Hoje minha mãe faria 79 anos. Sabendo disso, minha filha, que só conviveu com ela até os dois anos de idade, sugeriu que comemorássemos essa data. Assim foi feito.
Comprei um bolinho, desses que chamam de cupcake, uma vela com o número 7 e outra com o número 9. Fomos correndo ao cemitério. Em 15 minutos iria fechar.
Achamos o túmulo, colocamos o bolinho num altarzinho, acendemos a vela e cantamos parabéns, com direito a palmas Êê! Olhamos uma para outra e mandamos 79 beijinhos.
A homenagem teve gosto de aventura. No carro a filha pergunta: será que a vó vai gostar do bolinho?
Respondi: acho que sim. Hoje a noite quando a gente ver uma estrela piscar, vai ser ela aprovando a festinha.
E tudo isso aconteceu a partir da cabeça de uma criança de 6 anos, que vê a morte de uma forma iluminada. Jamais vou esquecer!
Sobre minha mãe
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Hoje faço 18 anos
Foi em 1995. Fim de uma manhã. Fim de um ciclo. Pensei que nunca escreveria sobre isso, mas hoje, de alguma forma, faço 18 anos. Isso porque quase morri, mas optei por viver, de um grave acidente automobilístico, ocorrido próximo ao terminal do Boqueirão. Estava em fase teste na Tribuna, mas naquele dia, tudo estava próximo ao fim.
Eu tive um anjo chamado Carlos, que não deixou eu desmaiar e provavelmente entrar em coma enquanto o Siate chegava, eu tive anjos, os socorristas do Siate, que graças aos primeiros-socorros impediram sequelas mais graves; eu tive muita gente que conhecia e que nunca vi na vida orando por mim, pela minha vida ou então, por uma boa morte, se isso fosse o mais conveniente.
Antes do acidente, eu vivi uma das piores fases da vida. Atlético perdeu de 5 a 1 para o Coxa no dia do meu aniversário; levei uma mega fora do cara que namorava (e era apaixonada) e por fim, havia sido demitida sem justa causa do emprego anterior. Vivia uma letargia; uma depressão sem dor, uma vida sem graça alguma.
Veio o acidente e mexeu com tudo e todos. Eu vi a tal luz. E disse antes da anestesia geral que poderia ter sido irreversível "só não me dê penicilina, porque sou alérgica", nesse momento eu fui para a tal luz e lá encontrei um vizinho que tinha morrido na exata hora do meu acidente (mas eu não sabia que ele tinha morrido). Ele estava bem, pegou na minha mão, sorriu e me soltou. Como sempre conto, eu digitei a senha 3 vezes e foi bloqueada. Tive que voltar.
Faz 18 anos hoje. E hoje tive a coragem de contar sem dor. Muita gente sabe como fiquei, que levei mais de 100 pontos no rosto, que ouvi de um médico que "nunca mais seria a mesma" - e digo doutor, nunca mais fui a mesma mesmo. Só quem sobrevive a um trauma, deixa de dar importância a mesquinharia, se recusa a ser infeliz e principalmente AMA A VIDA!
fUUUUU! apaguei as velinhas!
Eu tive um anjo chamado Carlos, que não deixou eu desmaiar e provavelmente entrar em coma enquanto o Siate chegava, eu tive anjos, os socorristas do Siate, que graças aos primeiros-socorros impediram sequelas mais graves; eu tive muita gente que conhecia e que nunca vi na vida orando por mim, pela minha vida ou então, por uma boa morte, se isso fosse o mais conveniente.
Antes do acidente, eu vivi uma das piores fases da vida. Atlético perdeu de 5 a 1 para o Coxa no dia do meu aniversário; levei uma mega fora do cara que namorava (e era apaixonada) e por fim, havia sido demitida sem justa causa do emprego anterior. Vivia uma letargia; uma depressão sem dor, uma vida sem graça alguma.
Veio o acidente e mexeu com tudo e todos. Eu vi a tal luz. E disse antes da anestesia geral que poderia ter sido irreversível "só não me dê penicilina, porque sou alérgica", nesse momento eu fui para a tal luz e lá encontrei um vizinho que tinha morrido na exata hora do meu acidente (mas eu não sabia que ele tinha morrido). Ele estava bem, pegou na minha mão, sorriu e me soltou. Como sempre conto, eu digitei a senha 3 vezes e foi bloqueada. Tive que voltar.
