segunda-feira, 21 de maio de 2012

Inventando moda

Nunca fui daquelas mulheres prendadas. Não tenho habilidade manual, não costuro, sou péssima com pinturas e técnicas patati, patatá de alguma coisa para deixar o ambiente bonito, repaginado e com toques de sofisticação. Porém, desde que comprei minha casa, Minha vida, um apartamento em um bairro próximo ao centro, aqui em Curitiba, tenho pensado tanto nesse fantástico mundo da decoração. Minha sogra deu ideias ótimas para um upgrade numas cadeiras, ficaram lindas com tecido novo! Marido quer fazer painel, achei a sugestão meio teen, mas ele quer quebrar o tom muito sério, enfim, o barato disso tudo é pensar em cada cantinho como o mais aconchegante.
O site Casa e Jardim virou meu sonho de consumo e olha, me consome, com tanta coisa linda, de bom gosto e...cara!
Mas, como estou em fase de testes, rolou uma lâmpada na cabeça e o cesto da bicicleta retirada para ficar num canto, deu lugar a uma floreira que fiz no canto do sol, na grade da sacadinha do apartamento. Vejam:
Retirei da parte inferior um arame que conectava na bike. E amarrei com fio grosso de nylon na grade da sacada. Dei preferência a flores coloridas, no caso, begônias.
Aqui a visão de fora para dentro. Acho que ficou bacana. E você, o que achou?



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cabeça oca


Uma cabeça oca de ideias para escrever. O Jornalismo se sobrepondo na articulação de textos. Esse é o status desta blogueira, que tem tantas histórias e catarses para expurgar, mas me intimidei, não sei bem o porquê. Vou considerar que seja apenas uma fase.
Eu gosto do exercício e da libertação da escrita, embora eu considere que tem pessoas bem mais hábeis que eu nesse quesito. Mas, mesmo assim, me permito ao vexame público das linhas tortas.
E talvez, sem querer, atingi aquele estado preterido pelos mestres da meditação: esvaziar a cabeça. Quem sabe?

sábado, 12 de maio de 2012

Mãe para mim é saudade

Agora só sou mãe. E filha apenas de pai. É ruim, até as palavras faltam.
O tempo passa e a saudade é mais intensa, menos periódica, mas quando ataca, quase fulmina. Ainda tenho o choro frouxo quando falo de minha mãe, a estrelinha que falo para minha filha, que já sabe, na proporção certa, a história da avó.
E amanhã vai ter um típico dia da mães, desta vez acho que mais festivo.
E na apresentação da minha filha, para o Dia das Mães da escolinha, mais uma vez, eu, manteiga derretida, fotografei, assisti e filmei com lágrimas, a menina fazendo a coreografia e cantando Fico Assim Sem Você, com Adriana Calcanhoto (veja video, da cantora, é claro!)
Ainda é difícil só ouvir MÃE e não ter mais a minha para poder chamar, MÃE! Por isso, mãe para mim significa saudade, pelo menos na maioria dos dias.

Mais sobre minha mãe nesse post AQUI

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Música do Momento #RadioRonise

Lá no Twitter tenho a #RadioRonise, onde seleciono as músicas da minha cabeça - porém, ultimamente, acho que, como a Mallu Magalhães, "tô ficando velha, tô ficando louca"...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A mulher que plantava margaridas


Havia uma mulher que adorava plantar. Ela tinha uma pequena horta, vasinhos com violetas e uma plantação de margaridas. Essa senhora-moça, pois não era tão velha para ser chamada de senhora, nem tampouco jovem a ponto de ser chamada de moça, tinha uma especial atração pela margaridas. Sempre, as margaridas, foram tema de conversas, de defesa de tese, da sua paixão. As margaridas eram flores simples, daquelas que quase todos desenham, muitas gente se diz simpatizante, mas, na hora de presentear e fazer um galanteio a alguém, elas, as margaridas, quase nunca eram lembradas.

Um dia qualquer, a senhora-moça foi atraída pelas orquídeas. Uma vizinha fazia coleção dessa planta, que pertencia a uma classe de maiores famílias do mundo floral. Elas eram exóticas, objeto de estudo, e a preferida entre as 10 plantas para se presentar. As orquídeas, elas sim tinham cores, tamanhos e formas variadas, ganhavam espaço privilegiado nas casas, eram fotografadas e postadas no Instagram; já as margaridas, quando citadas, só tinham a referência da beleza simples e ponto final.

Seduzida pelas orquídeas, a mulher resolveu se dedicar a elas, mas não abandonou as margaridas, só que essas, já não eram prioridade. Não passou muito tempo, as orquídeas, tão lindas e desejadas, se revelaram. Antes de ocupar um belo vaso, elas precisavam sugar os troncos das árvores para ter luz e os nutrientes para seu crescimento. Para se tornar aquela orquídea desejada, só se fosse cultivada in vitro , com técnicas avançadas. A florista ficou atônita, quando uma das orquídeas sugeriu que ela acabasse com a plantação de margaridas, pois elas precisavam de rochas, troncos e similares para se reproduzirem.

Nessa hora, as simples margaridas, que só precisavam ser bem regadas e as pétalas secas retiradas, cresceram majestosamente e se ofereceram para ser a última, mas a mais bela florada. A florista sorriu e percebeu que as orquídeas tramavam uma rebelião, o mais rápido que pode, a mulher pegou uma foice, mas depois largou a ferramenta. Houve uma hora de tensão entre as flores, enquanto a mulher falava pelo telefone. Não demorou muito, chegou um utilitário com dois homens simplórios. Com seus apetrechos, eles arrancaram as orquídeas e as levaram para uma exposição.

Para isso servem as aparentemente belas e mais disputadas, só para ver e ir embora. As simples, mas fiéis estarão sempre florindo seu jardim.