Sem fôlego. Demora digerir, mas é uma obra de arte.
Mais sobre o filme AQUI
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sábado, 30 de março de 2013
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Meus 5 filmes preferidos (e bônus)

Meu cult movie é Paris, Texas do cineasta alemão Wim Wenders. A imagem acima do post, da lindíssima Nastassja Kinski é a cena que me vem a mente: quando ela está num lugar onde as mulheres se exibem sem ser tocadas pelo clientes. E a deprê alucinada de Harry Dean Stanton e sua fixação por Paris, no Texas. Enfim, é meu eleito! (AQUI)
O PODEROSO CHEFÃO - Gosto de toda a saga, mas o filme com o Marlon Brando é a essência dos Corleone. Assisti faz pouco tempo e não me perdoo em não ter visto antes. Acho que foi a melhor obra do Francis Ford Copolla. Além do tom profético do Don, que não queria se aliar aos outros chefões para esquematizar a venda de drogas. "Isso ainda vai matar a Humanidade", diz o visionário. (AQUI)
AMADEUS - Esse filme mexeu tanto com a minha cabeça na época, que fiquei sem falar com ninguém. Sempre fui apaixonada por Mozart, e a visão de Milos Forman, sob a óptica da inveja de Salieri foi sagaz. A risada do jovem Mozart na pele de Tom Hulce deu um tom pop ao filme. AQUI
HAIR - Olha o Milos Forman ai de novo gente! A história é boa. Muito boa! Aguente o musical, vale a pena! (AQUI)
TUBARÃO - Sim, gosto tanto do filme que comprei a caixinha de edição especial de aniversário de 30 anos da película, com os extras do Mr. Steven Spilberg. É a música, a trama, as incansáveis vezes que imitei na praia o ataque do tubarão da primeira vítima. Amity Beach, as câmeras em close up no chefe de polícia, Roy Scheider, quando fica de vigília na praia. São tantos os detalhes que eu contaria o filme inteiro. (AQUI)
Bônus:
PSICOSE - É o conjunto Alfred Hitchcok,trilha sonora, o sangue em preto e branco no chuveiro (acho genial), a personagem de Norman Bates. Também tenho DVD remasterizado. (AQUI)
BLADE RUNNER - Ridley Scott consegue acreditar que Daryl Hannah e Rutger Hauer são bons atores. A trilha sonora de Vangelis e o eterno Indiana Jones, Harrison Ford, de policial durão. Adoro a cena da morte da primeira andróide, que é dançarina e sai correndo com uma capa de chuva plástica e cai no vidro. É uma pintura! (AQUI)
ASSASSINOS POR NATUREZA - Da parceria Oliver Stone e Quentin Tarantino, que me dá sensação de amor e ódio. Eu adoro as personagens, sei as falas e acho a trilha sonora do caralho. Edição 10! Com diz Wayne Gale "fast food para o cérebro". (AQUI)
DOGVILLE - Quando eu comecei a assistir, fiz uma promessa mental "se essa porcaria não melhorar, desisto!' - o enredo engata a partir dos 15 minutos, mas a marcação teatral de Lars Von Trier não é para qualquer um. (AQUI)
* Com certeza terei que fazer outro post com mais filmes que gosto, mas, por enquanto é só pessoal!
** E um especial só com Almodóvar
terça-feira, 20 de abril de 2010
Filadélfia e minha pauta
Como não consegui achar o trecho do filme Filadélfia que queria para retratar a história do post, vou no tradicional: o da cena que Tom Hanks fala com Denzel Washigton, ao som de Maria Callas na ópera La Mamma Morta.
Cansada das pautas policiais, resolvi me embrenhar pela Geral. Achava lindo um repórter sair da redação com uma pauta na mão e uma idéia na cabeça. O Senhor Jornal me deu a missão de acompanhar um seminário de biólogos, eco-tudos e todos os senhores do tempo na Federal, lá no Centro Politécnico. Era para falar com um grande estudioso que tinha defendido tese nos States, que a poluição do ar em São Paulo matava 10 pessoas/mês.
No auditório, fiquei assistindo a porra do evento e calculando o tempo pelo relógio, já que tinham outras duas pautas para cumprir no dia. No meu tempo era assim, repórter tirava a bunda da cadeira e ia atrás de notícia in loco. Na composição da mesa, só as super autoridades especializadas, todas engravatas até anunciarem o Dr. Mestre (meu entrevistado). Calça jeans surrada, camisa de algodão cru e chinelos franciscanos. Sem muito trato e com papéis amarrotados nas mãos.
E começou o blá, blá, blá. Com a cara-de-pau pertinente a um jornalista, me aproximei do palco e fiz um sinal pra o Dr. Ele saiu pela lateral e cochichei "será que você pode falar comigo uns 5 minutinhos, sou do Senhor Jornal..." Ele aceitou na hora e só vi um bando de coleguinhas seguindo a maré. Ao chegar num corredor ao ar livre, o Dr me confidenciou "Acho esses encontros uma chatice, mas fale garota, o que você quer saber?" Sem rodeios, perguntei qual a relação da poluição do ar e as mortes, segundo o próprio estudo, enfim. Então, daquele Dr. com ar de relaxado, saiu a tese. Ele falava comigo e com todos os repórteres, como se fôssemos seus colegas de Harvard. De repente, as palavras foram sumindo, parecia o som disforme da professora do Charlie Brown, quando ele viaja em sala de aula. Fiquei desesperada. Não estava entendendo nada. Como ia escrever a matéria, como o leitor iria então interpretar? Foi então que veio a luz. Tom Hanks como Andrew Becket de Filadélfia, a cena que um dia eu disse que iria reproduzir, quando ele fala com o advogado Joe Miller, interpretado por Denzel Washington "me explique como se eu fosse uma criança de cinco anos". Claquete! A Terra parou, os ponteiros do relógio e a entrevista. "O quê?" falou o Dr. "O senhor pode me explicar o processo como se eu fosse uma criança de cinco anos, porque não tenho condições de assimilar em 10 minutos, um estudo que você fez em anos, mas preciso explicar para o leitor". Dito e feito, ele usou um exemplo bem pedagógico, estilo "suponha que você tenha uma planta, todo os dias submetida a doses de venenos, e blá, blá, blá". Perfeito! The Oscar goes to Tom Hanks mesmo!
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