sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011 foi (retrospectiva antítese)

2011 foi melhor que 2010, isso é fato! Porém, esse ano marcou uma questão muito importante: o valor da amizade. E digo, nem o FGV faria projeção mais desastrosa. Para mim, pessoas queridas, muito queridas e além de ser querida, me decepcionaram. Talvez eu as tenha decepcionado mais ainda.
Não quero me fazer de vítima, pois sou péssima nesse papel, que na realidade não foi feito para mim. Mas, sem modéstia alguma, eu sei ser amiga, entretanto, crédula demais como alertou uma amiga e extremamente exigente com o outro. Dou mil e quero outros mil, no mínimo. Vai ver, essa é a lição!
Jornalismo em internet e adorei, aprendo a cada dia;
Abandono das atividades físicas por pura preguiça e manutenção de peso indesejável.
Os cabelos ficaram mais rebeldes que o normal.
Minha alimentação precária.
Meus projetos se solidificaram, mas ainda com muitos entraves.
Minha tolerância alcoólica cada vez menor.
Intimidade. Passo!
Beijos e feliz 2012! Com muitas surpresas!!!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Várias formas de chorar

Sobre choro eu entendo. Sempre fui uma chorona de marca maior. Reza a lenda que na minha infância eu chorava por tudo, numa fração de segundos. E nunca precisei de super motivos para chorar. Porém, fiz uma pausa de uns quatro anos sem praticamente chorar, período em que abortei a sensibilidade excessiva.
Mas, como especialista na "arte" do choro, cataloguei as formas de como as lágrimas brotam.
CHORO HAHAHA - Sou tão chorona, mas tão chorona, que até quando me afino de rir, eu choro. Sim, sou dessas pessoas que choro de rir, isso em 99% dos casos.
CHORO GRRRRRRRRRRR - Esse choro nem saem lágrimas, mas há um ranger de dentes quase que incontrolável. Acontece com saldo bancário, desafetos familiares e ironias conjugais.
CHORO SILENCIOSO - Sou expert. É só ter uma decepção, uma tristezinha e as lágrimas escorrem instantaneamente, num legítimo piscar de olhos. Mas secam rapidinho e se parte para outra, linda, leve, solta e no salto.
CHORO MANTEIGA DERRETIDA - Prática comum em apresentações de filhos, filmes com bichinhos e reportagens do Fantástico (Help!)
E por fim, a música mais perfeita para chorar DRIVE do The Cars AQUI

sábado, 24 de dezembro de 2011

Drops Feliz Natal em 40 anos


Tia Papai Noel
O primeiro Natal que tenho lembrança, acho que tinha uns 5 ou 6 anos. Foi em Soledade (RS). Pinheiro natural, algodão e bolas bem coloridas na árvore de uns 2 metros. Ansiedade bombando, porque Papai Noel vinha nos entregar os presentes. E sem qualquer suspeita, a saudosa tia Pina era o Papai Noel. Chegou com uma saco cheio e uma vara de marmelo para o pavor daqueles que tinham reprovado de ano. Essa é a lembrança.

Nascimento do irmão
Talvez seja o Natal que eu tenha melhores lembranças. Meu irmão nasceu às 8 horas da noite do dia 24. Eu tinha 8 anos. Minha mãe tinha ido à maternidade pelas 6 da tarde. De repente, chega a notícia "nasceu, um menino!" - isso depois de duas meninas. Meu pai ficou bobo e eu fotografei a cena.
Nota: minha madrinha tirou o termômetro do peru da Sadia, que havia lançado o produto nesse ano. "Ah, avisa a comadre que eu tirei um botãozinho que tinha do peru"

Hoje
Para mim, o Natal faz sentido com a mágica sentida pela filha. Acho que as crianças repaginam as nossas próprias vivências do Natal:a expectativa, a magia, os presentes, a reunião familiar.
Sejam filhos,sobrinhos, netos ou vizinhos, o Natal tem sentido real quando há crianças no recinto. Só elas conseguem nos fazer entrar na mágica!

FELIZ NATAL!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Eu era daquelas...

Eu era daquelas que...
... colecionava textos do Paulo Francis na Ilustrada e colava da parede
... imitava o Paulo Francis e minha colega o Jânio Quadros, quando estávamos bêbadas
... só bebia vodca e uísque
... lia tudo sobre Bukowski
... não acreditava no amor e amava muito
... misturava Wicca com umbanda e catolicismo
... usava Comander com todas as roupas
... se orgulhava de ter os peitos mais lindos da cidade
... entrava no guarda-roupa em crise depressiva
... fazia um pão indiano gostoso
... ia em bar de rock pesado toda semana
... usava cabelo chanel crespo
... só frequentava praia de SC
... escrevia loucamente em máquina de escrever durante a madrugada
... não comia carne vermelha
... tinha sonhos premonitórios
... não pensava em ter filhos
... desprovia de vaidade alguma
... sempre quis ser jornalista

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Administração feminina

O tema é antigo. Antigo desde que as mulheres se libertaram dos sutiãs, mas em compensação abraçaram o mundo. O mundo delas, dos homens, do mangue e do cais do porto, do eterno amor pelo Chico e nesse caos administrativo da vida da mulher, a "rainha" da família eu me pergunto: como é que nossas mães davam conta?
E não me venham falar que antigamente o trânsito não era caótico, porque, mesmo se levar esse item em consideração, elas tinham mais que um filho. Mais que dois, a média eram 3.
Eu tenho uma e precisa de uma baita logística para que tudo funcione. Isso porque onde moro, trabalho e a escola da menina ficam num raio de 5 quilômetros. Tudo perto. E o mercado, a casa, as contas? E meus exercícios físicos (abandonados desde agosto) e ficar bonita (missão árdua) e ser a gostosa do marido, e ler, e estar atenta as redes sociais, e sair com os amigos e aguentar os blá- blá, blás das agruras familiares?
E pegar dicas de makeup sem parecer fútil, tirar o talinho do meio do alho para não "amargar" e ligar para uma tiazona que vai dar o macete para tirar a mancha da roupa nova. E depois, fazer as contas para ver se pode chamar a diarista ou vai ter que dar uma de "maria" na folga do plantão. E o plantão? Milimetricamente esquematizado, com o passeio com as amiguinhas da filha, a ida à farmácia e deixar a bolsinha da criança pronta.
Todos os dias tem a recompensa da louça lavada pelo marido, a paciência da filha nos 1679 mil eu te amo, mas, até quando? Com esse ritmo de CEO do lar, do trânsito, do salão, do trabalho, sobrou pouco tempo para algo chamado in-di-vi-du-a-li-da-de.
Esse fenômeno não é algo que percebo sobre minha vida, mas, dos recorrentes comentários das mulheres do século XXI. Qual o caminho? os comandos em altos cargos? os blogs feministas e maternos xiitas? a dondoquização?
Acho que a tal da mulher moderna queria um pouco de tudo isso sim, mas não se deu conta de que para administrar todas essas atribuições, precisa de gerência, supervisão e produção. E isso, uma só faz tudo. Por essas e outras algumas mulheres, assim como eu, desaprendeu a descansar sem culpa e a isso chamou de procastinação - a velha culpa cristã.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

STATUS DOS ÚLTIMOS TEMPOS


***Só para esclarecer: não sou a que desprezo, mas a que se sente desprezada.
Está na hora de procurar minha turma.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

É tarde! é tarde! (nunca)

"É tarde! é tarde", já dizia o Coelho Branco de Alice no País das Maravilhas, mas, nunca é tarde mesmo para rever, e, quem sabe, mudar nossos conceitos. Jamais vou esquecer do que ouvi com 16 anos, quando fiquei uma temporada em São Paulo, com grupo de amigos pelo menos 10 anos mais velhos que eu, médicos, corredor de stock car, advogado, filósofo e artista, além dos esotéricos de boutique numa discussão existencial e a frase "a contradição é algo enriquecedor para o crescimento - quem não se dá a chance de mudar de opinião, não cresce, não amadurece". Foi a primeira vez que testemunhei a defesa da contradição, porque ela acontece, geralmente quando nos deparamos com uma situação que antes só era enunciado e repentinamente é real.

Mas, toda essa introdução foi pensamento vago sobre algo que tenho refletido e discutido com afinco nos último tempos, sobre pessoas que renegam seu passado. Mudanças acontecessem com todos com o passar dos anos. Infância para adolescência, juventude, adultos e mais adulto e ...por ai. Tudo o que se faz quando jovem, mesmo as cagadas são importantes para a construção do amadurecimento. Sim, acho que tem coisas que gostaríamos de deletar, mas, mesmo assim, acho importante o referencial do absurdo praticado quando tinha 20 anos. Ninguém chega aos 40, como no meu caso, absolutamente convicto das coisas, sem dúvidas e sem novidades e desafios para encarar. O que difere é como encaramos novas e velhas dificuldades. Só!

Alguns relacionamentos pessoais esse ano se abalaram por conta de falsidade sim, porque as pessoas arrotam sinceridade e franqueza, mas esse discurso é de via única. Colocar as coisas em pratos limpos não significa ser grosseiro, mas a fofoca sempre soa como a melhor alternativa, uma forma delas se defenderam antes mesmo de ser acusadas. Péssimo hábito. E pior, quando misturam suas convicções religiosas no assunto, sem praticar o princípio de todo o credo, o perdão, a compreensão, só a culpa e o julgamento são considerados. Pensa nisso irmão!

Eu sempre, sempre questiono mesmo minhas atitudes diante de uma situação de conflito, porque prefiro reconhecer meu erro eventual ou real, do que achar simplesmente que estou certa ou errada. Dessa forma, creio que estarei mais próxima de encarar os fatos sem paixões e me redimir, se for o caso.