Faz 18 anos hoje. E hoje tive a coragem de contar sem dor. Muita gente sabe como fiquei, que levei mais de 100 pontos no rosto, que ouvi de um médico que "nunca mais seria a mesma" - e digo doutor, nunca mais fui a mesma mesmo. Só quem sobrevive a um trauma, deixa de dar importância a mesquinharia, se recusa a ser infeliz e principalmente AMA A VIDA!
fUUUUU! apaguei as velinhas!
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Irmão, a relação mais "pura" que existe
Da esquerda para direita: Mireille, Ronise, pai e Juba
Há muito queria escrever essa história, mas não sabia de quê forma e em qual ocasião. Mas agora, com sentimentos vindo à tona de forma natural e sincera, acho que ela terá seu propósito.
A relação entre irmãos. Assunto bíblico, cinematográfico e de questão filosófica como aquela "mais que um amigo, um irmão; mais que um irmão, um amigo".
É um laço forte, complicado, imperfeito, mas absolutamente imprescindível. É da irmandade, mesmo com todas as diferenças, que compreendemos como é a sociedade, o mundo: saber conviver com diferenças. Isso é política!
Entretanto, não quero dispersar o foco, que foi quando tomei emprestada a versão sobre o que é ser irmão, ouvindo a conversa de um grupo de amigos num restaurante.
Uma mulher reclamava de não ter irmãos, para dividir com ela a tarefa de cuidar dos pais, ambos idosos e doentes. "Se tivesse um irmão, uma irmã, a gente poderia fazer um rodízio. Estou esgotada, trabalhar, cuidar dos filhos e dar assistência aos meus pais, que estão totalmente dependentes de mim". Um senhor, de voz pausada e com jeito sábio, cruzou as mãos perto do queixo e começou a tese: "Irmão é a única relação pura que temos, sabia?" - todos na mesa fizeram um ar de "não". E continuou, "Marido e mulher são dois desconhecidos que se unem, mas não tem nenhum elo sanguíneo legítimo; pais e filhos tem apenas parte da herança, porque é resultado da mistura homem e mulher, mas, irmãos, são do mesmo pai e da mesma mãe, por suas veias corre o mesmo sangue de origem. Já notaram que a maioria de casos de compatibilidade para transplantes são de irmãos?".
Essa história sempre me fez pensar sobre a importância do irmão, e mesmo se toda essa tese da compatibilidade ou pureza do sangue não seja tão perfeita como o senhor contou ao seu grupo, o que me faz pensar é o quanto damos importância ou realmente relevamos as atitudes de nossos irmãos. Óbvio, não dá para determinar e obrigar a você sentir por seu irmão, o que talvez você sinta por um amigo, porém, será que o grau de intolerância ao nosso sangue não é infinitamente maior?
Juarez e Mireille. Meus irmãos mais novos. Com o Juba sempre tive um relacionamento naturalmente mais fácil, no sentido de nossa maneira de se portar, gostos, a empatia. Mireille, relação de fases. Boas e conflituosas. Mas sempre foi definida. A época das nights, de quando ela me cuidou quando quase morri no meu acidente automobilístico, do nascimento dos filhos, da perda da mãe e de agora, quando mais velhas, equalizamos o que somos.
E ainda, a relação Mireille e Juba!
Juba e Mireille, nossos laços precisam sempre ser mantidos com o respeito devido, a distância segura, a proximidade calorosa, porque somos fortes com o sangue que nos une, da mãe e do pai, esse cara nosso amigo e meio irmão! Beijos e amor!
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Palmada educativa: será que realmente um tapinha não dói?
Hoje foi a estreia da minha coluna no Bem Paraná Família & Crianças, que trata sobre comportamento.
Reproduzo no blog, o material sobre palmada educativa.
Palmada educativa: será que realmente um tapinha não dói?
Por muitas gerações, as crianças ficaram na condição de escondidos no quarto, sob cuidados da babá ou das mães, sem se intrometer em conversa de adulto, na filosofia "criança não tem querer". Os pequenos foram saindo no cantinho e hoje ocupam o maior espaço da casa, do tempo e da preocupação dos pais e educadores.
