quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Santa ceia dos 3 amigos


Era uma vez três amigos que se conheceram na redação de um jornal. Marco, Kátia e Ronise. Eles bebiam juntos, riam juntos, choravam juntos (Marco eu nunca vi), mas sempre souberam ter uma vida própria. E isso é um item altamente relevante numa amizade verdadeira.
Certa época, Kátia, a cigana da turma, tinha um apê-escritório no centrão de Curitiba. E foi lá que começamos nossa aventura gastronômica. Na verdade, queríamos motivos para nossos encontros de terça-feira, e cozinhar foi a nossa desculpa. O primeiro prato foi batizado "deunisso". Um espaguete, cuja receita da qual eu não me lembro, e que marcou nossa história até a chegada da santa ceia.
Kátia, a cigana, de mudança para um apezinho mais tchans nas Mercês, propôs que o trio fizesse uma ceia de Natal só nossa, antes da data em si. Empolgados com o evento, sorteamos quem faria a entrada (eu), o prato principal (Kátia) e a sobremesa (Marco). E tudo seria uma surpresa.
Muitas cervejas, uma garrafa de espumante e os ingredientes para cada chef. Começo com um chapati , pão indiano que faço de olhos fechados, facílimo. Errei, o troço grudou, esfarelou, impossível de comer. Kátia foi para o principal, uma lasanha sei-lá-do-que, que ficou uma papa. E dá-lhe beber! Ao único homem da trupe restava a esperança, a tradicional rabanada. Resultado, todos os pães "chuparam" o óleo da frigideira, "incomível". Bêbados, frustrados, mas ainda rindo, nosso Marco teve seu momento ALELUIA! Tirou do bolso 3 sonhos de valsa. E assim, fomos felizes para sempre!

Esse post é meu presente para os meus amigos que nunca mais me convidaram para jantar #ficadica

domingo, 19 de dezembro de 2010

2010


2010 - só consegui fechar 3 freelas;
2010 - engordei quase seis quilos;
2010 - cheguei a correr 6,5km;
2010 - casamento foi salvo;
2010 - mais cabelos brancos;
2010 - sobrevivi a mudanças drásticas no trabalho;
2010 - resgatei a minha fé, por isso acredito que 2011 será o ano!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Meninos da infância, adolescência...


Rodrigo foi do prezinho. Cabelos cacheados, estilo menino do rio, gato, lindo e também me amava. Edson, era um polaco, mas quem gostava de mim era seu *melhor amigo, o Marco. Mauro, meu amor platônico de quase quatro anos, mas quem gostava de mim era seu *melhor amigo, Renato.
Ai chegou a adolescência. Veio o Luiz, quase namoramos, mas eu era muito imatura e envergonhada. Depois um Júnior, mas quem gostava de mim era o Luciano, *melhor amigo.
Com 18 anos já posso dizer que era adulta? Então esquece, porque o post ficaria gigante!

* Se eu fosse esperta, trataria de gostar do melhor amigo, dai a pessoa em questão é quem iria me corresponder.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Só o rock salva!

Quando as diferenças são:
Um é dia, o outro noite;
Acordada, dormindo;
Um gosta de vinho, o outro de cerveja;
Ao acordar, ao adormecer;
Drama, comédia;
Programas ao ar livre, botecos;
Apartamento, casa;
Vida urbana, vida praiana;
Europa, Estados Unidos;
Rock´n roll: bingo!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A vingança do patinho feio


Jamais pensei que contaria um dia a história de Maíra. Ela era a menina mais sem graça, feinha e inexpressiva da minha pré-adolescência. Virou femme fatale.
Ela tinha um cabelinho seboso, meio loirinho, com óculos de lentes e aros grossos, magra, alta, uniforme sempre curto e não falava com quase ninguém. E para piorar, era uma das alunas de notas sofríveis da classe. Depois da 8a. série, nunca mais soube da garota. E se eu, que não era a rainha da cocada preta, mas figurava pelo menos entre o TOP 10, tinha uma dúzia de amores platônicos, imagino Maíra!

Débora e Dona X, porque não lembro o nome. Eram as abre-alas, as desejadas, as gostosas, que tinham peitos e amadas por 90% dos meninos. Mesmo com o uniforme ridículo, com cabelos curtinhos, com as notas médias, eram as lindonas da paróquia. Todos os meus amores imaginários amavam as DD´s. Anos sem saber o paradeiro da dupla.

TEMPO TEMPO TEMPO

Belo dia, quando tinha cacife para gastar em shopping, me deparo com uma mulher exuberante. Ela sorri amigável. Retribuo, mas fico com a sensação "já vi, mas não sei quem é". Encontro ela uma segunda vez e resolvo observar. Alta, cabelos com cachos nas pontas e com balanço, tipo L'Óreal, porque eu mereço . A curiosidade mata o gato, como diz o ditado. E na minha perseguiçao, ouço alguém chamar "Maíra". Bingo! Ela era o cisne e nós os patos!

Em com-pen-sa-ção! as DD's embagulharam geral. Trocentos filhos e casamentos, parecem 10 anos mais velhas e ainda não sairam do bairro. E eu? Na média, eu acho!

Aqui the velvet undergound &nico - Femme Fatale

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Yuri, o conquistador


Além do horrível nome de Yuri, ele era magro-minhoca, nariz torto, super polaco e de voz esganiçada. Porém, determinado a me conquistar. Eu tinha 15 anos e jamais daria bola para um cara desses, ainda mais morando no bairro. Eu não era nenhuma engraçadinha do Nelson Rodrigues, mas atraia olhares masculinos mais interessantes, embora minha preocupação fosse sustentar meus amores platônicos, sempre eles.
Mas, Yuri devia sonhar com o dia em que eu haveria de ser sua namorada. Desfilar com a menina de pernas grossas na missa de domingo, comer maionese morna com os polacos e outros desejos similares. O triste é que Yuri não tinha a mínima noção que eu não era namoradeira, não ia mais à igreja e pirava com garrafinhas de vodca de amostra grátis e rock'n roll, no meu universo, o meu quarto.
Então, cansado da minha indiferença, Yuri apostou alto. Num domingo, 8 horas da manhã, ele toca a campainha da minha casa. Mamãe já estava acordada e preparava o café. Muito simpático e fazendo o estilo moço de família, convenceu minha mãe a abrir a porta e ficou sentado no sofá da sala. "Ronise, acorda, o Yuri está ai", i-na-cre-di-tá-vel, mas minha mãe foi me chamar. Resmunguei e ela insistiu. Começamos a discutir, e, de repente, um barulho de motor de carro na frente de casa. Sai do quarto, com uma camisola transparente e o Yuri sorridente buzinando num mustang amarelo. "Vim te buscar para irmos ao desfile da Festa de Santana". Essa "festa" é coisa da paróquia, dos polacos católicos do Abranches, que eu, recém descrente de tudo na minha adolescência, abominava. Vendo Yuri todo empolgado na caranga ridícula, porque na verdade não era um mustang, mas algo parecido, fake de mustang, com uma calça social, cabelo lambido e sorriso de idiota na cara, eu não pude perder a chance do massacre. Mesmo avessa aos palavrões (naquela época), mandá-lo a merda foi o mais simpático dos meus xingamentos.
Yuri saiu desolado. E eu satisfeita pelo sumiço do rapaz. Não deu 1 ano, Yuri se casou, segundo a vizinhança, vendeu o carro e foi para o interior. Que seja feliz!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E a louca sou eu?