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Para relacionamentos, nunca é tarde!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Baseado universitário

Não venho levantar bandeiras sobre liberar o uso da maconha e sequer, defender uso de drogas ilícitas do modo livre, leve e solto, só porque 99% da comunidade universitária fuma um. Entendo que, se o fumar um baseado é algo ilegal, com sanções previstas, quem faz o uso tem que arcar com o risco e o ônus de infrator da lei. Como nos casos de violência doméstica, insultos, furto, estelionato, cada qual inserida na sua respectiva lei.
Então, xóvens, fumar o seu baseadinho por ai na rua é proibido, capitche?
Sobre a truculência da PMzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. PM. Polícia Militar. Herança maldita de tempos malditos. Os caras do baixo escalão tem treinamento para ser esses homens sem preparo adequado, acompanhamento psicológico deficiente, estresse de bandido, arma de segunda linha e salário de terceira. E tem os PMs especiais: treinados com o dobro da truculência, músculos, inversamente proporcionais a qualquer resquício de inteligência, especialmente a emocional.
Qual o resultado dessa equação que dura anos aqui no país? Estudantes X PMs? Conflito, vestiba!
Minimizar o protesto da USP pelo baseadinho nosso de cada dia é pinto! Cabe à juventude, mesmo ainda seguindo modelo antigo de manifesto, protestar, errar, pagar mico. Os calados que me desculpem, mas baderna é fundamental na vida universitária, deveria fazer parte do currículo. Assim se aprende direitos e deveres,de que existe risco real, mas nada também, de ser o mariavaicomasoutras. A posição tem que ser legítima!
E quanto ao baseado? Álcool e cigarro matam e viciam mais. No entanto, jamais se deve levantar bandeira à favor do consumo de drogas, porque ninguém sabe se o colega legal do lado ou você mesmo é um potencial dependente. É químico mesmo!

domingo, 6 de novembro de 2011

Mozart


De tanto ler sobre música clássica hoje e, especialmente de Mozart - lembrei de AMADEUS e de quanto era envolvida com os grandes compositores na minha pré-adolescência.
Vale conferir!

domingo, 30 de outubro de 2011

Da arte de aceitar as pessoas (7 bilhões) como elas são

Cada dia fica mais difícil cumprir o princípio básico do budismo e de repente, abraçar a religião. Isso porque aceitar as pessoas como elas são, assim, no seco, hum...acho que é inviável.
Se você resolve sair da redoma dos amigos de sempre e alçar novos voos, se depara com uma coisa fatídica no decorrer do período: ela te adora, mas não te convida; te admira, mas jamais casaria com um homem que você casou; acha você fashion, embora nunca usasse sequer a bota básica que você tem, além de achar absurdo você não ter TV a cabo, mesmo que você nem ligue a dita cuja, a não ser para ligar o DVD.
E o pior, as velhas amizades, apesar da distância e da falta da convivência de anos atrás, você sorri do mesmo jeito e a pessoa alega falta de tempo, problemas familiares e time na zona de rebaixamento. Ok. Também não estou em boas marés, mas, para um velho amigo, cinco minutos não vai me custar. O que recebo? Ombros.

Todo mundo resolveu se intitular sincero, estressado e injustiçado. Os sinceros precisam necessariamente ser grosseiros? Os estressados por qualquer buzinada que levam no trânsito ou a internet estar lenta? E os injustiçados, porque foram "vítimas" dos sinceros e estressados?

Em alguns minutos, seremos 7 bilhões no planeta e essa intolerância vai simplesmente se multiplicar. Pois cada vez a arrogância, a opinião própria e o desrespeito vai tomar conta da sociedade, que vai usar sinceridade, estresse e injustiça como muleta para não mudar absolutamente nada!
E ai, pessoas que se preocupam com isso nesse universo cheio de gente, são esmagadas como losers,esquisitos ou malditos do novo século.

Olha, saco cheio define!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Esteira de aeroporto

Essa ai na foto é a malinha do Ursinho Pooh que emprestei da filha para minha viagem a Foz do Iguaçu. Pensei mil vezes se iria tirar a máquina fotográfica da bolsa para fazer o post. Perdi a vergonha e dei dois clics. Queria mesmo era ilustrar com uma situação legítima minha e paguei meu mico no Afonso Pena.

Tem gente que fica nervosa quando vai voar. Acho magnífico, especialmente a decolagem. Acho orgástico, às vezes até choro, porque no fundo queria poder voar, ter asas de verdade, sonho de Ícaro em vez de Red Bull.
Não tenho medo de perder voo, porque sou obcecada por pontualidade e me confundo com os velhos, que se aglomeram no embarque meia hora antes da chamada.
Agora, a tal esteira com as bagagens...isso me dá agonia. Sensação Murphy total. Nunca consigo visualizar a minha. E, por não ter qualquer noção matemática, queria explicação do porquê minha mala nunca é a primeira ou então, a última? Ela fica naquele intervalo onde todas as malas são iguais. Todos acham as suas, menos eu. A velha tonta, o executivo babaca, a garota maluqueti. O garotão pega a mala da Adidas, a mocinha moderna, uma cheia de desenho de pin ups e a família, a Samsonite verde-musgo grande,média e pequena.
A espera sempre suscita minha imaginação. Mala perdida, extraviada, roubada, trocada ou suicida, que se jogou de trocentos mil pés de altura numa plantação de milho.
O fato é que, a espera da mala da esteira me dá palpitação, cegueira e imaginação fértil, como para esse post. E, como toda boa Lei de Murphy, nessa esteira ai, a minha deve ter sido a 3ª e nem deu para experimentar a velha agonia.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eu te amo

Como uma pessoa totalmente clichê, resolvi deixar o post com a frase mais ousada, bonita e perigosa do planeta. Acho fácil dizer EU TE AMO! porque sou uma pessoa educada com isso, amor. Pode até ter se vulgarizado pelos folhetins, pela letras de música pop, mas venho contar aqui, o meu primeiro EU TE AMO!
A primeira vez que tive consciência de me apaixonar, um pouco mais madura do que a pré-adolescência, eu tinha 17 anos. Ele tinha a mesma idade que a minha, mas era meu professor de inglês. Nerd.
Fui a aluna mais aplicada, mais participativa e empolgada. Queria ser vista, especial, coisas de gente apaixonada, mas, como essa informação tão minha poderia chegar até ele? Como? Coisa que sempre tive nesses assuntos foi coragem, sempre! Nunca ninguém que gostei, ficou sem saber disso.
No último dia de aula, eu entreguei ao M. um livrinho. O conteúdo era EU TE AMO em 27 línguas. A forma escrita e como se pronunciava. Lembro bem de uma, encantadora, que é EU TE AMO em grego. Veja AQUI

Fim

domingo, 16 de outubro de 2011

Horário de verão

Sim, sou dessas que vai passar todo o horário de verão reclamando do horário de verão. Tenho problemas com essa mudança. Sempre, desde que foi instituído esse dito cujo horário de verão, passo longos períodos em estado de dormência. Dificuldades para dormir, para acordar, para comer e sensação de tontura.
O legal desse horário são os fins de tarde longos, o anoitecer por volta das 8 horas da noite. Só! Mas, morando em Curitiba, o horário de verão (que será o mais longo da história, 133 dias, veja AQUI), não vejo muita vantagem, pois por essas bandas, o Verão é um hospéde passageiro!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Balanço parcial de 2011 (já!)

Podem achar cedo demais, mas tem até gente que vem fazendo isso antes de mim, já dei start no balanço 2011. Parcial, é claro, pois ainda tenho uma demanda monstro para arrumar.
Isso porque esse ano para mim começou de verdade desde o primeiro dia, sem trégua. Foi a saída de uma assessoria , um pequeno tempo numa agência e o retorno ao jornal.
Um dos destaques nesse ano, foi meu empenho nos negócios e meu desleixo com a saúde corporal. No entanto, o item decepção com pessoas atingiu seu clímax. O Twitter, embora seja uma rede social, relacionamentos mais virtuais que reais, permitiram mostrar quem somos - mais do que no tal cara a cara. Fofocas dominaram o cenário, porque todo mundo é muito corajoso nas indiretas e falar sobre você com outra pessoa.
Fiquei MOOOITO decepcionada. Parecia uma adolescente que se depara a primeira vez com a realidade de que muitas pessoas que creditamos a tal da amizade, não dão o mesmo peso e importância que você. E dai, o sentimento de trouxa se abate. Porém, todo esse quadro me levou a uma reflexão profunda, das minhas atitudes, conceitos e postura. Uma delas é que: tem pessoas momentâneas mesmo e isso não deve ser encarado como algo ruim. Mas, o que dizer daquelas que você tinha em alta conta? Acho que sei a resposta, elas nunca, na verdade, foram minhas amigas.
Até o fim de ano, o balanço continua!

domingo, 25 de setembro de 2011

Previsões improvisadas

Nos anos 80, ainda uma adolescente, eu comecei a minha fase mística. E, envolvida com uma prima de São Paulo, super chegada ao esoterismo, participei por um tempo de um grupo de estudos astrológicos. A degradação da Astrologia se deu pela quantidade de propagação de revistas, jornais, programas sem crédito para falar sobre os signos do Zodíaco e de radialistas e gurus por correspondência, se intitularem estudiosos sobre o assunto.
Acredite ou não, o tempo passou e meu interesse sobre os astros diluiu, mas a observação do comportamento humano sob a óptica astrológica me atrai e muito. Ai vão minhas impressões sobre casa signo.

ÁRIES - Eu. Áries é primeira pessoa do singular, mas leva o grupo, se tiver confiança. Teimosia? Injusto, é confundido com obstinação. Leal, ciumento, intenso na raiva e no amor. Número da sorte: ainda não descobri né!

TOURO - Pouco sei, mas o que sei são amorosos e raivosos. Fortes e amantes do prazer.

GÊMEOS - É pura Rutinha e Raquel numa mesma pessoa. Inteligentes e dispersos. Encantam e decepcionam é um mix mesmo!

CÂNCER - Eu gosto. Só. tutututu

LEÃO - Minhas melhores amigas no decorrer da minha existência são leoninas. E agora tenho uma filha leãozinho. Mandam! E mandam bem! Seduzem, envolvem, nunca tive embates, mas, são vaidosos, uma soberbinha danada! Gostam de tudo que envolva arte. Cuidado com o coração.

VIRGEM - Ai!Ai! Práticos, organizados e parecem que não amam, tipo Capricórnio*

LIBRA - Homens de Libra são tudo de bom! Fazem de tudo pela mulher amada. Não foi assim com vocês? Mulheres de Libra não são equilibradas.

ESCORPIÃO - Gente inteligente para qualquer área está ai. Muitas vezes isso os torna indecisos, pelo excesso de aptidões. Fechados e vingativos. Sabem como machucar alguém. Sexualmente vivos! Tomem cuidado com o rabo.

SAGITÁRIO - O mais tranquilo dos signos de fogo. Misteriosos, aparentemente resignados. Não sei mais nada sobre.

CAPRICÓRNIO*- Quase a mesma coisa que Virgem, mas com dose extra de ambição. Desprendidos para o amor.

AQUÁRIO - Sempre achei eles calmos e equilibrados, mas, concentram altas doses de ira. No entanto, amigos fiéis e para a vida inteira.

