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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A homenagem na visão de uma criança

Hoje minha mãe faria 79 anos. Sabendo disso, minha filha, que só conviveu com ela até os dois anos de idade, sugeriu que comemorássemos essa data. Assim foi feito.
Comprei um bolinho, desses que chamam de cupcake, uma vela com o número 7 e outra com o número 9. Fomos correndo ao cemitério. Em 15 minutos iria fechar.
Achamos o túmulo, colocamos o bolinho num altarzinho, acendemos a vela e cantamos parabéns, com direito a palmas Êê! Olhamos uma para outra e mandamos 79 beijinhos.
A homenagem teve gosto de aventura. No carro a filha pergunta: será que a vó vai gostar do bolinho?
Respondi: acho que sim. Hoje a noite quando a gente ver uma estrela piscar, vai ser ela aprovando a festinha.

E tudo isso aconteceu a partir da cabeça de uma criança de 6 anos, que vê a morte de uma forma iluminada. Jamais vou esquecer!

Sobre minha mãe

domingo, 28 de outubro de 2012

38 velinhas


E depois de apagar as 38 velinhas imaginárias, que o sopro leve a dúvida, acalme o coração e seu objetivo seja alcançado!
PARABÉNS! FELICIDADES!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Parabéns prá você

Depois de muito tempo, resolvi comemorar, divulgar e amanhã, curtir meu aniversário, no mesmo dia do Charles Chaplin (somos geniais hein!)
Isso porque estou num momento bem-estar. Lutei por esse status. Sei que muda, mas foi importante chegar aqui, sabendo o se quer e talvez, principalmente o que não se quer.
Continuo com minhas dúvidas, alguns velhos defeitos, mas no resgate da minha individualidade. É fácil se perder por ai. Ou então, ser tragada pela mesmice do dia a dia e quando você percebe, passaram-se anos.
Não sou exemplo de boa moça, modelito de mamis ou esposa, protótipo de profissional top de linha, mas de uma coisa tenham certeza senhores, sou dedicada. E muito!

Veja AQUI a homenagem do Google ao 122º aniversário do Chaplin

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Há 3 anos


Há 3 anos nasceu Alice.
De parto normal.
Em 18 minutos.
Mamou no peito no primeiro suspiro de vida,
e assim o fez até os 11 meses.
Chorou pouco e fez rir muito!
Andou com 1 ano e 1 mês.
Nunca usou chupeta ou mamadeira.
Desfraldou faz pouco tempo.
Gosta de princesas, água de coco e dormir.
Faz pose para fotos e desafia na hora do banho,
de comer, de obedecer.
Há 3 anos, o brilho da minha vida tomou outro contorno.
Com a vinda e a vida de Alice!

*Também no blog MÃE SÓ MUDA DE ENDEREÇO

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Aos 40


A partir de hoje, sempre estarei fazendo 40
Queria ter mais dinheiro, menos barriga
Mas, para quem teve uma filha aos 38,
estou bem!
Perdi tempo com bobagens e a mãe querida
Ganhei uma nova família e certa serenidade
Não tenho o salário que deveria
Nem me esforcei tanto quanto poderia
Ainda sonho
Isso é bom
Não desejo tanto
Isso é mal
Continuo teimosa
Não sou orgulhosa
E amo churrasco
Rock, blogar e beber mo-de-ra-da-mente (minto?)
Vou dar bolo no bolo
Numa festa que nunca acontece
E continuar acreditando em dias melhores
E aos 40, vou ver se a vida começa
ou se é o início do fim.
Parabéns para mim!

*** faço aniversário em 16 de abril, mas não sei se estarei inspirada no dia

domingo, 28 de março de 2010

CU-RI-TI-BA!