Vejo pelo retrovisor um homem calvo, aparentemente 60 anos, conversando efusivamente com "alguém" do lado, dentro de seu carro. Quando ficamos lado a lado, ele continua a esbravejar, mas noto que não tem ninguém.
E a louca sou eu?
Copeira da repartição canta uma música inteira do Nelson Ned (ela me informou)e me pede para ouvi-la.
E a louca sou eu?
Meu banco diz que meu limite de crédito aumentou, sendo que estou no hiper vermelho.
E A LOUCA SOU EU?

* Situações ocorridas nas últimas 48 horas.
EM TEMPO: depois de escrever esse post, cruzei com um "louco de rua" falando numa linguagem própria em seu celular imaginário. Pasmem!

domingo, 21 de novembro de 2010

Flash de um programinha

A prostituta, provavelmente jovem, de pele morena, minissaia, cabelo preso num rabo-de-cavalo pequeno e botas canos curtos em pleno calor de 30 graus de Curitiba, caminha em passos rápidos, parecendo obedecer o som que ouve nos fones de ouvidos. O homem, que não reparei muito pergunta:
- Quanto?
Ela para imediatamente, senta ao lado dele no banco e dispara:
- 20 reais por uma hora.
- E o que acontece? - indaga o "cliente" com ar comercial.
- Ai depende. Ela conclui e eu continuei a minha caminhada.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Overdose de Activia


Quem me acompanha no blog sabe que tenho uma certa tendência para posts sobre personagens de supermercado. Ontem, na fila, uma mulher toda jeans, sem graça passaria despercebida se não fossem suas compras. Eram seis bandejas com quatro unidades cada de Activia. Na hora lembrei da Patricia Travassos e seu desafio Activia , fazendo aquele movimento circular em torno da região estomacal (tipo "tô trancada há 3 dias e minha barriga vai explodir"), lembrei também da enxurrada de tweets Misturei Activia com ----- e deu -----. Um atentado ao bom senso no Twitter.
Olhei a muher de novo. Magra, branquela, cabelo meio crespo, meio escuro, meio preso. Não sorria. E depois das bandejas de Activia, mais iogurte. Dezenas de iogurtinhos da Danone de morango, um da linha infantil. Pagou com cartão. E lá fui eu no outro caixa.
Encontro novamente a Dona Activia entrando no carro ao lado do meu. Um Honda Civic ultra moderno. E de repente, ela não ficou tão sem graça assim!

Outros post de supermercado você pode encontrar FOI O QUE EU OUVI e A MOÇA DO SUPERMERCADO

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Jogo do currículo (a corrente)

Eu nunca comi lagosta
Eu já comi tatu e carne de veado
Eu nunca consegui ler Nietzsche
Eu já li quase tudo by Bukowski
Eu nunca tive orkut
Eu já tive milhares de cadernos de confidências
Eu nunca tive relação amorosa ou sexual com uma mulher
Eu já beijei na boca de um famosinho
Eu nunca pensei que ia ser mãe de menina
Eu já quis ser uma pessoa completamente só
Eu nunca vi um show do Frank Sinatra
Eu já vi o Robert Plant bem de pertinho
Eu nunca tirei 10 em Matemática
Eu já ganhei um concurso de melhor reportagem
Eu nunca imaginei que faria um post "eu nunca" "eu já"

Parte da corrente do Jogo do Currículo dos blogs Marina W - da Tina e da Caminhante

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quase tudo sobre minha mãe


Nascida em Itajaí, ela foi a caçula de uma família de uns 18 mais ou menos. Mãe branca, pai comunista e estivador. Ficou orfã com 12 em circunstâncias trágicas para uma criança, vovó se jogou de uma ponte para acabar com a dor da tristeza da recente viuvez. Morou em casa de conhecidos, primos e irmãos, sempre de favor. Ganhou bolsa de estudos para a melhor escola da cidade, de uma ricaça caridosa. Aproveitou a chance e sempre foi a melhor aluna. Exímia datilografa, cintura 58 e se torna secretária do gabinete da Secretaria Municipal de Saúde da cidade.
Juventude de beleza, Rio de Janeiro na década de 60, namoros, vestidos da moda e penteados bolo-de-noiva, mas não se acerta no amor. Conhece um jogador de futebol 10 anos mais novo. Paixão tórrida, escandalosa para época, casa grávida e rompe com os irmãos, radicalmente contra o relacionamento. Ela banca tudo e tem a Ronise em Curitiba. Vive momentos de ouro com a nova família em São Paulo, mas demora a se acostumar com a vida de "viúva de marido vivo".
Na segunda gravidez, sofre constantes ameaças de perder o bebê, cuida da sogra e tem outro parto normal. Guerreira. Nasce Mireille e ela mima a prematura até fazer a mais velha cometer atos extremos de ciúmes, como "vender" a irmã para a vizinha.
Quando menos esperava, ficou grávida do menino, de nome Juarez, como o pai. Presente para o marido amado. Nasceu na véspera de Natal e quatro horas depois do parto, comia churrasco no quarto da maternidade.
Criou os três filhos com disciplina e amor. Sempre nos deu salada e atenção. Não sei como dava conta de tudo. Ficou anos sem ir a um salão de beleza, economizando tudo o que podia para comprarmos a casa própria. Quitou em dois anos. Empreendedora. Mulher de fé inigualável. Teimosa nível master. Fazia pães, cuques e pimentão recheado com carne como ninguém. Era a rainha da festa em Santa Catarina. Reatou com as irmãs depois de anos, e eram magníficas juntas, mas sempre tinha alguma rinha depois dos encontros. Normal.
Levou golpes fatídicos no coração e não foram causados pela hipertensão, sempre muito bem controlada pela alimentação e exercícios físicos regulares, foi ficando triste, magrinha, guardando mágoas e dúvidas, mas antes disso, viveu a alegria de ser avó. Com a mais velha, a Manuella, cuidou como mãe e manteve uma cumplicidade ímpar. Acompanhou Alice, mas já não conseguia pegá-la no colo. E o Noah, foi responsável pelos raros sorrisos dos últimos tempos.
Despetalou, murchou e quis assim. Rosa, Rosa, Rosa, infinitamente, Rosa. E choro, porque a saudade ainda dói!

sábado, 6 de novembro de 2010

O tweet da semana (6 de novembro)


A parada foi dura, mas achei o tweet da @cdiurno muito apropriado pela discussão dos adesivos "família" nos carros. Também vale a dica do blog dela AQUI

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A perua que mora em cada mulher