PEIXES - Drama define. O mundo inteiro é injusto e cruel com os peixinhos, vocação master para a vitimização, mas quer saber? Nunca conheci um pisciano FDP!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O que eu vejo por ai

Feminista sustentada pelo marido/ cantores de banheiro super afinados/ jornalistas bons, mas que nunca ganharam um prêmio/ jogador de futebol com mulé bonita e barata/guerreira que não trabalha/ fãs de reality show que negam ser fãs de reality show/ gente certa que parece errada/ e gente errada mesmo!/ salgado misturado com doce/ rua de mão inglesa/ Tony Bennett fazendo dueto com todas as divas do século XXI/queda de ministro em tempo recorde/retweet de gato imbecil no twitter/ conhecedores de vinho e cachaça, mas no fundo são os velhos beberrões/críticos da igreja católica que batizam e casam na igreja católica/ gente que resolveu meter o pau no Bono Vox/ modelo que diz não se achar bonita/Sasha dando lição da Xuxa/Lilia Cabral ser par romântico de Danton Vigh/ unfollow libertador/ Kit Kat em tudo quanto é canto/viciados em seriados de TV a cabo/encurtador de links engraçadinhos....E-------------------> o que você está vendo por ai?

domingo, 11 de setembro de 2011

Minha entrevista do 11 de setembro

Esse rapaz ao lado é André Valeton, que hoje trabalha em Curitiba com comércio exterior. Ele me concedeu uma entrevista sobre os atentados de 11 de setembro, que eu publicaria no site que trabalho, mas, pela 1ª vez na minha carreira, perdi meu bloco de anotações. Uma gafe. Então, vou recorrer apenas a minha memória sobre o que ele me contou, já que estava em Nova York, no dia em que o WTC foi alvo de terroristas.
Ele veio de trem do Queens, rumo ao seu trabalho nas proximidades do Central Park; pelas manhãs, passeava com cachorros. Uma moça atendeu ao celular no trem e começou a alterar o tom de voz e deu para perceber que algo de errado havia acontecido, um acidente aéreo, mas, as proporções ainda eram totalmente desconhecidas.
André fez seu circuito com os cães, e já notou uma movimentação alterada, enfim, nada muito absurdo, só ao meio-dia, do horário local, em Manhattan, onde trabalhava num café. Foi então, que as ruas estavam isoladas, pessoas corriam e muita fumaça-poeira intoxicava. Ligou para um amigo, a TV e a família no Brasil. "Foi o momento que caiu a ficha", disse.
André relatou que, para os novaiorquinos, a notícia parecia filtrada. O parecer sobre atentados terroristas veio bem mais tarde do que para o resto do mundo.
"Achei que seria a 3ª Guerra Mundial", atestou.
E a ironia dessa história é que André, que estava pela 3ª ou 4ª vez nos Estados Unidos, foi com o objetivo claro de ser tornar piloto. Estava inscrito há duas semanas e no dia seguinte aos atentados, seu curso foi cancelado por "ordens superiores".

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

13 anos


Valeu Kako! Tudo começou na festa de aniversário da Maria Fernanda, quando você era o Charada.
E hoje somos essa familinha All Star. Beijos e amor!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lembrança de um comercial

Frustrada. Muito frustrada em não achar, nem no Google, qualquer referência do comercial da Victo Johnson, uma agência de publicidade de Curitiba, da década de 70?
Eu lembro que era bem pequena, da animação psicodélica, lembrando um pouco a capa do disco do Led Zeppelin AQUI, mas com a temática, se não me engano de algo como o paraíso.
E a musiquinha! Aonde você estiver/ a toda hora, a todo instante/ alguém precisa saber de você/ saber que você existe/ o que é e o que faz/ o que você tem para dar/ é hora, é hora de anunciar (100 x)
Rolou esse momentinho nostalgia, porque essa propaganda remete a bom momento de infância; algum cheiro, cor e pessoas muito, mas muito legais. E por enquanto é só!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Eu não acredito em...

I Don't Believe In Anything But This Is Transcendent
... gente que diz que nunca chora por nada;
... que detesta animais;
... que pode ser feliz sozinho, sozinho, sozinho;
... jornalista de direita;
... pessoas que não apreciam chocolate;
... versão de que mulheres são desunidas;
... truco do meu irmão;
... que sexo bom é com amor;
... preceitos evangélicos;
... inferno dantesco;
... gente que acha que só Coca salva de ressaca;
... blogueiros que dizem que não se importam com os comentários e o números de visitantes.
*Pode completar, se quiser!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

*Por que tenho um blog

Eu deveria ter justificado os motivos que me levaram a ter um blog na apresentação? Mas, ninguém sabia que eu tinha um.
Comecei a blogar na licença-maternidade, aliás, termo totalmente equivocado, você tira licença do mundo para ser mãe. E me aventurei no Mãe só muda de endereço . Não tinha o tom do blog, mas era um escape. Mergulhei na blogosfera materna, mas me deparei com uma máfia filha da mãe, se me permitem a ironia. A maioria dos blogs são caga-regras e descritivo da genialidade kids.
Mães xiitas como eu digo, mas com toques de florzinha.Eu queria expor minhas experiências, dúvidas e mostrar a opinião de outras mães, sem uma linha fechada, amarrada. Mostrar uma receitinha, uma foto de um lugar que passei com a filha, descompromissado, e mesmo assim, me recusando a fazer parte da máfia da blogosfera materna, o MSME ganhou corpo, leitores e um selinho simpático.
Já envolvida com o mundo blog e twitter, queria outra forma de escape na qual eu não fosse apenas a figura da mãe, porque eu não anulei toda uma ronise construída nesses 40 anos de vida, com erros, acertos, candura e agressividade, em função da maternidade.
Foi nesse momento que rascunhei algumas tentativas de blogar, até o RVCC.
Demorei também a encontrar a essência deste blog, me inspirei em dezenas de outros blogs, que continuo seguindo, e que seguia e hoje não mais, fucei em outros, virei pitaqueira de plantão, tive meu momento vaidade sim, quando um certo número de pessoas virou leitor fiel, posts eram compartilhados na redes sociais e, de certa forma, me senti inserida na blosgosfera.
Para mim, blogar tem fins terapêuticos, resgate da minha super pretensa literatura urbanesca, assassinada pelo texto jornalístico. Aqui tem sonho, humor, acidez e bobagens. Meu estilo é esse, ariano feelings: arrombando porta e sem medo de expor. Dou liberdade poética as minhas desventuras, trabalho a tragédia com sarcasmo, humor, pastelaria. Às vezes é só post raivinha.
Tem gente que se viu num post, a ponto de achar que foi a inspiração. E me deletou de sua vida. Perdões pelo super umbigo, mas aqui sou a personagem principal, e se houve identificação, acontece.
Relato incidentes reais com toques imaginários, sem dar nome aos bois, salvo casos de elogios ou historinhas autorizadas e descomprometidas.
Quem tem meu blog como leitura sabe que aqui é para falar, sem censuras, não modero comentários, assumo o risco. Já fui trollada, insultada, mas nunca deixei que se emitisse opiniões, mesmo contrárias as minhas. Pegue seu sal de fruta, pois estou mais ácida do que nunca!

BÔNUS GRAMATICAL Uso do por que

* Por que

Pode ser usado com o sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”, e trata-se da junção da preposição por + o pronome interrogativo que:

Exemplos: Não sei por que não quis ficar até mais tarde.
Por que ficar até mais tarde?

Ainda pode ser empregado quando se tratar da preposição por + pronome relativo que e, neste caso, será relativo à “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais” ou ainda “para que”:

Exemplos: A rua por que passei ontem não era parecida com essa!
Quando votarmos, que seja por que nos próximos anos possamos ver mais obras.

sábado, 13 de agosto de 2011

Quanto alpiste


Esse é mais um post de histórias de supermercado, porque sei que as pessoas às vezes param e ficam, por assim dizer, reparando na compra alheia. Sou uma dessas.
Nessa sexta-feira, no meio da tarde, uma senhora que muito me lembrava o Dustin Hofmann (e olha, não é a primeira), tirou da cestinha uma compra que me chamou a atenção: 6 garrafinhas de água mineral com gás, 1 charge e... 5, 6, 7 , 8, ai! perdi as contas, dezenas de sacos de alpiste.
Olhei de novo para a sósia feminina do Dustin Hofmann, de camisa listrada, calça e sapatos pretos e tentava decifrar a vida dela pelas compras. Ai olhei no celular, e pensei "melhor não né?"

Aqui mais histórias de supermercado

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Murphy, Natalia Klein e Bridget Jones e @franbaras

Foi depois de um almoço com azamiga no shopping que tudo aconteceu. A caçula da turma, @franbaras e eu resolvemos dar aquela voltinha básica e a toa para falar da vida. Primeiro, os 5 mil telefonemas da mamis. Eu no mantra, "respira".
Deu o sinal de ir embora, ela falou "eu te levo". Disse que iria caminhando, mas desconfio que ela queria minha companhia. E eu também Pisc*
@franbaras ficou desesperada ao não encontrar a chave do carro. Tirou dezenas de coisas da bolsa e sem pensar, a colocou sobre uma floreira, dessas que ficam nas laterais da escada rolante. Eu juntando.
{barulhinho de estalar de dedos}"acho que deixei dentro carro". Fomos até a garagem. Bingo! Lá na ignição. EBA! Num mix de empolgação, sufoco e pós-desespero, a amiga me tropeça num gelo de baiano (aprendi essa hoje também)e CABUFI! se estatela no chão. Mocinhos simpáticos da garagem e funcionários do shopping "tudo bem?", ela suja a mão, tento ajudá-la, ela me abraça.OWN!
Já no carro, @franbaras escolhe uma das saídas. A que tem menos gente, certo? OK, na hora de passar a cancela, moço diz para ela dar ré. Deu problema na cancela.
Ré, boa manobra, cuidado com com o poste. Bele. Tentativa de encontrar alma boa, para dar passagem ao carro dela, na fila que já estava se formando. Mulher no Ka com expressão de sapa (fêmea de sapo), faz cara de aqui você não passa, mas passamos, até o moço, de novo, pedir para nova marcha, porque tinha dado pau na outra cancela. MURPHY!!!
Até que o destino se deu conta e calculou: demais para essa menina num dia só!
E disso tudo, @franbaras me deu um post (autorizado) e me deve um Moleskine. Só que isso é código nosso ;)

*** O nome do post é a mistura de todas essa figuras, pontuadas por nós duas durante os acontecimentos.

domingo, 31 de julho de 2011

A regra é clara?

