Eu era daquelas que...
... colecionava textos do Paulo Francis na Ilustrada e colava da parede
... imitava o Paulo Francis e minha colega o Jânio Quadros, quando estávamos bêbadas
... só bebia vodca e uísque
... lia tudo sobre Bukowski
... não acreditava no amor e amava muito
... misturava Wicca com umbanda e catolicismo
... usava Comander com todas as roupas
... se orgulhava de ter os peitos mais lindos da cidade
... entrava no guarda-roupa em crise depressiva
... fazia um pão indiano gostoso
... ia em bar de rock pesado toda semana
... usava cabelo chanel crespo
... só frequentava praia de SC
... escrevia loucamente em máquina de escrever durante a madrugada
... não comia carne vermelha
... tinha sonhos premonitórios
... não pensava em ter filhos
... desprovia de vaidade alguma
... sempre quis ser jornalista
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domingo, 11 de dezembro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Abstrai

Consegui. Nesse fim de semana consegui abstrair tudo o que me irritava. Todas as pendências finaceiras, emocionais e digitais.
Pisei na areia (limpa) da praia, dei gritinhos ao sentir a água megagelada do mar, até deixei o vento dessarumar a cabeleira e o sol tocar nas minhas pernas brancas.
Bebi, mas não me embriaguei, comi pausadamente, brinquei como criança, dormi tranquila e tive a impressão que não existiam mais problemas no mundo.
Tão abstraída, que nem dei bola para os jogo da Seleção Brasileira. A partida só servia para pautar o meu retorno. Revigorada!
terça-feira, 14 de junho de 2011
A difícil arte de ser você mesmo
Não. Não dá para você ser a mesma pessoa em todas as circunstâncias. Explico. Há determinadas situações em que as posturas adotadas não são exatamente àquelas que correspondem a sua própria natureza.
Quando tratamos de assuntos profissionais, negócios, geralmente o tom de voz se diferencia, a roupa usada, o cálculo de como e quando se falar, assim como se muda quando vai se fazer sexo. Cada um tem o seu modo.
Mas, o que me intriga, o que reflito aqui, é como essa postura multifacetada, que só é um mecanismo, pode mexer com nosso ser.
Uma coisa é adotar uma forma para cada ocasião, outra, é a sensação de perder a identidade. E dai me lembro dessa música NÃO VÁ SE PERDER POR AI , porque a coisa mais fácil é virar barata tonta e não saber se sai pelo ralo ou se entra debaixo da calças dos humanos.
Papo meio 15 anos essa pseudo-crise-existencial, mas percebo que a grande maioria das pessoas está blindada sobre si mesmo. Uma espécie de máscara da máscara. Por horas meigo, noutras histérico e infinitos loopings de personalidade.
É ter opinião sobre tudo, postura para tudo e impaciência e intolerância para todo o resto, para o mínimo.
Confesso que me perdi, porque sei que, se não sou um docinho de leite, tampouco sou amarga, mas, talvez, um pouco ácida. Só que isso não me difere de cada mortal, com suas características próprias, defeitos, virtudes, peculiaridades. Entretanto, sinto que as pessoas querem se globalizar, se conhecer e socializar, mas no fim das contas, optam pelo velho método seletivo, quando não aguentam as críticas e comportamentos alheios. Ou seja, a velha tribo uga-buga!
Quando tratamos de assuntos profissionais, negócios, geralmente o tom de voz se diferencia, a roupa usada, o cálculo de como e quando se falar, assim como se muda quando vai se fazer sexo. Cada um tem o seu modo.
Mas, o que me intriga, o que reflito aqui, é como essa postura multifacetada, que só é um mecanismo, pode mexer com nosso ser.
Uma coisa é adotar uma forma para cada ocasião, outra, é a sensação de perder a identidade. E dai me lembro dessa música NÃO VÁ SE PERDER POR AI , porque a coisa mais fácil é virar barata tonta e não saber se sai pelo ralo ou se entra debaixo da calças dos humanos.
Papo meio 15 anos essa pseudo-crise-existencial, mas percebo que a grande maioria das pessoas está blindada sobre si mesmo. Uma espécie de máscara da máscara. Por horas meigo, noutras histérico e infinitos loopings de personalidade.
É ter opinião sobre tudo, postura para tudo e impaciência e intolerância para todo o resto, para o mínimo.