A cena ai é da Marília Pera interpretando a Rafaela, a perua rica, que empobrece na novela Brega e Chique, exibida pela Rede Globo em 1987. Obrigada a morar na periferia, tem um capítulo que a perua vai à feira com casaco de vison. E como tem peruarafaela na praça! Sem dinheiro para cafezinho, mas de bolsa, óculos e maquiagem de grife.
Eu não nasci perua, apesar de ter vindo de um ventre que peruou quando moça. Reza a lenda, que mamis tinha uns 40 pares de sapatos e foi modelo de cabelos bolo-de-noiva em salão chique de Copacabana nos idos de 60. Sei que era enfeitada quando bebê, sempre impecável, vestidos engomados, sapatinhos de fivelas e fru-frus, talvez esse excesso, tenha causado minha aversão a super produção na adolescência.
Dos 12 aos 18 anos, fui de básica a riponga. Usei até roupa de bandagem e chapéus com flores vendidos na feirinha do Largo da Ordem, principalmente na época do teatro amador. Quando migrei para Gross Point, Tenesse, encarnei o modelito anti-fêmea, muita calça jeans e comander. O protótipo da estudante de Jornalismo. As peruinhas que se maquiavam eram tidas como as burrinhas. Puro preconceito, reconheço. Mas, tinha uma colega que colocava quilos de base, rímel e batom vermelho, fazia escova para ir à prática desportiva 8 horas da manhã. Adivinhem? Hoje é colunista social. Essa conhecia seu talento (pigarros).
Depois de formada, fui emagrecendo e ficando mais mulherzinha, mas sem mulherzices. Entrei na fase das "mudernas", designação que dei àquelas que se vestiam a la Mundo Mix. Muita plataforma e roupa customizada, mas não sou prendada com agulhas e fios, então, sobrava para a irmã, expert em peruices.
Mais mulher, optei pelo básico - mas fiquei muito old scholl, porém, comecei a pintar as unhas com mais frequência, vermelho, minha cor favorita. Ai veio a maternidade, mãe de menina e o que aconteceu? Corte de cabelo clássico, mais vestidos e salto alto. Baixo astral sem salão de beleza. É, mais cedo ou mais tarde a perua faz o seu glu-glu! Mas atitude perua não é pejorativo, quando se trata de autoestima. Em caso contrário, acho futilidade da cabeça aos pés!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Reciclagem para uma nova era


Não posso manter a promessa do silêncio, pois não sou muito quieta. Quando estou calada é porque estou muito P da cara, e não é o caso. Mas, preciso me preparar reservadamente para uma nova era, onde não serei mais mãe de bebê, talvez não trabalhe no mesmo lugar e não mantenha algumas relações pessoais.
Essa reciclagem é fruto de reflexões sobre o processo cada vez mais aguçado da maturidade, que, com certa pretensão, considera que mudanças podem ser feitas sem mágoas, heroismo ou grosserias.
Não é fase para bate-boca, embora pessoas e situações me provoquem, como demônios a uma santa, que resiste em cometer o pecado mortal. É preciso formar camadas de força, de sabedoria e de equilíbrio, mas tem que ser com leveza também.
Pretendo brevemente extirpar o mau-humor alheio e contínuo; o salário ruim; as relações pueris, mesmo que sejam virtuais e de quebra, uns cinco quilos. Amém!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma "pedra" no meu caminho


Não sou afeita a histórias de cunho sexual particular, porque nesse quesito sou discreta, mas, enfim, inspirada pela indicação de um link tuitado por Paula Schutze sobre Os cinco piores lugares para se transar, me recordei de uma situação bem Ronise!
Naquela fase em que o namoro é tesão puro, estava com Kako na Ilha do Mel e um casal de amigos. Futura cunhada e um amigo acompanhavam. Calor, cervejas, fazedores de cabeça e muito rá, rá, rá formavam a noite perfeita. Saimos de um barzinho e seguimos numa trilha, que o amigo da cunha conhecia como a palma da mão. Só que naquele dia, esqueceu de lavar a mão, mas beleza, a gente ria à toa mesmo e se embrenhava no matagal, guiados apenas pela luz da lua. Urru! aventura!
Chegamos na prainha prometida. Astral nota 10. Chuá, chuá, das ondas, dava até para perceber um brilho azulado do céu, apinhado de estrelas. Nos acalmamos, sentamos na areia, poesia pura, beijos...
Para quebrar todo esse cenário de novela global, a Ronise aqui mira umas pedras gigantes na areia. "Gente, olha que pedra louca ali no meio da areia". Todos olharam e começaram a rir. "Não é pedra, é um casal transando". "Lógico que não! Vejam só (e eu contornando o formato da pedra com as mãos) é uma pedra gigante, nem se mexe, como pode ser um casal transando", já falei em voz bem alta.
Começou a discussão de que era sim um casal nas vias de fato, mas nada se mexia, não fazia barulho. Então, a louca e desvairada Ronise, para provar que estava certa, levantou-se e anunciou. "Vou chutar a pedra só para vocês se convencerem que estou certa!"
Tchan, tchan, tchan, tchan! Tomei distância e enfiei o pé. AAAAAAAAAIIIIIIIIII! gritou a pedra! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Dona da Verdade


A Dona da Verdade não é um tipo comum, mas é sempre acusada do crime. Dispensa advogados, pois se ela é a proprietária da verdade, porque se ater em pagar honorários para alguém defendê-la? Essa Dona não esconde seu precioso tesouro da razão em uma caixa fechada a sete chaves. Faz questão de, publicamente, detalhar suas convicções.
Atribuições como ser altiva, sarcástica e não admitir os próprios erros são comuns à Dona da Verdade. E o mais interessante nessa madame, é que o título não é uma conquista, nem herança genética, é característica dada por quem não sabe simplesmente argumentar.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sobre o mau-humor


Eu não suporto o mau-humor gratuito, personificado e idolatrado da nossa sociedade.
Eu não suporto os maus-humorados de plantão com seu jeito blasè e dissimulado ao mundo, só porque cara de infeliz está na moda.
Eu não tenho vocação para pessoas constantemente mau-humoradas e que não buscam tratamento para sua doença.
Eu não suporto mais!
Só o Pato Donald é um mau-humorado que gosto! Só!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O peixe e a morte


A primeira imagem que tive da morte, foi com um peixe. Eu tinha quatro para cinco anos e morava temporariamente em Florianópolis. Meu pai era jogador de futebol do Avai, e eu, sua fiel escudeira.
Foi num fim de tarde, daqueles em que sol insiste em ficar. Nós andávamos pela areia, em um lugar onde hoje existe vias rápidas. Ele estava atrás, conversando com um moço negro e eu, com meus passinhos de criança na frente, quando me deparei com um brilho na areia. Era um peixe listrado, colorido, reluzente e morto.
Essa imagem da morte sempre ficou na minha mente. A luz no dorso do peixinho colorido. Eu tentei mexer com o bicho, mas as escamas só ondulavam o brilho mortal. Não me impressionei negativamente e hoje, tento ver essa mesma beleza, na morte, vivência dolorosa, mas que pode ter sua relativa beleza!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aos meus professores

- Tia Gessy da Pré-escola Peter Pan, que ficava comigo comendo "banana recheada e gasosa" até meus pais virem me buscar;
- Terezinha Mosson e madrinha Teresa, berronas, mas as melhores da Escola Sebastião Saporski, em Curitiba;
- Roseli Guérios, que usava meu caderno como modelo;
- E as úncias freiras que estão no meu conceito A: irmã Wanda e irmã Rosa, e as outras ardendo no mármore do inferno!
- MARIA ARLETE KOWALSKI, essa é a master! melhor professora de Português que alguém poderia ter no mundo! Todas as minhas honras!
- Vianna do curso e colégio Decisivo, grande culpado pela minha escolha em ser jornalista;
- Ademir Viganó, relação de amor e ódio na faculdade, você era um cara legal, mas um péssimo professor!
- Ciméa Beviláqua, você salvou o curso de Jornalismo da UEPG hein!
- E Milton, meu professor de Inglês por qual me apaixonei quando tinha 17 anos, ainda bem que não foi correspondido, porque já sei que você virou um big nerd!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O ogro da redação