Há quem vilanize essa nova geração, apontando crianças como tiranos. E o velho debate volta à tona: a palmada educativa funciona ou não? Sou da época dose filhos que levavam palmadas, sempre depois de insistentes pedidos dos pais para melhorar comportamento. E a variação da "surra" era chinelada, cinta e castigo. Nada violento, no que se trata de excessos. Aparentemente, essa turma não carrega traumas.
Entretanto, a psicologia infantil seguida dos direitos da criança, universalizou a educação no conceito "não diga não", "não bata" e a reclamação recorrente é de que vivemos tempos em que filhos mandam nos pais.
Por um lado, os defensores do sempre aberto diálogo, acreditam que a palmada educativa é ineficiente e só reproduz um ciclo de não saber lidar com a desobediência infantil. "Já acreditei que fosse possível uma palmada que não significasse agressão, só correção, mas desde que meu filho nasceu repensei e não acredito em "palmada educativa". O ato de dar uma palmada é o de bater, é uma agressão e é uma violência contra a criança, que é vulnerável. Por mais que a intenção seja educar, ensinar ou corrigir, não se torna menos violento ou mais aceitável.
Precisamos pensar formas mais conectadas e empáticas para ensinar, respeitando a capacidade de compreensão e resposta daquela criança. Acredito que isso diminui expectativas e pressões de ambos os lados", justifica a advogada Melina Caldani, de 29 anos, mãe de Miguel de 1 ano.
Em contrapartida, o engenheiro Tito Silveira, de 36 anos, pai das adolescentes Sarah e Rebecca de 16 e 14 anos, respectivamente, conta que era permissivo com as filhas. "Eu acreditava que a única solução possível para todos os conflitos familiares que necessariamente surgem da necessidade de se impor limites na educação era o consenso, o diálogo, a criteriosa exposição de prós e contras de cada atitude. Olhando retrospectivamente, vejo quantas vezes eu aceitei comportamentos completamente fora dos minimamente razoáveis em prol dessa visão e o quanto eu tentei impor conceitos éticos e morais complexos para crianças ainda naturamente imaturas demais para tanto", detalha Tito que mudou sua atitude e usou da palmada educativa. "Especificamente em relação à punição física, também aprendi que jamais ela deve ser ministrada com raiva (aliás, nenhum tipo de castigo deve nunca ser ministrado com raiva) e que, em muitos casos, e desde que usada de modo judicioso, a chamada "palmada educativa" funciona bastante bem como delimitador de fronteiras comportamentais que não devem ser transpostas pela criança.".
A psicopedagoga Soraya Costa também pondera a palmada como algo aceitável, de acordo com as circunstâncias. "A palmada aplicada como forma de dizer que o comportamento é inadequado, seguida concomitantemente de um tom de voz firme, ausente de gritos, faz com que a criança entenda o que fez de errado, pois a sua percepção de certo e errado é totalmente distante da nossa", analisa a pedagoga, que usa seu própria exemplo.
"Particularmente usei a palmada no meu filho, quando este começou a andar aos 9 meses, pois não partilho da idéia de que devemos retirar do campo visual da criança toda e qualquer coisa para que ela não venha a mexer, e possivelmente machucar-se". Dei sim, uma leve palmada em sua mão, sucedendo-se um "não" e assim que retirou a mão do objeto que tentava tirar do lugar foi aplaudido e ouviu um "muito bem". Tentou mais duas vezes e a palmadinha ou psicotapa, como costumo chamar, foi utilizada e ele entendeu que não podia mexer nos objetos que estavam ao seu alcance, e este comportamento estendeu-se a outros lugares que não fossem a sua casa. Aqui se apresenta a relação estímulo-resposta, onde todo comportamento indesejável é imediatamente repreendido e elogiado quando ocorre a mudança para o que se deseja. Assim sendo, fica mais uma vez a pergunta:- é a palmada uma agressão ou a hora e a forma com que ela é dada é que a transformam num ato violento? Palmada com amor, sim. Palmada dada com raiva, esta sim, considero uma agressão sem precedentes", concluiu Soraya.
Reproduzo no blog, o material sobre palmada educativa.
Palmada educativa: será que realmente um tapinha não dói?
Por muitas gerações, as crianças ficaram na condição de escondidos no quarto, sob cuidados da babá ou das mães, sem se intrometer em conversa de adulto, na filosofia "criança não tem querer". Os pequenos foram saindo no cantinho e hoje ocupam o maior espaço da casa, do tempo e da preocupação dos pais e educadores.