Confesso que me perdi, porque sei que, se não sou um docinho de leite, tampouco sou amarga, mas, talvez, um pouco ácida. Só que isso não me difere de cada mortal, com suas características próprias, defeitos, virtudes, peculiaridades. Entretanto, sinto que as pessoas querem se globalizar, se conhecer e socializar, mas no fim das contas, optam pelo velho método seletivo, quando não aguentam as críticas e comportamentos alheios. Ou seja, a velha tribo uga-buga!
domingo, 20 de março de 2011
Drops – foras temáticos
Gravidez – é um clássico. Se você não passou aguarde sua vez, porque esse dia chegará. Quase no quinto mês de gravidez, ainda só aparentando ser uma “gordinha” sem formas acinturadas e peitos fartos, fui à C&A comprar um vestido 44, porque tinha certeza de que, até o final da gestação iria alcançar essa numeração fácil, fácil. Sai do provador com um modelito preto, básico e grande, lógico, ainda para quem tinha engordado cinco quilos. Apesar de o espelho ter me revelado as novas formas, o caimento do traje, não me contive em meu ataque de mulherzice e apostei numa consultoria de comadre. Sai do provador, em movimentos de busca como a donzela pelo seu cavalheiro até me deparar com uma “companheira” de gravidez. A consultora era perfeita: parecia ter minha idade, meu jeito, porém, já devia estar prestes a parir gêmeos. Sem titubear disparei: “moça, você também que está grávida, pode me dizer se esse vestido ficou bem em mim¿”
PAUSA MORTAL
“Eu não estou grávida!” – olhou a mulher com sorriso de pena para mim.
O fora eu já tinha dado. Situação irreversível. Apelei para o improviso. “Ah, mas assim mesmo me diga o que você achou”, dando uma voltinha com o vestido. Ela sorri amarelo e fez um ok, ou era outra coisa?
Racial – Depois da onda de politicamente correto, fazer piada só com a presença de advogado né? porque tudo virou politicamente incorreto e piadas sempre foram preconceituosas: sogra, loiras, papagaio, Joãozinho, negro, japonês, português e judeu. Foi enquanto eu contava uma muito boa, relacionando forno e judeu na casa de uma amigona minha, que não via há muito tempo, entre gestos mil e performances. O marido dela, que fazia um café para nós arrematou: “eu sou judeu!”
SUPER ENGOLIDA DE SALIVA E PROCURANDO UM BURACO BEM FUNDO
Amiga olha com cara de consternada, marido segura o bule de água quente (mentira, fazia na cafeteira), eu, em busca da saída de emergência, quando o casal de repente, solta aquela risada “QUÁ! QUÁ! QUÁ! pegamos você”
Fim. Fim da minha carreira humorística.
Futebol – Bem, todo mundo já sabe que sou filha de jogador de futebol, que virou técnico de futebol e que fui repórter e editora de esportes, com ênfase em futebol, mas isso não significa em absoluto, que eu seja expert no assunto. Aliás, virei uma alienada em potencial.
Mas, no período em que fazia a cobertura de futebol, teve um clássico Atletiba, que fui com meu colega coxa-branca. Ele, a trabalho. Eu, for fun. Como entramos com a famosa carteirada, fomo assistir o jogo, no Couto Pereira, nas cadeiras. Eu não estava vestida com nenhuma cor, símbolo ou algo que sequer lembrasse um dos dois times.
Dez minutos do primeiro tempo, Atlético faz um gol de pênalti. Silêncio nas cadeiras, a não ser por um detalhe. Pessoa aqui dubla um GOOOOOOOOOOOOL percebido por um playboy. O fulano grita “tem atleticana na torcida” e se faz uma muvuca. O meu amigo, super coxa ativar, vai a minha defesa e é taxado de atleticano e retruca “olha aqui seu FDP, sou coxa desde menino”. A coisa se embola e a PM chega. O playboy exaltado aponta prá mim, me chama de bonita prá cima e eu com cara de coitadinha, acuso o ditocujinho de agressão.
Resultado: ele detido, eu convidada a ir para outra ala, amigo sozinho fazendo seu trabalho e o jogo. Puf! Zero a zero!
PAUSA MORTAL
“Eu não estou grávida!” – olhou a mulher com sorriso de pena para mim.