Na recente vivência dos meus 40 anos, constato algo que pode ser óbvio para muitos, a maioria das pessoas do nosso círculo contínuo de convivência respeita as regras do jogo, mas, quando a via da norma se inverte, ah! dai sempre há uma brecha.
Quero dizer o seguinte: todos pregam dizer a verdade, nada mais do que a verdade. Límpida e transparente. Traduzindo: na cara! Porém, quando se tem que ouvir a dita cuja, ah! se resume a grosseria, arrogância e demais atributos ditos nas sombras e no backstage da Fofocas Band.
Também é óbvio que temos diferenças, jeitos e opiniões diversas e isso, até onde eu saiba, é que faz o mundo ser mais interessante, a diversidade de pensamentos, comportamentos. Nem tudo precisa ser tolerado, bem é verdade, mas, o filtro tá entupido gente!
Intolerância a quem é intolerante! Dá para gostar de amarelo e roxo, mas não mistura e se misturar e não ferir, também vale. Nas experiências, ruins sim, que tive recentemente no relacionamento com pessoas bem próximas, percebi que a tal da maturidade é uma utopia sem limites. Cheguei num estágio em que até comecei a acreditar que era uma banana em forma de gente. Sou ácida sim, mas não tenho a intenção de ferrar ninguém, até porque, se não gosto, me afasto. Tchau e bênção é meu lema.
Ninguém precisa gostar de ironia, mas não gosto de falsidade. Isso eu não tolero mesmo! E se tenho algum problema ou percebo diferença de comportamento de uma pessoa comigo, as que tem um grau mínimo de intimidade, é claro, sempre procuro esclarecer se houve algo. Não tenho vergonha de pedir desculpas.
Entretanto, as pessoas costumam sair de fininho e de novo, ir chorar as pitangas no backstage da Fofocas Band. Porque é mais fácil né? criar suas versões, criar aversões, fazer a vítima, a blasè (blergh!) e deixar à deriva algo precioso: a amizade, o respeito. Ou estou muito enganada?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Abstrai


Consegui. Nesse fim de semana consegui abstrair tudo o que me irritava. Todas as pendências finaceiras, emocionais e digitais.
Pisei na areia (limpa) da praia, dei gritinhos ao sentir a água megagelada do mar, até deixei o vento dessarumar a cabeleira e o sol tocar nas minhas pernas brancas.
Bebi, mas não me embriaguei, comi pausadamente, brinquei como criança, dormi tranquila e tive a impressão que não existiam mais problemas no mundo.
Tão abstraída, que nem dei bola para os jogo da Seleção Brasileira. A partida só servia para pautar o meu retorno. Revigorada!

domingo, 10 de julho de 2011

Em débito

Um mix de preguiça, desculpas esfarrapadas, desorganização e desmotivação me deixam em débito com itens mega importantes para minha vida:
- a leitura do livro ai listado ao lado da barra de posts; parei no primeiro capítulo. Sempre acho algo mais importante, como tuitar, por exemplo. Isso está certo?
- treinos de corrida reiniciados e abortados umas 30 vezes.
- começar um curso de culinária, ao menos, pesquisar (bocejos)
MAS, sempre há uma mas, estou arranjando um pepino grosso para digerir e que pode me render um novo objetivo. Por que a gente é assim né Cazuza?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A crise da crise


Crise no trabalho. Ficar ou não ficar desempregada, dai arranja o trabalho sonhado. Ufa! ai chega a crise da balança. Cinco quilos adquiridos ao longo de um ano e eles se apegaram de você de um jeito...de costas, de frente, de lado.
Então você pega a corda bamba e tenta equilibrar a crise no casamento. Woody Allen resolve tudo e vem a crise financeira.
Quando isso acaba hein?

domingo, 26 de junho de 2011

Mãe de boutique


Em conversa com a amiga Kátia Michelle , no meio do papo veio a expressão mãe de boutique e caiu como uma luva, para o que expressávamos. Eu até poderia escrever sobre o assunto no meu outro blog, mas preservo o estilo docinho nas escritas de lá e destilo minha acidez por aqui mesmo.
O que seriam as mães de boutique? Esse estilinho correndo livre, leve e solto que acha a maternidade imagem de catálogo de loja de departamentos. Que ser mãe é um eterno sorriso e maculação divina. E que todos os homens do mundo se rendem a figura master da mãe.
Mas na hora de colocar a mão na fralda suja, ui! chama a babá! Na hora de dar a luz, marca cesárea, porque tem que deixar a depi em dia e deus me livre sentir dor! Nesse ponto não sou xiita, radical, sei que a cesárea é indicada para N situações, e jamais deixaria pessoas em risco por radicalismo barato, mas a maioria da mãezarada ai é fresca!
Outra, essa mãe de boutique delega à escola a total educação dos filhos; faz assinatura de revistas especializadas em até como contar historinhas para crianças, essas são as mesmas que se pautam pelas NOVAS da vida. A revista, o jornal, os programas de rádio e TV são importantes para refletir, mas não é regra universal, capiche?
Ai, quando a criança começa a encher o saco, porque às vezes elas enchem sim, joga o serzinho para amiga, vizinha, mãe, sogra, porque credo né? preciso viver a vida, mas, quando era a grávida mais bonita da cidade, com books distribuídos para toda a família e posts em todas as redes sociais, se dizia uma nova Maria carregando Jesus, de tão iluminada. E se o pai era um pop star, mesmo que regional, a gestação era anunciada em caixa alta no Diário Oficial, certo beibe?
Ser mãe é sim resignação! E ter infinitas quarentenas de silêncio interior, de se permitir a prerrogativa das 9538 dúvidas anuais, de surtar mentalmente e perder o rebolado num domingo pela manhã, quando o único desejo são mais 10 minutinhos de sono. É transformar o chuchu, a pera e o biscoito água e sal nas coisas mais gostosas da face da terra. Explicar que a avó que não existe é uma estrela, que não dá para ir ao parque porque choveu e tudo está molhado, que a Era do Gelo é sensacional, mesmo que você SEMPRE chore no finalzinho (snifs), que a Xuxa é uma tremenda capitalista e não gosta de criança, mas aquela música A de amor, B de baixinho, C de coração é educativa.
Mãe de boutique usa a palavra mãe como grife, mas jamais será da máfia!

*** É isso ai KM?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Desabafos da boleia

Todo mundo fala da má conduta do motorista curitibano (AQUI), o que, até certo ponto pode ter seu fundo de verdade.
Mas, motorista de ônibus tirou carteira aonde hein? São cavalos, sim, cavalos desembestados. Digo isso porque todo santo dia enfrento o pior do tráfego na região central de Curitiba, Centro Cívico e tudo em horário de pico. Pouco vejo de barbaridades de carros comuns, mas sempre presencio truculências de motoristas de ônibus, que me parecem dirigir com raiva, sem habilidade e muita violência.
Outro grupo escrotinho são os tais motoristas de táxi. Grossos, mau-educados, se acham os donos da rua. Difícil encarar.
E os motoqueiros? Loucos, só isso, loucos!

E sobre minha direção? Leia mais AQUI

terça-feira, 14 de junho de 2011

A difícil arte de ser você mesmo

Não. Não dá para você ser a mesma pessoa em todas as circunstâncias. Explico. Há determinadas situações em que as posturas adotadas não são exatamente àquelas que correspondem a sua própria natureza.
Quando tratamos de assuntos profissionais, negócios, geralmente o tom de voz se diferencia, a roupa usada, o cálculo de como e quando se falar, assim como se muda quando vai se fazer sexo. Cada um tem o seu modo.
Mas, o que me intriga, o que reflito aqui, é como essa postura multifacetada, que só é um mecanismo, pode mexer com nosso ser.
Uma coisa é adotar uma forma para cada ocasião, outra, é a sensação de perder a identidade. E dai me lembro dessa música NÃO VÁ SE PERDER POR AI , porque a coisa mais fácil é virar barata tonta e não saber se sai pelo ralo ou se entra debaixo da calças dos humanos.
Papo meio 15 anos essa pseudo-crise-existencial, mas percebo que a grande maioria das pessoas está blindada sobre si mesmo. Uma espécie de máscara da máscara. Por horas meigo, noutras histérico e infinitos loopings de personalidade.
É ter opinião sobre tudo, postura para tudo e impaciência e intolerância para todo o resto, para o mínimo.
Confesso que me perdi, porque sei que, se não sou um docinho de leite, tampouco sou amarga, mas, talvez, um pouco ácida. Só que isso não me difere de cada mortal, com suas características próprias, defeitos, virtudes, peculiaridades. Entretanto, sinto que as pessoas querem se globalizar, se conhecer e socializar, mas no fim das contas, optam pelo velho método seletivo, quando não aguentam as críticas e comportamentos alheios. Ou seja, a velha tribo uga-buga!

domingo, 5 de junho de 2011

Dondoca versão atualizada


Evolução da sociedade, mudanças no tempo e comportamento, ok. Isso integra o conjunto, mas observação pessoal motiva a existência de ideias. E hoje, ideias são expressas em ferramentas a dar com o pé. E dou aqui, meu chute sobre como vejo a nova dondoca. Sei que o termo, em tempos remotos tem uma conotação jocosa, daquela mulher meio fútil, que exibe seu poder aquisitivo de forma gratuita, enfim, uma à toa.
Mas, os tempo mudaram minhas caras! Porque até o velho conceito de que mulher inteligente tinha que ser desprovida de vaidade e restava às belas seu quinhão de burrice, também é tese vencida.
Fica ainda o "medo" de parecer muito mulherzinha, quando as novas dondocas falam de cremes, grifes e cabelo. Sempre é meio justificado, para não dar a impressão de futilidade. Ora, ora, não somos as tais mulheres modernas? E nesse combo, a vaidade está inclusa, assim como a qualificação profissional, maternidade e até uma cirurgia plástica.
Acompanho mulheres, que como eu, se libertaram da pecha jeans, tênis e camiseta - não que isso seja pecado ou desleixo, mas que se permitiram ao salto, as saias, aos acessórios e muito salão de beleza. E por quê? Faz bem meu povo.
E ainda, a nova dondoca fala de gel multiuso, já emenda um receita de sopa simples, mas com toque sofisticado e de brinde um link dos escândalos políticos da nação. Um mix de cultura e arte. Isso, um mix de cultura e arte e uma viajem internacional.
Fico devendo a viagem!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Jornalista, casada, procura...