Aviso aos navegantes: esse post tem caráter de recordar momentos vividos na redação de um grande jornal da província de Curitiba, ainda no fim do século passado. Foram momentos de tensão e de que um grupo de jornalistas descobriu na própria pele, o que era o tão recente fenômeno chamado assédio moral.
A chegada - mesmo com quase dois metros de altura, não lembro como aquele homenzarrão surgiu na redação do jornal. Chegou sorrateiro, não falava com ninguém, ou só com alguns membros da mesa de chefes. Uma bela tarde me chamou "como é seu nome? seu horário? suas fontes?" Seco. Voz firme e olhar altivo. Ele causava medo, mas ao mesmo tempo um certo sentimento de riso, porque as bobagens que falava, só rindo.
Em menos de uma semana, virou o assunto da redação. Disso a teoria da conspiração foi um estalar de dedos. As apostas é de que era um espião, futuro todo-poderoso ou então uma "pegadinha". E a presenção do ogro foi tomando corpo.
Ladrão de pautas - Ok, a acusação é grave, mas o sujeito era o maior ladrão de pautas. Ficava ciscando nos computadores alheios, em busca de assunto que ele, com sua experiência internacional, segundo reza a lenda, furtava ligeiramente e depois de dias de ausência, voltava com duas páginas somente com a pauta do repórter que estava se esmerando para uma chamada de primeira. Era na cara dura!
Confronto - Reconheço minha falta de habildiade e maturidade para lidar com o ogro, mas o primeiro contato, não estabelecido comigo, gerou confronto. O dito cujo queria saber sobre o que eu escrevia, num plantão cheio de crimes. Não lembro dos detalhes (mas meus colegas se recordam como se fosse ontem) eu dei uma resposta bem boca-dura e ali ele detectou que eu não seria da tchurma dele. Mas, existia uma pressão constante do ogro, dito protegido da direção do jornal, e que tinha poderes de mandar qualquer um para o olho da rua. Muita gente adquiriu gastrite, partiu para as fluoxetinas e o desespero do choro nos banheiros nessa época. Quando ia chegar a esse estágio, mudei a tática, mas não queria me mutilar.
A repórter do ogro - Não, não cheguei a ser apontada como novo membro da tchurma, mas busquei meu espaço antes de enlouquecer (esse era o objetivo do ogro, de histórias múltiplas com os bambambans do Jornalismo tupiniquim).
Ele me deu a pauta do dia, mas não queria que eu a fizesse no modelinho comum, disse "vai ser primeira página, seja jornalista". Para ele, ser jornalista, era chegar as 8 da manhã e sair as 8 da noite. Fiz a matéria sobre a tal inversão térmica, a foto estava ótima e falei com especialistas sobre o efeito desse fenômeno na saúde das pessoas. No dia seguinte estava mancheteada e a edição, de acordo com o que fiz. Veio a pérola "vou achar um erro grave nessa tua materinha". Ficou horas a ler o texto até gritar "não existe essa palavra otorrino, só otorrinolaringologista", justifiquei que era a forma reduzida de se chamar o profissional e que estava no dicionário. Então, começou o espetáculo. Falou para quem quisesse ouvir que, se essa palavra constasse no dicionário, não no Aurélio, que era mixuruca, ele imitava um mico de circo pela redação, porque "se eu perder para você, vou ganhar de quem?", questionou o personagem (só pode ser personagem né?) Momentos de tensão até, tcharans! existe a palavra e o uso era correto. Ele pagou o mico sim. Esqueceu da minha existência, pegou em pés alheios, escreveu mais matérias que poderiam ser da editoria além da imaginação . E fez discípulos, mas isso é outra história.

domingo, 10 de outubro de 2010

Uma passagem, vários personagens


Bastou atravessar a praça Santos Andrade, que meu olhar capturou na mente as seguintes personagens:
A moça loira de cabelo alisado, calça justíssima a apresentar suas não tão generosas curvas, óculos de sol sobre a cabeça e um cruzar de pernas que se agitavam impacientes, talvez a espera de alguém que não viria. Depois, um moço de 30 anos, lendo um livro grosso e velho, totalmente despreocupado com a vida real, sem os sapatos e deixando à mostra, o furo no dedão da meia preta do pé esquerdo. Ele me lembrava bastante o Marcelo Nova. Logo ao lado, um casal de velhos a tomar sol, que ajudava inflacionar as rugas, com seus raios lancinantes das 15 horas.
Pronto, cheguei a escadaria da Universidade Federal do Paraná, me distrai do restante da multidão, ao brincar com minha filha.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

E o trânsito hein?!


Eu acho que aqui em Curitiba, depois da natural pergunta "será que vai chover?", o assunto mais comentado é "e o trânsito hein?!" Isso porque, na linda província cultural, ambiental etc e tal, o comportamento os motoristas tem sido cada vez mais discutido, criticado e ainda não solucionado. Eu percebo que estamos envolvidos numa aura de competitividade negativa, semelhante aos torcedores de futebol que usam sua paixão para refletir o lado lobo mau.
Desde a dondoca com sua Sportage até o aparente inofensivo senhorzinho com um Tempra 94, quase todos se acham o dono da rua. Foda-se! o cavalheiro ou a dama que está dando sinal que vai sair da vaga. Buzina, se estiver dando sinal que vai entrar numa garagem ou numa vaga, se parar o carro para ser gentil e dar a vez para alguém, porque a prioridade é sempre eu, eu e eu!
Ai assisto o telejornal nativo, para saber que bastam duas horas de chuva nesta manhã, que os bombeiros fizeram 93457 atendimentos de pequenos acidentes na área urbana da cidade. Por quê? Porque um carro fica na cola do outro, a frenagem é estúpida e a pista está molhada, todo mundo está atrasado, quem nunca pega o carro no dia-a-dia pega no dia de chuva e todo mundo fica mais zonzo do que mosca em dias de chuva. Eu pensei que certos maus-hábitos dos motoristas eram coisas de curitibanos, mas li o post do blog Fatalidades & Futilidades , do dia 9 de agosto, que fala a saga da Dany no RJ. Então concluo que falta de educação no trânsito: é coisa nossa Brasil!
Não sou santa, nem um super exemplo de direção defensiva, mas todos os dias, do Centro Cívico ao Centro, perto do Teatro Guaíra, que levo uns 25 minutos na hora do rush, percebo as seguintes manobras:
1) 90% dos ônibus ficam atravessados em pelo menos duas faixas, impedindo o fluxo do trânsito;
2) Caminhonetes e carros importados se abstem de dar seta e te "fecham" sem dó nem piedade, somente porque não admitem um carro popular estar na frente;
3) Garotinhas universitárias tentam se desembagulhar fazendo maquiagem ou passando torpedinhos no celular, enquanto a fila anda;
4) Gatinhos e gatinhas atravessam a rua como se tivesse ouvindo e sob efeito de Legalize it;
5) Motoristas de táxi acham que sinal amarelo é passe correndo fia;
6) As rotatórias desta cidade urbanisticamente tão comentada, são os infernos. A preferêcia é do carro que está circulando, mas na hora do rush fica tudo parado, então, todos se acham na preferencial.
7) A nata do Sion que depois vira promotor, político, socialite, sabe usar aquele dedinho como ninguém, dentro de suas carangas blindadas. Um charme!
8) 90% das cagadas e de músicas de péssimo gosto são de veículos com placas da Região Metropolitana de Curitiba. Batata!
9)De cada 3 carros, 2 tem adesivos da família. Veja o que os Piangers fizeram;
10)Deixe aqui, sua opção!