O fora eu já tinha dado. Situação irreversível. Apelei para o improviso. “Ah, mas assim mesmo me diga o que você achou”, dando uma voltinha com o vestido. Ela sorri amarelo e fez um ok, ou era outra coisa?
Racial – Depois da onda de politicamente correto, fazer piada só com a presença de advogado né? porque tudo virou politicamente incorreto e piadas sempre foram preconceituosas: sogra, loiras, papagaio, Joãozinho, negro, japonês, português e judeu. Foi enquanto eu contava uma muito boa, relacionando forno e judeu na casa de uma amigona minha, que não via há muito tempo, entre gestos mil e performances. O marido dela, que fazia um café para nós arrematou: “eu sou judeu!”
SUPER ENGOLIDA DE SALIVA E PROCURANDO UM BURACO BEM FUNDO
Amiga olha com cara de consternada, marido segura o bule de água quente (mentira, fazia na cafeteira), eu, em busca da saída de emergência, quando o casal de repente, solta aquela risada “QUÁ! QUÁ! QUÁ! pegamos você”
Fim. Fim da minha carreira humorística.
Futebol – Bem, todo mundo já sabe que sou filha de jogador de futebol, que virou técnico de futebol e que fui repórter e editora de esportes, com ênfase em futebol, mas isso não significa em absoluto, que eu seja expert no assunto. Aliás, virei uma alienada em potencial.
Mas, no período em que fazia a cobertura de futebol, teve um clássico Atletiba, que fui com meu colega coxa-branca. Ele, a trabalho. Eu, for fun. Como entramos com a famosa carteirada, fomo assistir o jogo, no Couto Pereira, nas cadeiras. Eu não estava vestida com nenhuma cor, símbolo ou algo que sequer lembrasse um dos dois times.
Dez minutos do primeiro tempo, Atlético faz um gol de pênalti. Silêncio nas cadeiras, a não ser por um detalhe. Pessoa aqui dubla um GOOOOOOOOOOOOL percebido por um playboy. O fulano grita “tem atleticana na torcida” e se faz uma muvuca. O meu amigo, super coxa ativar, vai a minha defesa e é taxado de atleticano e retruca “olha aqui seu FDP, sou coxa desde menino”. A coisa se embola e a PM chega. O playboy exaltado aponta prá mim, me chama de bonita prá cima e eu com cara de coitadinha, acuso o ditocujinho de agressão.
Resultado: ele detido, eu convidada a ir para outra ala, amigo sozinho fazendo seu trabalho e o jogo. Puf! Zero a zero!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Receita de bolo do sucesso

Ingredientes:
- 1 pessoa abduzida (geralmente depois dos 25 anos) ;
- 8 horas diárias de TV aberta (fica mais consistente caso assista novelas das 6, 7 e das 9 então,o máximo!);
- Doses de conversas sobre celebridades ao menos 3 vezes por semana, não com finalidade de entretenimento, mas como se isso fosse a sua própria vida ;
- Muitas pitadas de crença em foco, motivação, energia interior e condimentos semelhantes
- Imprescindível participar de palestras sobre cases de sucesso e acreditar, acima de tudo,que você também pode. Vamos lá !
Preparo :
Já devidamente abduzido pelo passar dos anos, ouvindo histórias de que todo mundo vence, menos você, que é preguiçoso, passe a ter a TV como seu melhor amigo, mesmo que ele não diga nada, além do mais, aquela gente linda que aparece na telinha está ali para te ensinar a ser feliz, mesmo que seja no último capítulo. E sobre as notícias ruins, basta trocar de canal, por isso existe o controle remoto, sua pomba-lesa !
Aqueça seu coração com muita fofoca sobre o silicone da X, a separação do casal 20 e assim por diante, e lamente, pois isso proporciona uma textura perfeita. Em seguida, comece a ter um objetivo daqueles bem grandiosos : ficar rico, ter o carro do ano, fazer uma plástica dos sonhos e viajar para o exterior. Cogite também fazer terapia, é chique e todo mundo já fez um dia.
Toque final
Alavanque as vendas dos livros de autoajuda, de revistas estilo Você S.A. e começe a participar das palestras dos WalWalWal, que contam cases de sucesso "ele era vendedor de sombrinhas e hoje é um podereso executivo em Curitiba"(ótimo lugar para se ter esse tipo de empreendimento).
Amigos, seguindo todos esses passos, com a disciplina de um monge, você alcancará o sucesso, quentinho, quentinho !