Falou em Curitiba, logo me vem a mente a Universidade Federal do Paraná, e agora, morando bem pertinho desse cartão-postal da cidade, sinto o símbolo quase agregado a mim. Dia 29, amanhã, Cu-ri-ti-ba completa seus 317 aninhos, e estou aqui, vivo aqui mais de 50% da minha vida, apesar de ter morado em várias cidades até meus 11 anos.
Minha mãe era catarinense de Itajaí, mas adotou a capital das araucárias como sua verdadeira terra natal. Meu pai, gaúcho de Soledade gosta daqui, mas é apaixonado pelo Rio Grande. Meus irmãos, Mireille e Juba, assim como eu somos curitibanos, moramos aqui, temos amigos, histórias e marcas por essas bandas.
Houve uma época que eu tinha vergonha de ser curitibana, por achar a cidade rançosa, e dizia ser paulista, absurdos de uma mente jovem bipolar. Dai percebi que amigos nascidos em cidadezinhas quase inimagináveis do mapa, reconhecendo a limitação do lugar onde nasceram, não tinham problemas em revelar sua origem. Vergonha, mas era tarde demais e sustentei por um tempo minha pseudo identidade paulistana. Passado.
Por muitas vezes fui uma crítica feroz dos maneirismos curitibanos, ou curitibocas, modo pejorativo ao se referir aos nativos, mas aqui, como em qualquer lugar que se preze, tem coisas boas, ruins, que gostamos ou não. A Rede Globo e suas novelas é que nos fazem acreditar que só Rio-São Paulo tem coisas e pessoas modelos.
ABRANCHES - bairro distante a 6 km do centro de Curitiba, adotado pela minha família há 40 anos. Colonizado por poloneses o Abranches é bem familiar e meu irmão é o legítimo "abranchino". Joga futebol com a molecada e os garotos de 50. Frequentador do Casa Velha, hoje também transformado em baladinha, de alguns saraus do Abranchão e das casas de todos os polacos tradicionais do bairro.
Na Igreja de Sant'Ana fiz minha formatura de 8a. série, meus irmãos fizeram 1a Comunhão e rezamos a missa de mamãe. No Colégio São José estudamos. No Parque São Lourenço fiz caminhadas, corrida e joguei volei. E lá, que pelo menos uma vez por semana, mato saudades de muito que vivi, na casa da família, com jardim e quintal cheio de árvores frutíferas.
CENTRO - É aqui que me realizo. Sempre gostei desses prédios cinzas, desse caos urbano, só tento suportar o trânsito e o clima. A emblemática Rua XV, me faz totalmente curitibana. Adoro a muvuca do sábado, amava a confeitaria e galeria Schaffer. Sonhei em morar no Tijucas, mas hoje não. Os doces da confeitaria da Família já foram melhores, os personagens também: o carinha que tocava órgão, o homem que assoviava La vie rose na folha, o maluco dando pauladas no gato imaginário, a D. Borboleta 13, os andinos tocando El Condor Pasa, um lunático gritando "na época do Banestado, esse Governo", além dos tradicionais Oil Man, homem-miniatura e mulher papelão, entre outros, muitos outros...
De tudo e de todos de CU-RI-TI-BA, beijos a curitibanalha da época do Lá no Pasquale, do Passeio Público, com Marlene e suas filhas. Ao Novak, antigo açougue Francês, no Largo da Ordem, onde curti meu heavy metal com Gipsy Dream. Aos botecos do China, Circus, Sal Grosso, Pub, Hangar, Dolores Nervosa, 92 Graus, John Bull, African Bar, antiga cantina do Estadinho, Baba Salim, Casa da Coxinha, Bar do Salim, todos os do Paulinho Zanatta, Capitu. Todas as casas da KM, as charges do Marco, os tweets da Tina, Fran, Denise e Cris. Das corridas nos parques do Bacacheri, Barigui, ciclovia centro-São Lourenço, Passeio Público e ruas do Alto da Glória. Ao caldeirão do meu Atlético Paranaense e no meu cantinho preferido: o sexto andar da Tibagi!
Mais Curitiba aqui e aqui