sábado, 2 de outubro de 2010

Voto ou não voto, eis a questão


Um dia antes das eleições que colocará possivelmente a primeira mulher como presidente da República do Brasil, ainda não defini meu voto para deputado federal. E, confesso, uma pessoa politizada como já fui, envolvida em movimentos partidários, vermelhinha de coração, brizolista de ideal, nunca na história desse país interior chamado roniselândia fiquei tão desanimada para participar deste dito, momento cívico (nossa, isso me parece tão regime militar).
Tenho razões de ordem pessoal para a escolha de candidatos nessas eleições, mas isso não vem ao caso detalhar. O que me frustra é a falta de motivação, de pessoas e partidos e ideologias que se aproximem de um social não só da sigla. Vejo os debates com sorteios de papeizinhos para discutir gestão pública, malha viária, relações internacionais, não que não sejam temas importantes, mas ainda somos um brasilzinho, que mal anda com as próprias pernas e não temos a espinha dorsal de uma sociedade formada por políticas públicas de saúde, educação e segurança pública consolidadas.
Eu não vejo, não ouço um político sequer com propostas claras, com planos de ação definidos a respeito dessas pastas imprescindíveis. O que percebo, são projetinhos isolados, uma mosca rondando um bolo de esterco de um elefante. Ai você vota no X para não dar poder para o Y, porque se presume que supostamente o X seja voltado para ideiais dos pobres e o Y representa a elite. E o pior, que XeY já fizeram parte da mesma equação!
Nunca fui favorável ao voto nulo, mas também sem levantar bandeirinhas de execração a quem opta por isso, porque o importante é o exercício democrático, que hoje mais parece 123, tiririri, 456, tiririri, 789, tiriri, as tecladas dos candidatos soando mais um! mais um! mais um!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amigos passageiros


O que fazer quando se percebe que algumas amizades são tão passageiras, tão rápidas como um trem-bala? Que aquela ou aquelas pessoas participaram apenas por um momento da sua vida. E, de repente, você faz um esforço sobrenatural para lembrar da voz, do sobrenome e do chocolate favorito daquela pessoa, até descobrir que chocolate também não era o doce preferido dela.
Por vezes incompatibilidade, não apenas de opiniões, pois essas sempre foram respeitadas, mas de locais, dias e horários para se ver, se falar, e se mantém um fio virtual e ali se estabelece esse novo tipo de amizade: aquela em que não se toca, mas que, presumidamente se sente. E em muitas situações há equívocos que geram mágoas, desconfianças, sensações de indiretas. É a nova forma de se relacionar? Deve ser, pois a sociedade sempre reinventa a forma de se comunciar e establecer vínculos.
Sou relativamente tradicional para determinadas mudanças e confesso não me adequar como forma de amizade, os meios virtuais. Amizade para mim ainda precisa de cheiro, de beijo,do riso e do choro, mesmo que não haja frequência.
E assim caminha a humanidade!

domingo, 19 de setembro de 2010

Corra louca, corra!


Corra louca, corra! Foi o que pensei ao estar acordada em pleno domingo, antes das 7 horas da manhã e com um friozinho de 10 graus. Depois de um treino horrível na sexta, onde não consegui completar o habitual percurso de 5,350 km, ou cinco voltas completas no Passeio Público, imaginei que participar desta minha segunda corrida oficial seria um vexame, mas no fundo estava meio "tô nem ai".
Comi banana com aveia e leite, café com leite e pão torrado. Tinha uma leve ansiedade batendo e uma raiva miserável dos vizinhos do andar de baixo, que chegaram às 6 horas da manhã, cantando, bêbados e barulhentos, mas, o que fazer numa situação dessas? pedir para que se calassem? quem era louco? os notívagos do sábado ou a louca que corre no domingo cedo? melhor enfiar a cabeça debaixo do travesseiro e torcer para dormir o melhor dos sonos nos próximos 45 minutos. E assim aconteceu.
A corrida - Aquecimentos e a companhia do velho amigo André, não sabia que estratégia adotar. Comecei no trotinho, mas me irrita aquele bando de gente na minha frente e fui me enfiando nos buracos. Mantive o ritmo e dei uma alavancada na descida, mas depois quando vi a marcação 3km, começou a pesar o psicológico, quando avistei 4km faltou o ar e lembrei do meu grilo-falante dizendo "encha o pulmão de ar". Foi mágica e corri como uma criança, bem tranquila, fazendo minha melhor marca dos 5 km: 29'36'. Agora a louca vai tentar os 10 km. Começo na terça!

***Publicado no dia 22 de setembro entrevista sobre corrida AQUI

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

INSPIRATION


Assim como uma linda vela num candelabro de bronze, porém apagada, se torna apenas um ornamento;
Taças finas de vinho e vazias;
Carro luxuoso sem combustível;
E pão sem manteiga...
Ando sem inspiração para escrever no blog.
Efeito Jornalismo? É possível, este vilanesco amor que me toma, faz eu pensar diferente, agir diferente, mas eu o amo e ele assassina minha amiga, a Literatura.
E há muito tento torná-los amigos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O verdadeiro dia dos namorados


Ao som de What I Got - Sublime

Hoje eu e Kako comemoramos o dia dos namorados. Porque foi num 2 de setembro, há doze anos, que oficializamos o nosso namoro. Ele era o Charada, sim, a forma como eu identificava meu novo romance aos amigos íntimos (precisamente Kátia e Marco). Foi numa festa de aniversário da Maria Fernanda, uma mulher de lindos olhos, que ele me pediu um beijo público. Depois de tudo isso, numa situação muito adrenalina e serotonina, que eu intimei "namoro ou...".
O resultado dessa equação emocional não difere de qualquer relacionamento, que teve como base paixão, amor, amizade, companherismo, permeado pelas divergências, brigas, certas interpretações aleatórias sobre todos os assuntos e uma filha linda, hoje com 3 anos.
De casal bebe todas, amigo de todos e viaja por tudo, ficamos bem pacatos, até demais, isso é um pouco inerente ao processo de envelhecimento conjunto. Estamos tirando o pó, porque há muito viço ainda. Lógico que nossa balada é diferente do modo às antigas, mas também, não faz sentido loucuras notívagas toda semana, mas a quebra da rotina é super importante, para não nos tornamos dois velhos conhecidos que não se reconhecem mais.
E a gente é assim, conversa muito. Eu sou dia, ele noite. Eu gosto de vinho e ele de cerveja (mas curto uma geladinha também). Acordo de bom-humor e Kako...quem conhece sabe a fama, mas melhorou muito. Eu mandona, na perspectiva dele. E ele, gente boa sim!
Kako, não sei ainda quanto tempo. Não sei ainda onde vamos parar. Mas, mesmo com esse bolo chamado casamento, que a massa não é a preferida, mas o recheio e a cobertura são deliciosos, parabéns!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sol, meu amigo sol


Falou em sol, lembro logo dessa música do Jorge Ben Jor "O Dia Em Que o Sol Declarou o Seu Amor Pela Terra", porque o astro-rei encanta e me faz brilhar.
Para curitibanos que enfrentam frio, umidade excessiva, chuviscos e mais frio ainda, o sol é artigo de luxo! Sei, sei, tem gente que prefere frio para tomar vinho, dormir mais e o quê mais?
Não vou entrar na discussão de preferências, mas sim, de louvor ao Sol, meu amigo sol, como canta o dinossauro roxo e capitalista Barney . No sol eu:
- Acordo cedo e isso é gratificante!
- Tenho prazer em tomar banho morno e acabo com as manchinhas da psoríase;
- Bebo uma cerveja bem gelada como se fosse água;
- Livre, leve e solta e bem mais disposta!
Sol, meu amigo sol, venha e torne minha pele branca mais bronzeada, conserve minha escova por mais dias, deixe eu brincar por mais tempo na graminha com minha filha e que eu corra meus 5 quilômetros menos tensa!