Serve para todas as pessoas
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Velocidade do tempo

Vou começar pela imagem. Na pesquisa para ilustrar o post, me deparei com muitas fotos de esporte em alta velocidade, aquela que dá o tom "borrado", relógios, velocímetros, mas a lesma fez com que eu parasse, olhasse, e enfim, fizesse a escolha. E é nesse ponto que eu quero chegar. A velocidade da informação, do dia a dia urbano, desse mundo real-virtual misturado está nos permitindo fazer escolhas? Ou é um cardápio super-hiper-mix que não nos dá tempo de fazer uma triagem elaborada, baseada realmente na nossa vontade, valores e de toda a parafernália da nossa personalidade.
Calmaê, não acho que somos seres estáticos, gessados por dados milenares e dali não podemos sair, mas calmaê again! dá prá parar e pensar? dá para escolher cada maçã que quero comer ou é mais prático comprar o saco com as selecionadas? Aliás, selecionadas por quem?
Eu escolhi a lesma não porque acho que a gente deva se arrastar e deixar a gosma no caminho, mas dá para tentar não cegar com esse ritmo. Eu me policio muito para não ser levada pela correnteza do seja assim, porque assim é o modelo do sucesso, e aproveito meu espaço para dizer que: ODEIO CASE DE SUCESSO, como se a vida de X fosse receita de bolo e todo o resto da humanidade é incompetente para não ter o mesmo status.
E caros, meu dilema toma proporções monstruosas trabalhando com Jornalismo. Tudo é muito zum, záz, foi! São tablets, android e plataformas. Invenções de como dar start mais rápido para você da Moldávia estar conectado com o resto do mundo. Então, mesmo sabendo que tenho 3487 pautas a cumprir, permiti dar o tempo a minha inspiração para escrever sobre as coisas que percebo, mas tenho que terminar por aqui, pois o o olhar da editora já me disse tudo, "corre que hoje é dia de fechamento".
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Para seu Governo
Seis anos e cinco meses. Foi o tempo que trabalhei como assessora de imprensa na Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania. Lugar onde fiquei por mais tempo num emprego. E sem verve política partidária, adorei ter trabalho no Poder Executivo. Adorei ter trabalhado no governo Roberto Requião, e aqui, não estou discutindo a personalidade da pessoa, a verborragia, mas as ações de administrador público. Errou. Sim. Como eu, você e o planeta. Não fui cega, nem fanática o suficiente para não admitir as falhas, mas não estou a fim de discorrer neste post, a análise de especialistas (ou pretensos) em gestão pública.
Eu entrei no Governo mandando currículo, sem padrinhos e indicações. Houve uma empatia entre a chefe do jurídico e eu, ela levou meu nome ao secretário. Ele foi convencido e em 15 dias, estava trabalhando numa salinha de um prédio antigo. Fiquei assustada com o padrão funcionalismo público, com pastas de arquivo, pelo protocolo e pela mística de que “eu era a quinta assessora de imprensa que já havia passado em um ano”.
Vivi a fase de ouro da SEJU, como é chamada a Secretaria. Os ataques de nervos nativos do chefe dos jornalistas do Governo e tive a maravilhosa oportunidade de conhecer o interior do Paraná, com viagens de trabalho exaustivas, mas feitas com tesão. De acompanhar programas destinados à população pobre e quebrar o preconceito de escrever pobre, não carente, como designam os falsos políticos pops. Decorei discursos, que os colegas amavam ouvir. “Depois de citar a carta de Puebla, podemos ir para outro município”, era a deixa do governador para eu dar sinal à equipe que já poderíamos partir. Nunca gravei nada. Nunca tive que fazer uma retratação. Tive muita dor de barriga para cobrir assuntos de outras pastas, mas isso fez de mim mais confiante, ter uma visão de governo macro, não limitada ao universo da Seju.
Fui bem feliz, apesar de muitos colegas encherem meu saco. Do Governo ter travado uma queda de braço com a imprensa local, o que dificultou o trabalho da assessoria de imprensa. Senti dramas pesados de mudanças de chefias e mesmo não ser funcionária de carreira do Estado, continuar firme e forte.
Eu saio pelas escadarias do Palácio das Araucárias com alegria no meu coração, de ter me dedicado ao trabalho proposto, de aprender um novo olhar sobre o Poder Público, mas com muitas saudades de estar no Centro Cívico, lugar que amo em Curitiba.