Essa é velha, mas todo mundo fica curioso né?
Bem, o fato é que, mesmo recomendado por especialista de RH, eu vou na contramão das tendências. Faço exposição da figura e assumo as consequências.
Jornalista, casada procura um trabalho free-lancer. Tenho 20 anos de formação, já fui repórter policial, de geral e pitacos nas áreas de política, esportes e cultura em quase todos os veículos de comunicação impressos de Curitiba. Assessoria de imprensa no público e privado.
AMO meu trabalho do portal Bem Paraná, onde abasteço pelas manhãs, o conteúdo do site.
Aliás, #ficadica de que gosto bastante dessa área de internet e redes sociais. O free-lancer é para qualificar meu tempo e turbinar as finanças.
Caso haja interesse no post-anúncio ronisevilela@gmail.com

Veja aqui o filme que deu origem ao título adaptado do post, caso alguém desconheça a referência

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Curitiba é a mãe e não a filha


Sobre o tititi do comportamento curitibano que faz psiu prá tudo, porque não quer ser incomodado. Curitiba é a mãe, não a filha. Sempre foi assim e a juventude protestou, ou não? Ou fez aquele protesto ao moldes curitibanos, só em redes sociais e sem nunca sequer ter colocado o nariz para fora de casa para não se expor. Tem isso hein!
Curitiba não tem carnaval. Tem shows homéricos que caem a chuva que Deus manda e os trocentos botecos, modas ou não e sempre foi assim.
Eu sou do tempo de que o Largo da Ordem era in, aliás, do tempo que in e out eram os termos mais modernos.
As patricinhas, que usavam topetes, andavam de salto 10 no LARGO DA ORDEM. Pode? Eu ia no Novak, porque era mais ligada ao pessoal do rock. Ia no China e era uma muvuca, gente prá fora, vizinho reclamando, mas sempre cheio. Ia no Circus, mais sem controle do que aquele lugar, impossível! Tinha tudo o que podia e não podia. 92 então, inenarrável, também cheio de vizinhos a chamar a polícia.
Shows, sabe onde? No Círculo Militar. Tem ideia disso?
E se nada mudou nesses quase 20 anos, é porque Curitiba é a mãe. Aquela que está cansada da labuta do dia inteiro, mau-humorada porque o cobertor não secou e falando do trânsito na fila do Mercadorama.
Não venho criticar os movimentos de fechamento de bar, espaço cultural, blá, blá, blá, mas o curitibano critica o curitibano como se não fizesse o mesmo. Vide twitter. Reclamam que o vizinho tá tocando sax as 10 da manhã, que tá fazendo um barulhão a buzina do passeio ciclístico, é uma mãe ranzinza sempre. Muda o reclamante. Isso porque a mãe sempre tem razão né?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Se eu fosse metade daquilo que os outros dizem que eu acho que sou ...


Uma sucessão de tramas que aconteceram na vidinha aqui ó, quebraram o gelo e a monotonia do meu período bem-estar. E todos os fatos se interligam numa questão: a de como as pessoas estão me enxergando.
Eu tenho uma ideia de mim, baseada no fato que convivo comigo há 40 anos, reconheço meus defeitos e minhas habilidades, mas isso é insuficiente. Porque as variações de conceitos modificam o status. É mais ou menos como no Twitter, quando você presume que deu aquela tuitada e tá lá o efeito uó, uó, uó. Ou, ao contrário, você simplesmente deu o tweet e, de repente, os 140 caracteres tomam efeito viral. Gênio!
Isso acontece na vida real.

Primeiro, foi uma descartada de uma pessoa que conheço, já sai e de repente, me exclui sem aviso prévio. Sempre temo ter sido grosseira, porque às vezes tenho um jeito, aliás, não tenho a mínima sutileza e acabo parecendo sem educação. A pessoa diz que não foi nada, e dá um corte violento. Tá, me convenço, ou finjo, que foi a opção dela, sem precisar de um motivo específico. Engoli? Não muito, mas não passou muito, descartei também.

Depois, a vizinha crente com cara de indiana. Conhecida por arrumar encrenca com todo o condomínio, sempre tive a aquela relação educada com a criatura. Sorrisinho de oi, com licença, obrigada, por favor, não mais que isso, até o dia em que ela sai do elevador e minha filha, de 3 anos e meio estava com um dos pés no sofá (novo) do hall de entrada e a mulher fala alto e debochadamente "olha o pé no sofá!" Eu já tinha pedido para a menina tirar o pé e ela colocou lá, distraidamente, e eu mesma repeti "Alice, tira o pezinho do sofá, ai não é lugar para colocar os pés". Ela ficou com cara de pastelzinho e já veio na minha direção, enquanto eu falava com o porteiro, então a vizinha crente cara de indiana provoca "tem que cuidar, custa caro, não pode estragar". Dai eu respondo, já não muito simpática que a criança foi advertida e já não estava mais com os pés no sofá, que eu sei que era caro, porque também paguei no condomínio. Ela continua dizendo que só nesse condomínio não se pode falar nada e que ela fala mesmo. Dai né...."você fala demais, de tudo e de todos, fala mais do que o necessário, vá lá rezar e acalmar esse seu coraçãozinho vai" , pronto, sou a número um dos porteiros. Quando me encontram dizem, sabe aquela lá né?
Todo esse barraquinho descrito acima para dizer que tive que me indispor com uma pessoa, uma senhora que não tem mais nada a fazer da vida, do que futricar coisas do seu universo, que é esse condomínio.

E nem se passa uma semana, bomba de parentes (que nem são meus), de fofoquinha familiar, mas que virou um gigante faminto. Não vale a pena descrever os detalhes, que são horríveis, porque quem tem um pouco de convivência familiar sabe que isso acontece sempre.
Mas, o embaraço é que eu não sabia, quase fui envolvida numa intriga com uma pessoa muito querida minha, mas ainda bem que somos claras uma com a outra e veio a tona que isso decorreu, porque essas pessoas não gostam de mim. A antipatia era pré-existente, só precisava de um motivo para ser declarada.
A acusação: de que eu fiz comentários que desagradaram. Eu me retratei, depois que soube pela pessoa que disse que não gostou, que, se caso tenha parecido jocoso, ofensivo, que me desculpasse, pois não foi essa a intenção, falei bem blasè. Mas, podemos sim, falar palavras erradas, nas horas erradas e dar margem a interpretações errôneas. E isso deve ter acontecido comigo, pedi desculpas porra! Porém, não era esse o caso: duas pessoas, das quais tenho um profundo carinho, com cada qual um relacionamento diferente simplesmente, não gostam de mim.
Eu também não gosto de muitas atitudes e palavras de algumas pessoas do meu dia a dia. Aliás, todos convivem com isso, mas ninguém levanta prá 10 assim, do nada.

Tudo isso quer dizer o quê?
Dai hoje eu me recuso a me servir de salada fria, sob o argumento de que não consigo comer salada fria no inverno, mas só os legumes quentes. Sabe o que ouço? Que eu não me acho a dona natureba que come salada, blá, blá.
Pisites, se eu fosse metade daquilo que os outros dizem que eu acho que sou, eu seria foda prá caraio e nem estava ai para vocês - ou apenas, um post catarse.

sábado, 7 de maio de 2011

Troféu Joinha - Falta de inspiração


Olha o rei Roberto Carlos no auge da juventude e seu joinha

Simples assim meus caros, o Troféu Joinha vai para a total falta de inspiração desta blogueira. Momentos felizes são entraves para quem escreve. Pelo menos para mim.
Caso queiram sugerir algo, mandem brasa, mora?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O inteligente e o esforçado

Esse post não é uma tese, nem um pacote fechado de conceitos, mas uma constatação pessoal. Assim com penso que o mundo se divide em pessoas que procuram motivos para fazer e outras para não fazer; umas que dão importância para X, outras para Y, outras para X e Y e ainda, aquelas que nem X, nem Y ou qualquer coisa parecida, trato aqui sobre gente esforçada e gente inteligente, segundo Ronise Vilela.

Particularmente, sempre me enquadrei no rol das pessoas esforçadas, daquelas que precisam suar para suas conquistas, sempre cheia de pedras, rochas e montanhas para utrapassar, escalar ou simplesmente chorar, mas sem desistir.

Pessoas esforçadas precisam estudar e se debruçar nos livros;
As inteligentes apenas captam no ar e já absorvem o conteúdo
Os esforçados ter que planejar a dieta, a viagem, as finanças, porque em caso contrário, se atrapalham;
Os inteligentes comem pouco, adoram uma planilha, mapas e GPS.
Gente esforçada clica o mouse no botão direito, seleciona o texto, clica em copiar e depois em colar;
Bem, a elite é no Ctrl C Ctrl V
O esforçado em si aprende uma receita, corta tudo, pica, cozinha, faz coisas em banho-maria, descasca;
Nem preciso dizer que o inteligente sempre é casado (a) com alguém super cozinheiro (a) ou então, inventa suas próprias receitas.

A lista é grande e não quero comparar aqui quem é melhor ou pior, é uma questão de tendência, talvez DNA ou esforço - olha eu ai sempre esticando o simples. Entretanto, percebo um saldo nos inteligentes que sempre me intrigou: eles desistem fácil ou não chegam até o fim. Desperdiçam chances, das quais daria minha vida por umazinha só que fosse.
São mentes diferentes, atos muito pessoais, mas sempre me esforço para entender cada um. É meu jeitinho.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Parabéns prá você

Depois de muito tempo, resolvi comemorar, divulgar e amanhã, curtir meu aniversário, no mesmo dia do Charles Chaplin (somos geniais hein!)
Isso porque estou num momento bem-estar. Lutei por esse status. Sei que muda, mas foi importante chegar aqui, sabendo o se quer e talvez, principalmente o que não se quer.
Continuo com minhas dúvidas, alguns velhos defeitos, mas no resgate da minha individualidade. É fácil se perder por ai. Ou então, ser tragada pela mesmice do dia a dia e quando você percebe, passaram-se anos.
Não sou exemplo de boa moça, modelito de mamis ou esposa, protótipo de profissional top de linha, mas de uma coisa tenham certeza senhores, sou dedicada. E muito!