* O sol retratado é da tela de Vincen Van Gogh Campo de trigo com ceifeiro e sol

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Meus 5 filmes preferidos (e bônus)


Meu cult movie é Paris, Texas do cineasta alemão Wim Wenders. A imagem acima do post, da lindíssima Nastassja Kinski é a cena que me vem a mente: quando ela está num lugar onde as mulheres se exibem sem ser tocadas pelo clientes. E a deprê alucinada de Harry Dean Stanton e sua fixação por Paris, no Texas. Enfim, é meu eleito! (AQUI)

O PODEROSO CHEFÃO - Gosto de toda a saga, mas o filme com o Marlon Brando é a essência dos Corleone. Assisti faz pouco tempo e não me perdoo em não ter visto antes. Acho que foi a melhor obra do Francis Ford Copolla. Além do tom profético do Don, que não queria se aliar aos outros chefões para esquematizar a venda de drogas. "Isso ainda vai matar a Humanidade", diz o visionário. (AQUI)
AMADEUS - Esse filme mexeu tanto com a minha cabeça na época, que fiquei sem falar com ninguém. Sempre fui apaixonada por Mozart, e a visão de Milos Forman, sob a óptica da inveja de Salieri foi sagaz. A risada do jovem Mozart na pele de Tom Hulce deu um tom pop ao filme. AQUI
HAIR - Olha o Milos Forman ai de novo gente! A história é boa. Muito boa! Aguente o musical, vale a pena! (AQUI)
TUBARÃO - Sim, gosto tanto do filme que comprei a caixinha de edição especial de aniversário de 30 anos da película, com os extras do Mr. Steven Spilberg. É a música, a trama, as incansáveis vezes que imitei na praia o ataque do tubarão da primeira vítima. Amity Beach, as câmeras em close up no chefe de polícia, Roy Scheider, quando fica de vigília na praia. São tantos os detalhes que eu contaria o filme inteiro. (AQUI)

Bônus:
PSICOSE - É o conjunto Alfred Hitchcok,trilha sonora, o sangue em preto e branco no chuveiro (acho genial), a personagem de Norman Bates. Também tenho DVD remasterizado. (AQUI)
BLADE RUNNER - Ridley Scott consegue acreditar que Daryl Hannah e Rutger Hauer são bons atores. A trilha sonora de Vangelis e o eterno Indiana Jones, Harrison Ford, de policial durão. Adoro a cena da morte da primeira andróide, que é dançarina e sai correndo com uma capa de chuva plástica e cai no vidro. É uma pintura! (AQUI)
ASSASSINOS POR NATUREZA - Da parceria Oliver Stone e Quentin Tarantino, que me dá sensação de amor e ódio. Eu adoro as personagens, sei as falas e acho a trilha sonora do caralho. Edição 10! Com diz Wayne Gale "fast food para o cérebro". (AQUI)
DOGVILLE - Quando eu comecei a assistir, fiz uma promessa mental "se essa porcaria não melhorar, desisto!' - o enredo engata a partir dos 15 minutos, mas a marcação teatral de Lars Von Trier não é para qualquer um. (AQUI)

* Com certeza terei que fazer outro post com mais filmes que gosto, mas, por enquanto é só pessoal!
** E um especial só com Almodóvar

domingo, 15 de agosto de 2010

15 anos

Hoje faz exatamente 15 anos que adquiri minhas cicatrizes (ver texto ao lado). Não vou entrar em detalhes sobre meu acidente, mas sei que quase morri. A partir daquela data, comecei a acreditar em maktub , ou seja, que no caso da morte, está escrito no destino, hora, local e razão e ninguém escapa.
Enfim, como diz minha irmã, depois de ter escapado de um acidente automobilístico semi-fatal, presumo que viverei mais uns 40 anos. Ou não.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sobre todos os nomes


Usei a imagem de uma lista telefônica, porque era assim, até bem pouco tempo, que se achavam as pessoas nesse mundo. Hoje, basta digitar no Google.
No bate-papo do MSN com a Cris Rangel , me veio a inspiração para escrever sobre nomes de pessoas que marcaram a minha vida. Evidente que contarei a história do meu, Ronise, aceito por mim com mais tranquilidade nos dias de hoje. Como primeira filha e nascida numa época em que não existiam ecografias, fui gestada como menino. Enxoval de menino. E, nome de menino. Juarez, como meu pai. Num abril curitibano, nasce no HC, a única menina. Euzinha. Pânico! Roupas azuis e sem nome definido por quase dois dias. Segundo mamis, o pai sugeriu Júlia, mas ela descobriu que se tratava de uma ex-namorada e vetou a proposta. Até que veio a idéia de tirar o nome Ronise da Revista Pais & Filhos . Como o nome é diferente, escreveram em diversos bilhetes pela casa para memorizar. Em 40 anos de vida, falei apenas com uma outra Ronize, com Z.
Mas, o que quero pontuar nesse post é como existem pessoas de nomes recorrentes na minha vida. Déboras e Maras são muitas. As Déboras não me trazem muito boas lembranças, com exceção da salvadora do engasgamento da bala soft . Uma delas foi professora da faculdade e depois, quando tornou-se colega de trabalho, me ignorou. E eu achava ela tão legal! Uma outra, suburbana, tomou o coração de um antigo amado, pela forma mais suburbana: engravidando. É, passei por isso sim, mas não tenho vocação para personagem de Manoel Carlos: tudo por amor. E teve outra Débora, que de aprendiz, virou colega. Também me esnobou, só porque foi trabalhar em rádio. Tadinha dela, cem anos de rouquidão para você amada!
As Maras são mara!
Mara Vitorino- poeta, sensível, amigona do peito e mãe da linda Flávia , viveu comigo a juventude louca, livre e feliz, embora achássemos que éramos deprês.
Mara Cornelsen- mestra da Tribuna, da Gazeta e fada-madrinha de plantão. O sorriso em forma de gente. Contagia.
Mara Catarina - foi quem me deu a mão, mesmo sem me conhecer. Ariana daquelas de derrubar muito mais que portões de garagem, essa derruba muros, mas é leal!
E assim, tem várias outras pessoas com nomes em comum, incomuns que marcaram minha vida, e que valem muitos posts. Sobre como escolhi o nome Alice para minha filha? Lá no blog MÃE SÓ MUDA DE ENDEREÇO

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Há 3 anos


Há 3 anos nasceu Alice.
De parto normal.
Em 18 minutos.
Mamou no peito no primeiro suspiro de vida,
e assim o fez até os 11 meses.
Chorou pouco e fez rir muito!
Andou com 1 ano e 1 mês.
Nunca usou chupeta ou mamadeira.
Desfraldou faz pouco tempo.
Gosta de princesas, água de coco e dormir.
Faz pose para fotos e desafia na hora do banho,
de comer, de obedecer.
Há 3 anos, o brilho da minha vida tomou outro contorno.
Com a vinda e a vida de Alice!