Há quem vilanize essa nova geração, apontando crianças como tiranos. E o velho debate volta à tona: a palmada educativa funciona ou não? Sou da época dose filhos que levavam palmadas, sempre depois de insistentes pedidos dos pais para melhorar comportamento. E a variação da "surra" era chinelada, cinta e castigo. Nada violento, no que se trata de excessos. Aparentemente, essa turma não carrega traumas.
Entretanto, a psicologia infantil seguida dos direitos da criança, universalizou a educação no conceito "não diga não", "não bata" e a reclamação recorrente é de que vivemos tempos em que filhos mandam nos pais.
Por um lado, os defensores do sempre aberto diálogo, acreditam que a palmada educativa é ineficiente e só reproduz um ciclo de não saber lidar com a desobediência infantil. "Já acreditei que fosse possível uma palmada que não significasse agressão, só correção, mas desde que meu filho nasceu repensei e não acredito em "palmada educativa". O ato de dar uma palmada é o de bater, é uma agressão e é uma violência contra a criança, que é vulnerável. Por mais que a intenção seja educar, ensinar ou corrigir, não se torna menos violento ou mais aceitável.
Precisamos pensar formas mais conectadas e empáticas para ensinar, respeitando a capacidade de compreensão e resposta daquela criança. Acredito que isso diminui expectativas e pressões de ambos os lados", justifica a advogada Melina Caldani, de 29 anos, mãe de Miguel de 1 ano.
Em contrapartida, o engenheiro Tito Silveira, de 36 anos, pai das adolescentes Sarah e Rebecca de 16 e 14 anos, respectivamente, conta que era permissivo com as filhas. "Eu acreditava que a única solução possível para todos os conflitos familiares que necessariamente surgem da necessidade de se impor limites na educação era o consenso, o diálogo, a criteriosa exposição de prós e contras de cada atitude. Olhando retrospectivamente, vejo quantas vezes eu aceitei comportamentos completamente fora dos minimamente razoáveis em prol dessa visão e o quanto eu tentei impor conceitos éticos e morais complexos para crianças ainda naturamente imaturas demais para tanto", detalha Tito que mudou sua atitude e usou da palmada educativa. "Especificamente em relação à punição física, também aprendi que jamais ela deve ser ministrada com raiva (aliás, nenhum tipo de castigo deve nunca ser ministrado com raiva) e que, em muitos casos, e desde que usada de modo judicioso, a chamada "palmada educativa" funciona bastante bem como delimitador de fronteiras comportamentais que não devem ser transpostas pela criança.".
A psicopedagoga Soraya Costa também pondera a palmada como algo aceitável, de acordo com as circunstâncias. "A palmada aplicada como forma de dizer que o comportamento é inadequado, seguida concomitantemente de um tom de voz firme, ausente de gritos, faz com que a criança entenda o que fez de errado, pois a sua percepção de certo e errado é totalmente distante da nossa", analisa a pedagoga, que usa seu própria exemplo.
"Particularmente usei a palmada no meu filho, quando este começou a andar aos 9 meses, pois não partilho da idéia de que devemos retirar do campo visual da criança toda e qualquer coisa para que ela não venha a mexer, e possivelmente machucar-se". Dei sim, uma leve palmada em sua mão, sucedendo-se um "não" e assim que retirou a mão do objeto que tentava tirar do lugar foi aplaudido e ouviu um "muito bem". Tentou mais duas vezes e a palmadinha ou psicotapa, como costumo chamar, foi utilizada e ele entendeu que não podia mexer nos objetos que estavam ao seu alcance, e este comportamento estendeu-se a outros lugares que não fossem a sua casa. Aqui se apresenta a relação estímulo-resposta, onde todo comportamento indesejável é imediatamente repreendido e elogiado quando ocorre a mudança para o que se deseja. Assim sendo, fica mais uma vez a pergunta:- é a palmada uma agressão ou a hora e a forma com que ela é dada é que a transformam num ato violento? Palmada com amor, sim. Palmada dada com raiva, esta sim, considero uma agressão sem precedentes", concluiu Soraya.
terça-feira, 25 de junho de 2013
O que eu quero com o Brasil?
