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quarta-feira, 17 de março de 2010

Sonho dela


Nem bem a conheco, mas a sensação é de que somos amigas há muito tempo. Dela, exalam sintomas de mulher apaixonada. Porém, o coração ainda está em processo de ci-ca-tri-za-ção!
Ri com olhos, com a alma e com 140 caracteres. Puxa!
E me revela que parece estar vivendo um sonho. "Engraçado dormir com alguém que eu paquerava quando menina,e de quem lembro como um menino. Se eu tivesse um blog, valia um post".
Eu tenho e já postei :)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SONHOS PREMONITÓRIOS


Na época Brida da minha vida, costumava ter muitos sonhos premonitórios. Não! Jamais sonhei com números de loterias ou se iria encontrar o príncipe encantado, mas mortes, gravidez e acidentes (incluindo o meu), sonhei muito. Às vezes me sentia como uma paranormal, uma bruxa poderosa, na síndrome de Brida, mas sempre exercitei minha mente para o lado B da vida, além da nossa vã filosofia.
Como nunca fui adepta de drogas pesadas, lisérgicos e afins, pensei que estava ficando louca, já que há casos não bem diagnosticados e muito menos tratados na família. Depois, na fase adulta, contas, trabalho e filha me fizeram esquecer do sobrenatural.
No entanto, desde que a querida Rosa, minha mãe amada, foi para outra dimensão há 3 meses, os sonhos me ocupam as noites. Sua imagem é forte. Suas mensagens são claras. Sei que são reflexos da imensa saudade que sinto dela, mas na noite passada, um sonho em particular me assustou. Ela me preparava, digamos assim, para encarar a morte. Dizia que morrer era como ser carregada por anjos. Acordei com a sensação de que nossa saudade é tão grande que ela estaria me "chamando". Passou, passou.
Nas interpretações dos bidus digitais, sonhar com mãe nessa circunstância significa recuperar a saúde ou até insegurança de projetos pessoais. Acho que sinto mesmo, uma profunda carência do amor materno, que nunca, nunca será substituído!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sonhos na Biblioteca


Hoje passei ao lado e em frente a Biblioteca Pública do Paraná. Fui tomada de uma nostalgia, das lembranças de um tempo e de uma Ronise, que a vida adulta apagou, ou pelo menos, anestesiou. Meus passos ficaram mais lentos, meus olhos vislubraram o prédio de 150 anos, que na minha adolescência, abrigou meus sonhos.
Naquelas salas, vivi minha fase esotérica, procurando livros da iniciação Wicca, em outras alas, descobri Edgar Allan Poe, Umberto Eco, li muito Vinícius, Drummond e entrevistei Ligya Fagundes Telles. Eu ainda era estudante de Jornalismo e produzia matéria para um concurso de um jornalzinho acadêmico, de melhor reportagem. Escolhi como tema, literatura. Em frente a BPP, conversava com um amigo, estudante de Letras da PUC, que sabia tudo sobre Ignacio de Loyola Brandão, outro escritor que seria entrevistado pela aprendiz de jornalista. De repente, aparece ela, Lygia, dá uma palestra e eu com meu gravadorzinho assisto ao teretetê da escritora, uma senhora fidalga, distante, classuda. Afoita, me aproximo e peço a entrevista. Ela me olha soberba e dispara "qual seu signo?". Desarmada digo "Áries". Ela ri e se abre "Eu também sou ariana, adoro a loucura e desata a falar", a entrevista foi maravilhosa e nem preciso dizer que ganhei o prêmio de melhor reportagem, feita com outra colega, cujos créditos prefiro não comentar. Ela queria o troféu, eu, a missão!
Mas, voltando a Biblioteca Pública, senti que os melhores e mais ardentes sonhos eu tive nesse lugar. Imaginava se realmente seria jornalista e se fosse, seria competente? Queria muito fazer parte desse mundo, de ter o domínio da escrita, vencer minha timidez, superar os entraves gramaticais da Língua e por fim, sentir a delícia interna, de quem acredita em si mesmo.
Hoje, andando em frente e ao lado da Biblioteca Pública do Paraná, voltei a sonhar.