*Também no blog MÃE SÓ MUDA DE ENDEREÇO

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cabelo, cabeleira, cabeluda


Já tive cabelos, de quase todas as cores, de todos os comprimentos e sempre brigando com os crespos. Mas, esse é um velho dilema feminino: a satisfação com as madeixas, acho que só perde mesmo, com a preocupação com o peso, que insistimos em achar que sempre são três quilos a mais.
Geneticamente venho de uma família cabeluda. Volume não falta. Sobra. Nasci carequinha, para desespero de minha mãe. Ela contava que colava uma fitinha com sabão nos meus cinco fios, a La Cebolinha, e quando tirava, vinha uns fiozinhos e ela chorava. Pois bem, depois de um ano de vida, a cabeleira se mostrou uma marca. Tufos de cabelo para dar e vender, mas minha mãe, muito moderna na década de 70, fazia o modelito Twiggy, curtíssimos, semi-menino.
Depois, na fase criança grande, meio Gal e voltou a uma coisa esquisita, porque meu cabelo alisou misteriosamente. Tive franjinha, cabelos cor de mel e uma espécie de mullets.
Foi então, que, com 10 anos, morando em União da Vitória, fiz o meu primeiro corte de cabelo profissional. Num salão do cabeleireiro super hiper mega master da city, o Italianinho. Não sei se era ou não era, mas fazia o estilo. E fez um corte meio Farrah Fawcett, coisa muito in na época. Todas as meninas da escola queriam o mesmo corte e foram em comitiva no Italianinho. Resultado: só eu fiquei com o corte super chic, porque a vasta cabeleira permitia.
Fase Eva - Eva era uma cabeleireira de bairro que só sabia fazer o seguinte: tosar o cabelo da menininada, permanente nas polacas de cabelos escorridos e fazer penteados com bobes, colocando lenços de cetim multicoloridos. Ela acabou com a carreira de meu cabelo L'òreal, porque eu mereço! Nem liso, nem crespo, uma coisa meio Caçulinha sabe (argh!).
Fase mezzo a mezzo- No cursinho pré-vestibular, inventei de cortar o cabelo só de um lado e do outro, deixar comprido. Ridículo! Além da trabalheira quando o lado curto começou a crescer. Tive que cortar tudo!
Fase Lobão - Isso é para quem lembra do Lobão "vida louca vida", com aquele cabelo no olho, comprido na frente, meio curto atrás e com muito gel. E inclusive, me chamavam de Lobão, também por outros motivos. Próxima!
Fase chanel crespo - Sem muito a dizer. Durou toda a época da faculdade.
Fase tinta no cabelo - Resolvi, há 20 anos, deixar meus cabelos crescerem. Naturalmente escuros, resolvi dar uma cor. E foi do acaju até o vermelho super intenso, que curti muito, porém, como sempre tive muito volume e eram super longos, três caixas de tintura eram demais, sem contar ainda, com a manutenção do vermelho. Difícil!
E agora Ronise? Há um ano radicalizei. Nataly, uma nordestina arretada e de mão cheia para o meu cabelo. Ela acerta sempre, pode colocar uma venda nos meus olhos, a moça dá um jeito. Como contava, ano passado ela meteu a tesoura na cabeleira, fez progressiva, luzes e me deixou outra mulher. Gosto do visual, prático, bonito e que tem minha cara.
Sábado, já estou com hora marcada, ela quer ousar novamente, mas vou esperar setembro!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

E agosto chegou


Bastaram 3 dias de agosto, para consolidar o mês do cachorro louco! E pensar que ainda tem 31 dias. Cadê meu kit de sobrevivência?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O caso da bala soft


Quem não tem um caso de engasgamento com as balas soft que levante a mão!? Se você for um adolescente, vá catar Clorets! Porque as pessoas perto da minha faixa (de Gaza) etária, sabem do que estou falando.
Numa bela tarde ensolarada, eu, mamãe e minha irmãzinha fomos a um parque na horrível cidade de Lages (SC). As atenções maternas eram 90% para a maninha, que tinha dois anos, e eu, seis. Diante do desprezo da atenção de mamis e o ciúme encravado na alma, resolvi brincar no balanço. Mamãe deve ter percebido meu isolamento e para agradar, tirou da bolsa um saco com as coloridas balas soft. Tirei uma vermelha, isso eu lembro nitidamente.
No balançar, conheci uma menina. Débora. Cabelos longos, loiros e lisos e de casaco vermelho. Cinematográfica, saida de um conto de Stephen King. Ela impulsionava a balança como se fosse alcançar o céu, e eu, mais medrosa, não passava do nível moderado, ou seja, no máximo, arranhões espelhados no joelho e no nariz, sem fraturas. Não sei bem se comecei a falar com ela e balançar e graaaaaaaaaaaaarc, cof, aaaaaaaaarrrrr! engasguei com a bala. Fiquei roxa. Minha mãe continuava com sua atenção a irmãzinha e Débora percebeu que eu me afogava. Ela disse "não pare de balançar!" e numa dessas idas e vindas, ela deu um tapa nas costas, que a bala soft saiu em slow motion , quicando no chão.
Lágrimas escorriam do meu rosto. Débora chegou até minha mãe e disse "cuidado com a menina ali, ela quase se afogou com a bala". E minha salvadora foi embora!

terça-feira, 27 de julho de 2010

CHECK LIST


Conferindo...
AMOR - em tratamento (não sei qual, mas está sob efeito de sedativos).
DINHEIRO - na unidade de terapia intensiva, respirando com ajuda de aparelhos.
SEXO- passo (assunto particular).
FILHA - ar que eu respiro (e é puro).
PROFISSÃO - repórter (só para dar gancho, entendeu?).
ESPIRITUALIDADE- em processo de resgate (atenção para a licitação dos santos da vez!).
AMIGOS - ao velhos e bons eu vos saúdo!
BLOG - Sempre atualizado ;)