Até mais!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Risco calculado
domingo, 12 de dezembro de 2010
Só o rock salva!
Quando as diferenças são:
Um é dia, o outro noite;
Acordada, dormindo;
Um gosta de vinho, o outro de cerveja;
Ao acordar, ao adormecer;
Drama, comédia;
Programas ao ar livre, botecos;
Apartamento, casa;
Vida urbana, vida praiana;
Europa, Estados Unidos;
Rock´n roll: bingo!
Um é dia, o outro noite;
Acordada, dormindo;
Um gosta de vinho, o outro de cerveja;
Ao acordar, ao adormecer;
Drama, comédia;
Programas ao ar livre, botecos;
Apartamento, casa;
Vida urbana, vida praiana;
Europa, Estados Unidos;
Rock´n roll: bingo!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Yuri, o conquistador

Além do horrível nome de Yuri, ele era magro-minhoca, nariz torto, super polaco e de voz esganiçada. Porém, determinado a me conquistar. Eu tinha 15 anos e jamais daria bola para um cara desses, ainda mais morando no bairro. Eu não era nenhuma engraçadinha do Nelson Rodrigues, mas atraia olhares masculinos mais interessantes, embora minha preocupação fosse sustentar meus amores platônicos, sempre eles.
Mas, Yuri devia sonhar com o dia em que eu haveria de ser sua namorada. Desfilar com a menina de pernas grossas na missa de domingo, comer maionese morna com os polacos e outros desejos similares. O triste é que Yuri não tinha a mínima noção que eu não era namoradeira, não ia mais à igreja e pirava com garrafinhas de vodca de amostra grátis e rock'n roll, no meu universo, o meu quarto.
Então, cansado da minha indiferença, Yuri apostou alto. Num domingo, 8 horas da manhã, ele toca a campainha da minha casa. Mamãe já estava acordada e preparava o café. Muito simpático e fazendo o estilo moço de família, convenceu minha mãe a abrir a porta e ficou sentado no sofá da sala. "Ronise, acorda, o Yuri está ai", i-na-cre-di-tá-vel, mas minha mãe foi me chamar. Resmunguei e ela insistiu. Começamos a discutir, e, de repente, um barulho de motor de carro na frente de casa. Sai do quarto, com uma camisola transparente e o Yuri sorridente buzinando num mustang amarelo. "Vim te buscar para irmos ao desfile da Festa de Santana". Essa "festa" é coisa da paróquia, dos polacos católicos do Abranches, que eu, recém descrente de tudo na minha adolescência, abominava. Vendo Yuri todo empolgado na caranga ridícula, porque na verdade não era um mustang, mas algo parecido, fake de mustang, com uma calça social, cabelo lambido e sorriso de idiota na cara, eu não pude perder a chance do massacre. Mesmo avessa aos palavrões (naquela época), mandá-lo a merda foi o mais simpático dos meus xingamentos.
Yuri saiu desolado. E eu satisfeita pelo sumiço do rapaz. Não deu 1 ano, Yuri se casou, segundo a vizinhança, vendeu o carro e foi para o interior. Que seja feliz!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
E a louca sou eu?

Vejo pelo retrovisor um homem calvo, aparentemente 60 anos, conversando efusivamente com "alguém" do lado, dentro de seu carro. Quando ficamos lado a lado, ele continua a esbravejar, mas noto que não tem ninguém.
E a louca sou eu?
Copeira da repartição canta uma música inteira do Nelson Ned (ela me informou)e me pede para ouvi-la.
E a louca sou eu?
Meu banco diz que meu limite de crédito aumentou, sendo que estou no hiper vermelho.
E A LOUCA SOU EU?
* Situações ocorridas nas últimas 48 horas.
EM TEMPO: depois de escrever esse post, cruzei com um "louco de rua" falando numa linguagem própria em seu celular imaginário. Pasmem!
domingo, 21 de novembro de 2010
Flash de um programinha
A prostituta, provavelmente jovem, de pele morena, minissaia, cabelo preso num rabo-de-cavalo pequeno e botas canos curtos em pleno calor de 30 graus de Curitiba, caminha em passos rápidos, parecendo obedecer o som que ouve nos fones de ouvidos. O homem, que não reparei muito pergunta:
- Quanto?
