Eu deveria ter justificado os motivos que me levaram a ter um blog na apresentação? Mas, ninguém sabia que eu tinha um.
Comecei a blogar na licença-maternidade, aliás, termo totalmente equivocado, você tira licença do mundo para ser mãe. E me aventurei no Mãe só muda de endereço . Não tinha o tom do blog, mas era um escape. Mergulhei na blogosfera materna, mas me deparei com uma máfia filha da mãe, se me permitem a ironia. A maioria dos blogs são caga-regras e descritivo da genialidade kids.
Mães xiitas como eu digo, mas com toques de florzinha.Eu queria expor minhas experiências, dúvidas e mostrar a opinião de outras mães, sem uma linha fechada, amarrada. Mostrar uma receitinha, uma foto de um lugar que passei com a filha, descompromissado, e mesmo assim, me recusando a fazer parte da máfia da blogosfera materna, o MSME ganhou corpo, leitores e um selinho simpático.
Já envolvida com o mundo blog e twitter, queria outra forma de escape na qual eu não fosse apenas a figura da mãe, porque eu não anulei toda uma ronise construída nesses 40 anos de vida, com erros, acertos, candura e agressividade, em função da maternidade.
Foi nesse momento que rascunhei algumas tentativas de blogar, até o RVCC.
Demorei também a encontrar a essência deste blog, me inspirei em dezenas de outros blogs, que continuo seguindo, e que seguia e hoje não mais, fucei em outros, virei pitaqueira de plantão, tive meu momento vaidade sim, quando um certo número de pessoas virou leitor fiel, posts eram compartilhados na redes sociais e, de certa forma, me senti inserida na blosgosfera.
Para mim, blogar tem fins terapêuticos, resgate da minha super pretensa literatura urbanesca, assassinada pelo texto jornalístico. Aqui tem sonho, humor, acidez e bobagens. Meu estilo é esse, ariano feelings: arrombando porta e sem medo de expor. Dou liberdade poética as minhas desventuras, trabalho a tragédia com sarcasmo, humor, pastelaria. Às vezes é só post raivinha.
Tem gente que se viu num post, a ponto de achar que foi a inspiração. E me deletou de sua vida. Perdões pelo super umbigo, mas aqui sou a personagem principal, e se houve identificação, acontece.
Relato incidentes reais com toques imaginários, sem dar nome aos bois, salvo casos de elogios ou historinhas autorizadas e descomprometidas.
Quem tem meu blog como leitura sabe que aqui é para falar, sem censuras, não modero comentários, assumo o risco. Já fui trollada, insultada, mas nunca deixei que se emitisse opiniões, mesmo contrárias as minhas. Pegue seu sal de fruta, pois estou mais ácida do que nunca!
BÔNUS GRAMATICAL Uso do por que
* Por que
Pode ser usado com o sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”, e trata-se da junção da preposição por + o pronome interrogativo que:
Exemplos: Não sei por que não quis ficar até mais tarde.
Por que ficar até mais tarde?
Ainda pode ser empregado quando se tratar da preposição por + pronome relativo que e, neste caso, será relativo à “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais” ou ainda “para que”:
Exemplos: A rua por que passei ontem não era parecida com essa!
Quando votarmos, que seja por que nos próximos anos possamos ver mais obras.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
INSPIRATION
Assim como uma linda vela num candelabro de bronze, porém apagada, se torna apenas um ornamento;
Taças finas de vinho e vazias;
Carro luxuoso sem combustível;
E pão sem manteiga...
Ando sem inspiração para escrever no blog.
Efeito Jornalismo? É possível, este vilanesco amor que me toma, faz eu pensar diferente, agir diferente, mas eu o amo e ele assassina minha amiga, a Literatura.
E há muito tento torná-los amigos.
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