Veja AQUI a homenagem do Google ao 122º aniversário do Chaplin

sábado, 9 de abril de 2011

Troféu Joinha Unfollow


Obama e seu joinha way of life

Podem me chamar de despeitada, mas o fato é que pela primeira vez levei um unfollow sem entender o motivo. Seguidores comuns que acompanham o caso revelam que "não foi nada", mas outros chegados tem outra opinião.
Eu gosto da pessoa, dos seus tweets,blogs, enfim, eu sou assim, desabafo mesmo. E não digo que isso seja uma virtude, mas minha necessidade de expressão.
Mas, como estou longe de ser uma pessoa boazinha, embora tenha minha educação judaico-cristã, o Troféu Joinha vai todos os unfollows assim, querendo ser blasè!

Em tempo, eu reconheço que discutir unfollow é ridículo, eu mesma sempre defendi a prática, segue quem quer e continuo pensando da mesma forma. Rede social tem que ter o mínimo de liberdade de escolha. Entretanto, esse unfollow engasgou!

Outros postS do Troféu Joinha AQUI e AQUI

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Meu querido JE

Registro da carteira de trabalho em 94

Foi no Jornal do Estado que tive meu primeiro registro como jornalista. Certinho, como manda o figurino. Lembro que fui com uma blusa do meu namorado na época, cabelos molhados e me submeti a ser repórter de esportes.
Existia a expectativa, com o existe até hoje, de que eu fosse entendida no assunto, só porque meu pai veio do futebol, mas, cá entre nós, filho de médico dá diagnóstico? de juiz profere sentenças? da Rita Cadilac mostra a bunda?
Eu fazia a cobertura do Atlético, Coritiba e Paraná e em um mês ganhei uma coluna. Em três meses virei editora, mas fiz questão de voltar à reportagem, pois era foca ainda.
Sai numa fase de transição, não por vontade própria, mas isso é relevante.
1995-1996-1997-1998-1999-2000-2001-2002-2003-2004-2005-2006-2007-2008-2009-2010 E 2011
Volto à redação do JE, sempre amado JE, o jornal que acreditou em mim. Venho numa versão renovada, no site http://www.bemparana.com.br/, o radar, mas acima de tudo, feliz!

Obrigada mais uma vez!

terça-feira, 29 de março de 2011

@curitiba318anos

@curitiba318anos esteve no topo dos TT Brasil no twitter na manhã dessa terça-feira, dia 29 e apesar de ser meio bairrismo esse troço de OH! Curitiba mais citada, vamos as pérolas da cidade:
1) Clima curitibano: frio, muito frio ou estágio pinguim. Variações de sol, chuva e até "com cara de que vai nevar" - tudo isso no mesmo dia.
2) Protesto em frente à prefeitura. Funcionários lavam a rampa ao som de Falando Sério do Roberto Carlos. E eu escutando tudinho aqui ao lado, na redação.
3) Trânsito: todos reclamam, mas fazem as mesmas coisas: atravancam a rotária no Centro Cívico, odeiam os motocas, mas sempre dizem que em SP é pior, criticam o transporte coletivo, mas jamais sairão de casa de ônibus, olham para o lado quando outro motorista pede a vez e não tem onde cair morto, mas só trafegam de carro luxo.
4) Urbanização a la Lerner (palmas) de 20 anos e as calçadas continuam cuspideiras.
5) Parques: a nossa praia cheia de maloqueiros.
6) Shoppings e supermercados: passeio preferido de 8 entre 10 curitibanos.
8) Embarangamento coletivo: essa cidade já teve gente mais bonita.
9) Especulação imobiliária: bairros antes tidos como ralé, hoje estão no topo de vendas e tudo muito caro. Gente migrando para a Região Metropolitana.
10)Eu ainda gosto! Parabéns!

domingo, 20 de março de 2011

Drops – foras temáticos

Gravidez – é um clássico. Se você não passou aguarde sua vez, porque esse dia chegará. Quase no quinto mês de gravidez, ainda só aparentando ser uma “gordinha” sem formas acinturadas e peitos fartos, fui à C&A comprar um vestido 44, porque tinha certeza de que, até o final da gestação iria alcançar essa numeração fácil, fácil. Sai do provador com um modelito preto, básico e grande, lógico, ainda para quem tinha engordado cinco quilos. Apesar de o espelho ter me revelado as novas formas, o caimento do traje, não me contive em meu ataque de mulherzice e apostei numa consultoria de comadre. Sai do provador, em movimentos de busca como a donzela pelo seu cavalheiro até me deparar com uma “companheira” de gravidez. A consultora era perfeita: parecia ter minha idade, meu jeito, porém, já devia estar prestes a parir gêmeos. Sem titubear disparei: “moça, você também que está grávida, pode me dizer se esse vestido ficou bem em mim¿”
PAUSA MORTAL
“Eu não estou grávida!” – olhou a mulher com sorriso de pena para mim.
O fora eu já tinha dado. Situação irreversível. Apelei para o improviso. “Ah, mas assim mesmo me diga o que você achou”, dando uma voltinha com o vestido. Ela sorri amarelo e fez um ok, ou era outra coisa?

Racial – Depois da onda de politicamente correto, fazer piada só com a presença de advogado né? porque tudo virou politicamente incorreto e piadas sempre foram preconceituosas: sogra, loiras, papagaio, Joãozinho, negro, japonês, português e judeu. Foi enquanto eu contava uma muito boa, relacionando forno e judeu na casa de uma amigona minha, que não via há muito tempo, entre gestos mil e performances. O marido dela, que fazia um café para nós arrematou: “eu sou judeu!”
SUPER ENGOLIDA DE SALIVA E PROCURANDO UM BURACO BEM FUNDO
Amiga olha com cara de consternada, marido segura o bule de água quente (mentira, fazia na cafeteira), eu, em busca da saída de emergência, quando o casal de repente, solta aquela risada “QUÁ! QUÁ! QUÁ! pegamos você”
Fim. Fim da minha carreira humorística.

Futebol – Bem, todo mundo já sabe que sou filha de jogador de futebol, que virou técnico de futebol e que fui repórter e editora de esportes, com ênfase em futebol, mas isso não significa em absoluto, que eu seja expert no assunto. Aliás, virei uma alienada em potencial.
Mas, no período em que fazia a cobertura de futebol, teve um clássico Atletiba, que fui com meu colega coxa-branca. Ele, a trabalho. Eu, for fun. Como entramos com a famosa carteirada, fomo assistir o jogo, no Couto Pereira, nas cadeiras. Eu não estava vestida com nenhuma cor, símbolo ou algo que sequer lembrasse um dos dois times.
Dez minutos do primeiro tempo, Atlético faz um gol de pênalti. Silêncio nas cadeiras, a não ser por um detalhe. Pessoa aqui dubla um GOOOOOOOOOOOOL percebido por um playboy. O fulano grita “tem atleticana na torcida” e se faz uma muvuca. O meu amigo, super coxa ativar, vai a minha defesa e é taxado de atleticano e retruca “olha aqui seu FDP, sou coxa desde menino”. A coisa se embola e a PM chega. O playboy exaltado aponta prá mim, me chama de bonita prá cima e eu com cara de coitadinha, acuso o ditocujinho de agressão.
Resultado: ele detido, eu convidada a ir para outra ala, amigo sozinho fazendo seu trabalho e o jogo. Puf! Zero a zero!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Troféu joinha para no comments



Bob Esponja e sua versão joinha descolado

Conforme bem profetizado pela Caminhante , por meio de um tweet da @rosana, ninguém mais está comentando em blogs, e migrando suas considerações para as redes sociais.
Então, o Troféu Joinha vai para você seu mané, que aderiu ao no comments e acha que está na tendência!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Novo dicionário do jornalista corporativo


Passei por um breve período de aprendizado na coordenação de revistas e do tal choque de gestão. Traduzo: de seis anos e meio no poder público, para, de repente, me deparar com o mundo corporativo. Lógico que não era um ambiente totalmente desconhecido, mas fazia anos, muitos anos, que não participava de reuniões rebuscadas de termos totalmente mkt, de bater ponto, de ter banco de horas e trabalhar full time (em itálico Ronise!)
Confesso que nem percebi que estava acomodada na zona de conforto do funcionalismo público, que sempre acha que tem muito serviço, mas é fichinha perto do que a iniciativa privada faz com seu funcionário, ou melhor, colaborador, arrancar a pele e pagar o plano de saúde como plus de benefícios. Mas, o que o post vem tratar é sobre o linguajar usado, sejam nas reuniões, e-mails, telefonemas ou nos almoços de negócios, o networking. Para um jornalista é uó!
Eu deixei de fazer sugestões de pauta para ter um brainstorming;
Eu não discuto mais pauta, eu alinho;
Não se fala com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, se triangula.
Jamais fiz correções com diagramador, e sim, ajustes com o designer.
A revisão não corrige, aplica.
Deusolivre passar e-mail em cópia oculta, tem que copiar do porteiro ao presidente e imprimir para provar que você livrou o seu da reta.
O diferencial no meu currículo (que não tem inglês fluente e muito menos um MBA), não são 20 anos de formada e cabelos brancos vistos a olhos nus, porém, minha expertise.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Olha eu ai gente! (ou não)


A imagem retrata meu estado de espírito hoje. O ritmo em que estou envolvida.
Mantenha distância.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Apenas uma nuvem


Espero que seja apenas uma nuvem.
Que não anuncie uma tempestade, porque o caos já existe e está em ebulição.
Os ventos trazem um clima esquisito, com atitudes esquisitas e me pergunto se não sou eu a estranha no ninho. As pessoas se mostram impacientes, desestruturadas, mal-educadas, agressivas, mas como se isso fosse pouco, comum ou que simplesmente a gente ignore o piti.
O stress é algo comum, corriqueiro e injetado na corrente sanguínea. Quem não tem não vive, assim pensam. Mas eu não preciso ser mais um elo do ciclo dos surtados. Eu posso respirar, eu posso ser gentil. E isso caros, parece ser mais revolucionário!
E, aliás, minha nuvem é paz e amor!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Lançamento Troféu Joinha


Susan Boyle na sua versão do troféu joinha


É chato ficar explicando uma tirada, mas pensei que nesse mundo, a gente sempre vê, ouve e lê cada coisa, hoje distorcidamente e tão somente classificada como bizarra e é muito mais do que isso. É sentimento de ficar pasmo, indignado e ironicamente, achar engraçado. Tudo isso deve resumir o sentido do Troféu Joinha!