Ela para imediatamente, senta ao lado dele no banco e dispara:
- 20 reais por uma hora.
- E o que acontece? - indaga o "cliente" com ar comercial.
- Ai depende. Ela conclui e eu continuei a minha caminhada.
- Quanto?
Ela para imediatamente, senta ao lado dele no banco e dispara:
- 20 reais por uma hora.
- E o que acontece? - indaga o "cliente" com ar comercial.
- Ai depende. Ela conclui e eu continuei a minha caminhada.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A Dona da Verdade

A Dona da Verdade não é um tipo comum, mas é sempre acusada do crime. Dispensa advogados, pois se ela é a proprietária da verdade, porque se ater em pagar honorários para alguém defendê-la? Essa Dona não esconde seu precioso tesouro da razão em uma caixa fechada a sete chaves. Faz questão de, publicamente, detalhar suas convicções.
Atribuições como ser altiva, sarcástica e não admitir os próprios erros são comuns à Dona da Verdade. E o mais interessante nessa madame, é que o título não é uma conquista, nem herança genética, é característica dada por quem não sabe simplesmente argumentar.
domingo, 10 de outubro de 2010
Uma passagem, vários personagens
Bastou atravessar a praça Santos Andrade, que meu olhar capturou na mente as seguintes personagens:
A moça loira de cabelo alisado, calça justíssima a apresentar suas não tão generosas curvas, óculos de sol sobre a cabeça e um cruzar de pernas que se agitavam impacientes, talvez a espera de alguém que não viria. Depois, um moço de 30 anos, lendo um livro grosso e velho, totalmente despreocupado com a vida real, sem os sapatos e deixando à mostra, o furo no dedão da meia preta do pé esquerdo. Ele me lembrava bastante o Marcelo Nova. Logo ao lado, um casal de velhos a tomar sol, que ajudava inflacionar as rugas, com seus raios lancinantes das 15 horas.
Pronto, cheguei a escadaria da Universidade Federal do Paraná, me distrai do restante da multidão, ao brincar com minha filha.
terça-feira, 27 de julho de 2010
CHECK LIST

Conferindo...
AMOR - em tratamento (não sei qual, mas está sob efeito de sedativos).
DINHEIRO - na unidade de terapia intensiva, respirando com ajuda de aparelhos.
SEXO- passo (assunto particular).
FILHA - ar que eu respiro (e é puro).
PROFISSÃO - repórter (só para dar gancho, entendeu?).
ESPIRITUALIDADE- em processo de resgate (atenção para a licitação dos santos da vez!).
AMIGOS - ao velhos e bons eu vos saúdo!
BLOG - Sempre atualizado ;)
domingo, 25 de julho de 2010
A motorista

A melhor história sobre autoescola que ouvi nos últimos tempos foi a da Tina Lopes , mas quem fica devendo o post é ela. Eu vou falar um pouco sobre essa saga de ser motorista e de todas as gafes que me levaram ao pré e pós ter minha carteira de habilitação para dirigir.
Sempre achei lindo quem dirigia e a primeira vez que me aventurei no universo de uma autoescola, devia ter uns 19 anos, mas só fiz os exames teóricos do Detran, pois não tive mais dinheiro para bancar o resto do "curso" e expirou o prazo. Enfim.
Passados quase 15 anos quis tirar a famigerada carteira de motorista. Trabalhava numa empresa que me pagava um salário de gente grande e parti firme para a meta. Fiz aulas teóricas, passei nos exames teóricos e fiz centenas de aulas práticas. Passei somente no terceiro teste. O primeiro fiz a baliza certinho, mas na hora de tirar o carro, freio de mão puxado. ELIMINADA! Da segunda vez, o instrutor disse que coloquei a vida dele em risco e me reprovou sem delongas. Risco de vida ele correu pós-teste.
Da terceira vez foi um milagre. Tinham mais três garotas fazendo o teste com o examinador, ele devia estar sacudo e mandou fazer duas manobrinhas. APROVADA! Irru! finalmente eu era uma pessoa habilitada. Mas dirigir que é bom, nada! Tinha pânico. Não comprei carro e jamais dirigia, mesmo se alguém pedisse para ir só a padaria da esquina em dia de chuva. A mão suava frio, ficava imaginando como sairia da garagem, que marcha usaria, uma tragédia. Foi então que em 2006, com cinco meses de gravidez, rompi o trauma. No dia em que resolvi ser motorista de verdade, fui do centro de Curitiba até a casa da minha, uns 7 quilômetros, sem passar da segunda marcha. Quando tentava engatar a terceira, rrrrrurrrrrrrrr, engasgava. Vencida a primeira etapa. Em seguida, ter noção de espaço, uma coisa terrível para iniciantes, uma vaga para trem parece que só cabe fusca. Foram dois arranhões no carro e o latoeiro começou a me conhecer pelo nome.
