eu que sei, você nem está ouvindo isso!", adverte a (o) fofoqueira (o) em questão. E abre o verbo, corrompe o segredo, a promessa com dedinhos cruzado e na verdade, é para a 10ª pessoa que está "confidenciando" a informação.
Mulheres são mais fofoqueiras? Segundo meu irmão, a maldita fama se assola sobre as fêmeas, mas a fofoca de homem é mais perigosa. De acordo com sua tese, um homem tem mais credibilidade e a fofoca passa a ser uma verdade absoluta, não tem o tom pejorativo, ao contrário da mulher. Procede? Bem provável.
E a top lista de lugares para fofocar: salão de beleza; repartição pública; redação de jornal; banheiro (o feminino eu garanto); reunião familiar e jogo de futebol dos meninos. Faltou algum?
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