E o TJ (troféu joinha) de hoje vai para ----------> Pesquisas científicas sobre depois dos 40 anos. A partir dos 40 anos, queimam-se menos 120 calorias por dia, tornando o controle de peso mais difícil. Nessa idade, as mulheres aumentam em 35% a gordura no corpo. AQUI


COMENTÁRIO: ou seja, mesmo fazendo meus habituais exercícios físicos, mesmo reduzindo drasticamente os doces na dieta, mesmo tentando manter minha regularidade sexual e evitar aqueles drinks, minha bunda vai crescer, crescer, crescer!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Trote universitário


Imagens revelam trote universitário na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A instituição vai investigar a prática de trote com fezes de animais e urina em cursos do Campus Ciências Agrárias em Petrolina, interior de Pernambuco, do G1, AQUI
É isso mesmo que você acabou de ler, trote de calouros com xixi e merda de animais. Século XXI! Pré-geração Y, descolada, digitalizada, preocupada com o prazer ou os velhos bárbaros sem a clava?
Eu juro que não ia falar sobre o assunto, mas no dia seguinte outra notícia, Três calouros vão parar no hospital depois de trote em Ponta Grossa, AQUI, lugar onde me formei e também "escapei" do trote.
REACIONÁRIA. Foi com todos os pingos nos is, que meu recém-colega de turma de Jornalismo, até uma década atrás, um ex-jornalista, ex-professor de Educação Física, oxalá tenha se firmado em algo, me taxou publicamente. Eu era careta, estraga-prazeres, pelo simples fato de ter me recusado a participar da parte violenta da coisa. Lembro que tive que sair correndo pelas ruas e alguém me agarrou pela correntinha, que arrebentou e deixou um rastro na minha garganta. Era uma joinha de valor sentimental, depois me puxaram pela camiseta, que rasgou. Porra! me enfezei e disse "eu não quero assim!", ai um bandinho ficou meio sem ação porque comecei a gritar no meio da rua e ninguém, na verdade, acha bonito esculachar alguém contra a vontade.
Eu bebi até cair na minha vida universitária, desbravei os caminhos sexuais, paguei micos, mas coisa que eu quis, eu fiz, ninguém me obrigou, oprimiu ou fez disso seu troféu. Eu sempre achei esses trotes jogar ovo, entornar cachaça, humilhação, coisa de gente doente, nazi mesmo. Gente possuída por uma incontrolável sensação de poder, domínio, satisfação mórbida e irracionalidade.
Tentar substituir esse trote senta que eu troço, pelos modelos fraternais, culturais e educativos, pode até ser uma tentativa, mas ainda parece soar falso. Nada contra tirar um sarrinho (expressão do tempo de mamãe), como o que fizeram depois na minha turma. Chegou a professora de Sociologia I (na verdade uma colaboradora da universidade) que parecia um sargento, a mulher era tão atriz, tão atriz, que metade da sala queria trancar a matéria e tentar pegar outro professor no próximo período. Aquilo foi o máximo, todos com cara de pastel de vitrine de bar de china, quando ela revelou a "pegadinha".
Fico triste, revoltada e sem esperanças quando percebo essa selvageria. Com essa sede de mutilar a pretensa inteligência humana. Jogar excrementos numa outra pessoa? fazer aluna engolir porra, tascar misturas alcoólicas venenosas, para ser aceito na nova comunidade acadêmica? Não tolero, não aceito e um dia, talvez, eu veja essas pessoas bem castigadas. Nessa ou em outra esfera.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Carreira

[12h08min07s] Ronise Vilela: o q vc realmente gostaria de fazer
[12h08min14s] Ronise Vilela: para q vc acha q tem habilidade?
[12h08min41s] Ronise Vilela: é assim, poderia (sobre uma proposta dita irrecusável que recebi), sem só ver o lado ganhar dinheiro, abdicar de ver sua filha todos os dias
[12h08min50s] Ronise Vilela: ficar com a mulher, andar de skate
[12h09min00s] Ronise Vilela: isso vale a pena e muito, qdo vc se realiza
[12h09min13s] Ronise Vilela: carreira para mim é realização pessoal
[12h09min24s] Ronise Vilela: pq ai teus esforços vão fazer a diferença
[12h09min39s] Ronise Vilela: e naturalmente, vc tem + trabalho e + dinheiro
[12h09min55s] Ronise Vilela: a equação é mais simples, mas todo mundo prefere acreditar nas dicas de Você SA

Diálogo extraído da Skype com o marido sobre carreira profissional

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Está marcado nas cartas de tarô



Migs, passando pelo blog Será o Benedito? rolou uma brincadeirinha muito legal, sobre quem é você, segundo a carta do tarô. Meu resultado foi 99%. O link é esse aqui (clica né?)
E, logo abaixo, o que mostrou para mim.

Seu Arcano Pessoal é:

6 - OS ENAMORADOS

Palavras-Chave:

Escolha e Livre-Arbítrio


Acontecimento marcante a nível psicológico aos 6 anos de idade;
Amor pelo amor;
Busca da realização afetiva e dependência emocional;
Faz da relação o seu TUDO;
Carente afetivamente;
Indecisão e dúvidas acerca da própria capacidade;
Sociabilidade e simpatia;
Generosidade;
Delicadeza e carinho;
Instabilidade de humor ou temperamento;
Aprecia as artes: poesia, artesanato, moda, música...
Senso estético;
Instinto protetor;
Quer estar bem com todos;
Aprecia festas ou encontros em grupo;
Precisa vencer as inibições frente a seu potencial;
Busca o belo e harmônico à sua volta;
Coloca o coração em tudo o que faz;
Pode titubear diante de algum desafio;
Cuidado com as chantagens emocionais;
Trabalhe a subserviência: saiba dizer NÃO quando for necessário;
Quer apaziguar brigas ou conflitos;
Deseja aprovação pessoal;
Cuide do coração, cabelos, unhas, gânglios em geral;
Romantismo;
Idealismo e imaginação fértil;
Sofre por antecipação;
Positivo nas relações sociais ou trabalho em equipe;
Cuidado com o conformismo;
Expectativa quanto ao próximo: decepciona-se por esperar demais do outro;
Sensibilidade aguçada;
Sonha com um mundo melhor;
Deseja ser compreendida à altura;
Cria amizades com facilidade;
Desafios a nível do coração;
Escolher é difícil;
Cuidado com o dualismo;

Se você gostou continue a brincadeira e dê a referência do blog.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pensando bem...


Vou deixar o pensamento livre
Viver um dia de cada vez
Fomentar meus novos sonhos
E me permitir não saber

Mesmo que eu tenha uma crise ser ou não ser em 24 horas

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Receita de bolo do sucesso


Ingredientes:
- 1 pessoa abduzida (geralmente depois dos 25 anos) ;
- 8 horas diárias de TV aberta (fica mais consistente caso assista novelas das 6, 7 e das 9 então,o máximo!);
- Doses de conversas sobre celebridades ao menos 3 vezes por semana, não com finalidade de entretenimento, mas como se isso fosse a sua própria vida ;
- Muitas pitadas de crença em foco, motivação, energia interior e condimentos semelhantes
- Imprescindível participar de palestras sobre cases de sucesso e acreditar, acima de tudo,que você também pode. Vamos lá !

Preparo :
Já devidamente abduzido pelo passar dos anos, ouvindo histórias de que todo mundo vence, menos você, que é preguiçoso, passe a ter a TV como seu melhor amigo, mesmo que ele não diga nada, além do mais, aquela gente linda que aparece na telinha está ali para te ensinar a ser feliz, mesmo que seja no último capítulo. E sobre as notícias ruins, basta trocar de canal, por isso existe o controle remoto, sua pomba-lesa !
Aqueça seu coração com muita fofoca sobre o silicone da X, a separação do casal 20 e assim por diante, e lamente, pois isso proporciona uma textura perfeita. Em seguida, comece a ter um objetivo daqueles bem grandiosos : ficar rico, ter o carro do ano, fazer uma plástica dos sonhos e viajar para o exterior. Cogite também fazer terapia, é chique e todo mundo já fez um dia.

Toque final
Alavanque as vendas dos livros de autoajuda, de revistas estilo Você S.A. e começe a participar das palestras dos WalWalWal, que contam cases de sucesso "ele era vendedor de sombrinhas e hoje é um podereso executivo em Curitiba"(ótimo lugar para se ter esse tipo de empreendimento).

Amigos, seguindo todos esses passos, com a disciplina de um monge, você alcancará o sucesso, quentinho, quentinho !

Serve para todas as pessoas

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Texto da Tribuna do Paraná

Reproduzo AQUI matéria do jornal Tribuna do Paraná, onde trabalhei de 1995 a 1999, como repórter policial. A mestra Mara Cornelsen está fazendo uma série especial do caso das Abagge, uma história que sempre ficará marcada na imprensa local, judiciário e na lembrança de todos aqueles que estiveram envolvidos direta ou indiretamente. Dei minha contribuição na edição de hoje, como repórter que fui no júri de 98, para o dito cujo jornal.
Grande júri

Mara Cornelsen

Era 1998. Com uma banca de criminalistas bem constituída, formada pelos “medalhões” paranaenses como Osmann de Oliveira, Ronaldo Botelho, dentre outros, o Fórum de São José dos Pinhais passou a ser alvo da imprensa de todo o Brasil e de mais de 30 outros países que noticiavam o julgamento “das bruxas”. A imprensa local, já bem mais cuidadosa, havia mudado o tratamento para com as duas mulheres, sabedora que estava das muitas irregularidades contidas em todo o processo.

Tudo era uma incógnita e as dúvidas se acumulavam a cada dia de trabalho. Nos intermináveis dias de sessão, presididas pela novata juíza Marcelise Weber Lorite, que com paciência de Jó tentava manter a calma entre num plenário lotado e tenso, com policiais cercando o prédio e revistando cada um que entrava (usando até detectores de metais).

O promotor Celso Ribas, um dos principais expoentes do Ministério Público do Paraná (morreu anos depois de um ataque cardíaco fulminante), tomou a causa como sendo sua e não mediu esforços para incriminar as rés. De outro lado, entre os figurões defensores, um rapaz se destacava: Antônio Augusto Figueiredo Bastos. Alto, de fartos cabelos negros e óculos de aro fino, digladiava com Ribas quase chegando às vias de fato. Deixavam explícito em plenário que a briga estava virando pessoal. A vítima, as rés, os jurados, tudo o mais pareciam coadjuvantes daqueles embates apaixonados entre o que parecia ser o bem e o mau.