EDUCAÇÃO sempre foi o pilar que mais acreditei na construção de uma sociedade justa, esclarecida e autônoma.
EDUCAÇÃO em discurso político sólido foi o que creditei meu voto, campanha, como no caso de Leonel Brizola, especialmente com o respaldo do grande Darcy Ribeiro
EDUCAÇÃO! EDUCAÇÃO! EDUCAÇÃO!
Para mim essa é a diretriz, o restante se divide em Segurança Pública e Saúde, não adianta detalhar.
Eu simplesmente acho absurdo ter que pagar para uma criança ter um ensino mínimo de qualidade, e as escolas particulares entulharem currículo disso e daquilo, para justificar os preços das mensalidades, cada vez mais abusivos.
Eu fui do tempo em que estudar em escola pública era selo de qualidade. Quem estudava em escola particular era apontado PPP (Papai Pagou Passou), eu recebia material escolar, merenda, livros. Livros!!!!
Hoje se gasta mais de um salário-mínimo em livros, mais um trilhão em materiais cuja utilidade é questionável!
No país que eu sonho, desejo e luto por meio do meu trabalho, o Poder Público teria que ofertar em período integral, educação de qualidade em todo o Ensino Fundamental, no caso até o 9º ano, no mínimo!
As bibliotecas seriam abarrotadas de livros e a leitura mensal de pelo menos um título seria obrigatória. Ateliês de arte variados, muita Educação Física, voluntariado. Com professores graduados e suas especializações pagas pelo Governo.
Uma vez, um secretário de estado com quem trabalhei, muito lúcido em suas análises, disse que o mundo teria que ser reinventado para terminar com a criminalidade. Um criminoso não entra "no mundo do crime" do dia para noite. É lá, quando está na fase escolar, sem vaga na escola, com pais trabalhando o dia todo, que ele fica perdido. Nesse ponto começa a malandragem e ai, a criança sem escola absorve a filosofia ganho mais dinheiro roubando do que trabalhando ou estudando.
Eu não preciso aqui, com exceção ao Brizola, que sempre me empenhei na causa quando ainda estava na luta, revelar minhas tendências políticas, mas se eu tenho um grito para dar nesse onda de protestos:
“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.”
―Darcy Ribeiro
EDUCAÇÃO em discurso político sólido foi o que creditei meu voto, campanha, como no caso de Leonel Brizola, especialmente com o respaldo do grande Darcy Ribeiro
EDUCAÇÃO! EDUCAÇÃO! EDUCAÇÃO!
Para mim essa é a diretriz, o restante se divide em Segurança Pública e Saúde, não adianta detalhar.
Eu simplesmente acho absurdo ter que pagar para uma criança ter um ensino mínimo de qualidade, e as escolas particulares entulharem currículo disso e daquilo, para justificar os preços das mensalidades, cada vez mais abusivos.
Eu fui do tempo em que estudar em escola pública era selo de qualidade. Quem estudava em escola particular era apontado PPP (Papai Pagou Passou), eu recebia material escolar, merenda, livros. Livros!!!!
Hoje se gasta mais de um salário-mínimo em livros, mais um trilhão em materiais cuja utilidade é questionável!
No país que eu sonho, desejo e luto por meio do meu trabalho, o Poder Público teria que ofertar em período integral, educação de qualidade em todo o Ensino Fundamental, no caso até o 9º ano, no mínimo!
As bibliotecas seriam abarrotadas de livros e a leitura mensal de pelo menos um título seria obrigatória. Ateliês de arte variados, muita Educação Física, voluntariado. Com professores graduados e suas especializações pagas pelo Governo.
Uma vez, um secretário de estado com quem trabalhei, muito lúcido em suas análises, disse que o mundo teria que ser reinventado para terminar com a criminalidade. Um criminoso não entra "no mundo do crime" do dia para noite. É lá, quando está na fase escolar, sem vaga na escola, com pais trabalhando o dia todo, que ele fica perdido. Nesse ponto começa a malandragem e ai, a criança sem escola absorve a filosofia ganho mais dinheiro roubando do que trabalhando ou estudando.
Eu não preciso aqui, com exceção ao Brizola, que sempre me empenhei na causa quando ainda estava na luta, revelar minhas tendências políticas, mas se eu tenho um grito para dar nesse onda de protestos:
“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.”
―Darcy Ribeiro
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