Em seguida, uma moto, aliás, uma Bizz entrou na minha frente, furando o sinal e PÓF! quebrou a lanterna da frente, mas foi susto.
A-g-o-r-a, o clímax aconteceu na última sexta-feira. Não é engraçado, nem trágico é absurdo! Não me considero nervosinha, nem me considero uma super motorista. Acho que sou normal, prudente e não procuro atrapalhar.
Quando fazia a curvinha para a entrada da garagem do meu prédio, no centro nervoso de Curitiba, fim de tarde, me assustei com um vulto que apareceu na minha frente e errei a tangência da manobra, em vez de frear, acelerei com tudo e POW! arranquei o portão, que ficou abaulado, caiu do lado e quebrou o farol traseiro de um Stilo novinho em folha. Nada de mal aconteceu comigo ou minha filha, preocupada, tadinha, só com a motoquinha que estava no porta-malas.
Naquele segundo, quando vi o porteiro mega-assustado com o ocorrido e tentando tirar o portão da entrada da garagem, pensei "o que foi que eu fiz". Passadas as etapas formalidade, susto, tudo vira piada. Quem não me conhecia no prédio, agora deve apontar como a moradora que estourou o portão da garagem, cuja entrada de carros teve que ser "protegida" por uma lona preta todo o fim de semana. O conserto é só na segunda!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Hoje é um novo dia

Com síndrome de Galinho Chicken Little . "Hoje é um novo dia!", assim passa a borracha e zera os contadores!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
EM BUSCA DO ELO PERDIDO

Adoro meu apê da Tibagi, mas não sinto que vou morar mais lá. Gosto de ser assessora de imprensa do Poder Público, mas de lá não vejo perspectivas. Tenho uma rotina agradável em Curitiba, mas o custo de vida, os lugares e o frio não me permitem mais manter o amor pela cidade. E, finalmente, meu círculo de amigos e família são ótimos, mas cada um tem sua vida.
Tenho pensando muito e dar uma novo rumo ao ronise way of life. Talvez na profissão, em desbravar novas terras, novos cheiros. Aproveitar a infância da minha filha e viver no interior, não na roça e nem em comunidade alternativa, mas sem o estresse urbano, que faz tão bem, mas me consome desnecessariamente. Preciso de um plano antes do sonho. De ânimo, de uma prece, antes que o tempo se acabe e tudo termine em lamento!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Protocolo para ir ao ginecologista

É um mal necessário. Ir regularmente (pelo menos uma vez ao ano, tipo dentista) no ginecologista. Mas, surgem algumas dúvidas sobre o protocolo da consulta, uma vez que ficamos expostas, indispostas e pré-dispostas a toques, recolhimento de material, apapalpação, da maneira mais natural possível. Possível para o médico, é a trilionésima periquita que mexe no dia, enfim, começo pelo primeiro quesito:
1) tem que ser homem! mulheres nunca se mostram seguras a fazer um exame ginecológico, parecem cozinheiras de primeira viagem que temem errar o ponto do suflê;
2) na hora de tirar a roupa, com meias ou sem meias? Em Curitiba, geralmente é a primeira opção;
3) é preciso ficar preocupada com depilação? Tudo bem, não é um encontro amoroso, mas expor a mata atlântica não é lá muito recomendável;
4)quem tem filho (a) único (a) e 40 anos tem que obrigatoriamente falar sobre segunda gestação? vasectomia ou medidas preventivas para menopausa?
5)por que a gente demora mais tempo para colocar a roupa depois do exame, do que tirá-la?
Mudei de gineco agora, gostei dele, é do estilo "muderno", pois o meu antigo, agora só atende gestantes e está em fase de pré-aposentadoria, talvez a reflexão desse post seja um pouco de insegurança do começo da relação. Parece íntimo? E como não achar isso de um gineco?
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