Bastos hoje

Atualmente, Figueiredo Bastos atende em um amplo escritório na Rua Roberto Barroso, em Curitiba. Já com cabelos grisalhos, mas sem perder o ar da juventude, ele recorda ainda com paixão daqueles dias, salientando que não só Beatriz e Celina são inocentes, como todos os demais. Classifica o processo como um grande erro jurídico e sem precisar fazer outra consulta que não seja a da mente, assegura que “o caderno processual não reflete o que houve”. “As confissões não batem entre si nem com o laudo de necropsia. Chega a ser ridículo”, enfatiza. Diz que tudo foi baseado nas especulações de Diógenes Ramos Caetano e no testemunho de um tal Edésio da Silva, usuário de drogas, cujo irmão, Edilio, era vereador e líder de Aldo Abagge na Câmara Municipal (único que disse ter visto Evandro no carro de Beatriz, com ela e Celina, no dia de seu sumiço) e nas confissões obtidas sob tortura. “É um caso construído na mídia”, garante.

Quanto ao fato de o julgamento das duas mulheres ter sido anulado em instâncias superiores, Bastos revela que já sabia que isso iria acontecer, tudo por conta do primeiro quesito formulado aos jurados, que induzia a erro. O quesito perguntado, após 34 dias de júri, era se o menino Evandro Ramos Caetano foi morto na serraria dos Abagge (resumidamente). Os jurados disseram que não. Foi o que bastou para inocentá-las, pois a juíza entendeu que eles não aceitavam aquele corpo como sendo o do Evandro. Porém a decisão foi quanto ao lugar do crime não sobre a identificação da vítima.

Sob o argumento que os jurados se manifestaram contra a prova dos autos, o júri foi anulado e no ano passado decidiu-se que elas retornariam a julgamento. Celina, pela idade, não mais vai sentar no banco dos réus. Mas Beatriz ainda tem um pêndulo sob a cabeça. Seu novo júri poderá ser marcado para abril deste ano, caso nenhum fato novo aconteça.

“Eu protestei muito sob o quesito, mas fui voto vencido inclusive na banca de defesa. Depois de lida a sentença ‘absolvidas’ as pessoas só queriam comemorar. O Ministério Público não perdeu tempo e conseguiu o que queria, a anulação”, lamenta Bastos.

A Tribuna


A cobertura da Tribuna para o júri ficou a cargo da jornalista Ronise Vilela e é assim ela descreve o trabalho:

“Ao ser anunciado que as Abagge iriam a júri, em 1998, tratei de me escalar para fazer a cobertura jornalística, imediatamente concedida pelo diretor da Tribuna do Paraná, Carlos Roberto Tavares, o saudoso “Charles”. Com a vantagem de não ser contaminada por informações anteriores do caso, apenas pesquisei sobre o assunto em reportagens, leitura de uma sinopse do processo e fui especialmente “limpa”, sem pré- teorias, conceitos ou sentença.

Com exceção da aventura diária para ter lides (abertura de matéria) criativos em 34 dias, além dos cuidados para não levar “furo”, o júri tinha algo circense. Muitos dos envolvidos no julgamento pareciam ter adquirido uma personagem para ser alvo das câmeras e microfones. Faltou certa austeridade na condução do júri, talvez pela imaturidade da magistrada. A equipe de defesa fez novos nomes e a vaidade dos novatos ajudou a desvirtuar muitas vezes o real assunto, o júri das Abagge, isso porque, testemunhos se arrastaram por dias e tornavam as pautas enfadonhas. Percebo hoje, que pode ter sido estratégia.

Teorias à parte, recordo que os jornalistas mais velhos tinham a inocência de Celina e Beatriz como certa, em razão das dezenas de supostas falhas existentes no processo, o que poderia ter conduzido a uma falsa acusação das rés. Entretanto, a “nova” geração de repórteres, a desconfiança permeava, sem pré-julgamentos, mas, particularmente, ratifico, o júri de 98 não foi, de forma alguma, esclarecedor nesse sentido, porém, deixa dúvidas sobre o envolvimento das mulheres no caso.

No dia em que foi proferida a sentença, corri na contramão. Foi num sábado, depois das 22 horas, o que já não pudera entrar na edição de domingo. Enquanto todos os holofotes se dirigiram as Abagge, até todos na sala ouvirem “absolvidas”, os pais de Evandro Ramos Caetano saíram discretamente e eu os segui com o fotógrafo Atila Alberti. Foi minha aposta. Eles correram e só sinalizaram que não queriam falar.

A dupla da Tribuna era incansável e estávamos sedentos em fazer a diferença. Quando retornamos ao tribunal, Celina e Beatriz já haviam sido retiradas e saíram em esquema cinematográfico de São José dos Pinhais. Encarnamos nosso papel e seguimos o carro de um parente das Abagge, que quilômetros adiante percebeu a perseguição e tentou nos desvirtuar. Não cedemos. Conseguimos chegar até a casa das mulheres. Não queriam nos receber. Festa na casa. Lembro ter falado com Ronaldo Botelho, o chefe dos advogados delas, e ele permitiu entrarmos por cinco minutos, atrasados, outros repórteres também estiveram no local, mas só outra colega conseguiu a permissão. A capa da Tribuna da segunda-feira, dia da manchete de elite, ABSOLVIDAS, a foto, Celina e Beatriz abraçadas por Botelho. Missão cumprida! Valeu Charles!”

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Leite derramado


E foi assim: sentada no banco de um jardim, debaixo de uma árvore frondosa, com a luz do sol do meio-dia em meia parte do meu corpo, suspirei com a última frase, um vento bateu forte para completar o clima, as folhas rolam na grama. Sorri. Terminei de ler Leite Derramado. Obrigada Chico!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Velocidade do tempo


Vou começar pela imagem. Na pesquisa para ilustrar o post, me deparei com muitas fotos de esporte em alta velocidade, aquela que dá o tom "borrado", relógios, velocímetros, mas a lesma fez com que eu parasse, olhasse, e enfim, fizesse a escolha. E é nesse ponto que eu quero chegar. A velocidade da informação, do dia a dia urbano, desse mundo real-virtual misturado está nos permitindo fazer escolhas? Ou é um cardápio super-hiper-mix que não nos dá tempo de fazer uma triagem elaborada, baseada realmente na nossa vontade, valores e de toda a parafernália da nossa personalidade.
Calmaê, não acho que somos seres estáticos, gessados por dados milenares e dali não podemos sair, mas calmaê again! dá prá parar e pensar? dá para escolher cada maçã que quero comer ou é mais prático comprar o saco com as selecionadas? Aliás, selecionadas por quem?
Eu escolhi a lesma não porque acho que a gente deva se arrastar e deixar a gosma no caminho, mas dá para tentar não cegar com esse ritmo. Eu me policio muito para não ser levada pela correnteza do seja assim, porque assim é o modelo do sucesso, e aproveito meu espaço para dizer que: ODEIO CASE DE SUCESSO, como se a vida de X fosse receita de bolo e todo o resto da humanidade é incompetente para não ter o mesmo status.
E caros, meu dilema toma proporções monstruosas trabalhando com Jornalismo. Tudo é muito zum, záz, foi! São tablets, android e plataformas. Invenções de como dar start mais rápido para você da Moldávia estar conectado com o resto do mundo. Então, mesmo sabendo que tenho 3487 pautas a cumprir, permiti dar o tempo a minha inspiração para escrever sobre as coisas que percebo, mas tenho que terminar por aqui, pois o o olhar da editora já me disse tudo, "corre que hoje é dia de fechamento".

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

Frio na barriga

Tive uma madrugada nauseante, pensando em como será minha nova rotina full time. Somente pelo detalhe que minha filha ficará na escola em tempo integral e pela primeira vez na vida, sinto culpa materna (maldita educação judaico-cristã ou então, da sociedade moderna capitalista e tals.
Mas, com frio na barriga que move minha caminhada. Gosto de saber que posso ter emoções na minha profissão, que posso enfrentar desafios, o novo.
Depois que oficialmente sentar minha bunda na nova cadeira, na nova sala e com novos colegas, eu conto!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Para seu Governo

Foto de outubro de 2010, dentro da minha antiga sala.

Seis anos e cinco meses. Foi o tempo que trabalhei como assessora de imprensa na Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania. Lugar onde fiquei por mais tempo num emprego. E sem verve política partidária, adorei ter trabalho no Poder Executivo. Adorei ter trabalhado no governo Roberto Requião, e aqui, não estou discutindo a personalidade da pessoa, a verborragia, mas as ações de administrador público. Errou. Sim. Como eu, você e o planeta. Não fui cega, nem fanática o suficiente para não admitir as falhas, mas não estou a fim de discorrer neste post, a análise de especialistas (ou pretensos) em gestão pública.
Eu entrei no Governo mandando currículo, sem padrinhos e indicações. Houve uma empatia entre a chefe do jurídico e eu, ela levou meu nome ao secretário. Ele foi convencido e em 15 dias, estava trabalhando numa salinha de um prédio antigo. Fiquei assustada com o padrão funcionalismo público, com pastas de arquivo, pelo protocolo e pela mística de que “eu era a quinta assessora de imprensa que já havia passado em um ano”.
Vivi a fase de ouro da SEJU, como é chamada a Secretaria. Os ataques de nervos nativos do chefe dos jornalistas do Governo e tive a maravilhosa oportunidade de conhecer o interior do Paraná, com viagens de trabalho exaustivas, mas feitas com tesão. De acompanhar programas destinados à população pobre e quebrar o preconceito de escrever pobre, não carente, como designam os falsos políticos pops. Decorei discursos, que os colegas amavam ouvir. “Depois de citar a carta de Puebla, podemos ir para outro município”, era a deixa do governador para eu dar sinal à equipe que já poderíamos partir. Nunca gravei nada. Nunca tive que fazer uma retratação. Tive muita dor de barriga para cobrir assuntos de outras pastas, mas isso fez de mim mais confiante, ter uma visão de governo macro, não limitada ao universo da Seju.
Fui bem feliz, apesar de muitos colegas encherem meu saco. Do Governo ter travado uma queda de braço com a imprensa local, o que dificultou o trabalho da assessoria de imprensa. Senti dramas pesados de mudanças de chefias e mesmo não ser funcionária de carreira do Estado, continuar firme e forte.
Eu saio pelas escadarias do Palácio das Araucárias com alegria no meu coração, de ter me dedicado ao trabalho proposto, de aprender um novo olhar sobre o Poder Público, mas com muitas saudades de estar no Centro Cívico, lugar que amo em Curitiba.
Até mais!