domingo, 25 de julho de 2010

A motorista


A melhor história sobre autoescola que ouvi nos últimos tempos foi a da Tina Lopes , mas quem fica devendo o post é ela. Eu vou falar um pouco sobre essa saga de ser motorista e de todas as gafes que me levaram ao pré e pós ter minha carteira de habilitação para dirigir.
Sempre achei lindo quem dirigia e a primeira vez que me aventurei no universo de uma autoescola, devia ter uns 19 anos, mas só fiz os exames teóricos do Detran, pois não tive mais dinheiro para bancar o resto do "curso" e expirou o prazo. Enfim.
Passados quase 15 anos quis tirar a famigerada carteira de motorista. Trabalhava numa empresa que me pagava um salário de gente grande e parti firme para a meta. Fiz aulas teóricas, passei nos exames teóricos e fiz centenas de aulas práticas. Passei somente no terceiro teste. O primeiro fiz a baliza certinho, mas na hora de tirar o carro, freio de mão puxado. ELIMINADA! Da segunda vez, o instrutor disse que coloquei a vida dele em risco e me reprovou sem delongas. Risco de vida ele correu pós-teste.
Da terceira vez foi um milagre. Tinham mais três garotas fazendo o teste com o examinador, ele devia estar sacudo e mandou fazer duas manobrinhas. APROVADA! Irru! finalmente eu era uma pessoa habilitada. Mas dirigir que é bom, nada! Tinha pânico. Não comprei carro e jamais dirigia, mesmo se alguém pedisse para ir só a padaria da esquina em dia de chuva. A mão suava frio, ficava imaginando como sairia da garagem, que marcha usaria, uma tragédia. Foi então que em 2006, com cinco meses de gravidez, rompi o trauma. No dia em que resolvi ser motorista de verdade, fui do centro de Curitiba até a casa da minha, uns 7 quilômetros, sem passar da segunda marcha. Quando tentava engatar a terceira, rrrrrurrrrrrrrr, engasgava. Vencida a primeira etapa. Em seguida, ter noção de espaço, uma coisa terrível para iniciantes, uma vaga para trem parece que só cabe fusca. Foram dois arranhões no carro e o latoeiro começou a me conhecer pelo nome.
Em seguida, uma moto, aliás, uma Bizz entrou na minha frente, furando o sinal e PÓF! quebrou a lanterna da frente, mas foi susto.
A-g-o-r-a, o clímax aconteceu na última sexta-feira. Não é engraçado, nem trágico é absurdo! Não me considero nervosinha, nem me considero uma super motorista. Acho que sou normal, prudente e não procuro atrapalhar.
Quando fazia a curvinha para a entrada da garagem do meu prédio, no centro nervoso de Curitiba, fim de tarde, me assustei com um vulto que apareceu na minha frente e errei a tangência da manobra, em vez de frear, acelerei com tudo e POW! arranquei o portão, que ficou abaulado, caiu do lado e quebrou o farol traseiro de um Stilo novinho em folha. Nada de mal aconteceu comigo ou minha filha, preocupada, tadinha, só com a motoquinha que estava no porta-malas.
Naquele segundo, quando vi o porteiro mega-assustado com o ocorrido e tentando tirar o portão da entrada da garagem, pensei "o que foi que eu fiz". Passadas as etapas formalidade, susto, tudo vira piada. Quem não me conhecia no prédio, agora deve apontar como a moradora que estourou o portão da garagem, cuja entrada de carros teve que ser "protegida" por uma lona preta todo o fim de semana. O conserto é só na segunda!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

domingo, 18 de julho de 2010

Selinho



Não sou muito simpática a esse negócio de selinho, mas o BLOG MULHER de 40 sempre é tão presente, que acharia grosseiro não aceitar.
Mas da brincadeira, eu só faço a indicação dos 10 blogs que mais curto:
- Caminhante Diurno
- Pergunte ao Pixel
- Denise escreve
- Com disfarce, sem bagagem
- Quebreaqui
- Blog do Marco Jacobsen
- Blog Mãe só muda de endereço
- Elo Amarelo
- Fio de Ariadne
- From South to Hell

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Eu corro


Depois de Tom Hanks em Forrest Gump , a imagem da personagem "Run, Forrest. Run!", para mim, resume o start de quem começa a correr.
O esporte em minha vida sempre teve seus altos e baixos. Parte da minha carga genética está ligada ao futebol: pai e primos gaúchos fizeram a vida com a bola. Sempre foram atletas. Irmão joga rugby e até minha irmã teve umas passagens pelo atletismo.
Eu nunca fui "aquela" aluna em Educação Física, mas também estava longe de ser do time das tapadas. Era boa mesmo no caçador.
Na adolescência inventei de jogar volei, era moda. Fui treinar no Sesc, mas não sobrevivi uma semana. As meninas eram umas cavalas e davam cortadas fenomenais. Eu, tadinha, com 1,62 cm de altura, quase passava embaixo da rede. Ai desisti mesmo desse troço de atleta e tive um longo período de vida junkie. Fase Rô Bordosa.
Comecei a fazer caminhadas, é uma boa, mas é desculpa para dizer que faz alguma atividade física. Antes de engravidar, comecei a fazer yoga e achei maravilhoso. Sonho com a volta. Não te deixa esbelta, nem atleta, mas ensina a respirar direito, a manter postura e equilibrar a tal da ansiedade. Fiz até yoga para gestantes no Sesc da Esquina e foi MA-RA-VI-LHO-SO! Sem papos espirituais e bicho-grilescos, foi com Cassiane, uma instrutora que trabalha com todo o universo maternal. Bom demais!
Contudo, foi depois de me tornar mamis, que resolvi correr. Não tive dificuldades para perder os 12 quilos adquiridos na gravidez, mas a gente sempre tem medo de virar uma baleia. Então, depois do terceiro mês do nascimento de Alice, eu estava com meu peso antes da gravidez, e perdi mais sete na seqüência. Comprei a revista Runners e adaptei o treino. Comecei com caminhadas de meia hora. Depois, um mês correndo um quilômetro e fui aumentando cada quilômetro, de acordo com o desenvolvimento das corridas, três vezes por semana. Quando percebi, em seis meses estava correndo 5 quilômetros, exatamente há um ano. E a glória foi quando um amigo convidou para correr o circuito 5 e 10 km que teve no Rebouças. Fiz inscrição, fui retirar o kit um dia antes da prova, o crachá com o número e o chip para colocar nos tênis. No dia seguinte, apesar do inverno, o domingo estava ensolarado. Acordei 7 horas, comi granola com banana, aqueci e fui com o amigo. Aquele movimento de semiatletas, pseudo-atletas e atletas profissionais me fez sentir estar num outro universo. Mas não fiz pose, tipo ou gênero.
Dada a largada, meu amigo que já corria 10km me orientou a dar passadas leves, no primeiro quilômetro foi assim, depois sai do ritmo de jogging e comecei a correr. Quando chegou no quilômetro 3 e a marcação era visível, o psico começou a pegar. Ou seja, enquanto eu não tinha noção do quanto havia corrido não me preocupava com isso, mas a partir do momento em que cada 500 metros era descrito, o bicho começou a pegar. Peguei um daqueles copinhos de água que distribuem na corrida, dei um gole e jogei fora. No km 4, desespero, um monte de corredores acelerando a passada e eu me esbaldadando em suor. Comecei a ver pontinhos pretos. Meu amigo desacelerou e perguntou se estava tudo bem. Nessa hora vi a linha de chegada, só mais 500 metros. Puxei o ar e run Ronise! run! Corri com a obstinação de uma atleta olímpica, passei, ganhei medalhinha de participação. Legal. Passada uma semana, foi disponibilizado na internet o tempo dos participantes. Na modalidade que corri, feminino 5km, 280 mulheres. Fui na lista de baixo para cima, afinal era a primeira vez que corria na vida, assim em competição e nada. Não vi meu nome. Pensei "putz, nem listada fui". Então resolvi ler de cima para baixo até, ops, Ronise Vilela, 28o. lugar. O quê? Vi umas 150 vezes e foi real 28o. lugar em 30 minutos os 5 km. Nasce uma atleta.
Cheguei a fazer 7 km no ano passado, correndo constantemente, mas os acontecimentos abruptos da vida me impediram psicologicamente de cumprir essas tarefas, retomadas pós-carnaval deste ano. Agora, chegando novamente aos 5km, mas acho que o tempo vai reduzir para 28 minutos. É, sou assim, competitiva!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Homens podem ser amigos das mulheres?


Primeiro sobre o símbolo Yin-yang da gravura ao lado. A grosso modo, a filosofia chinesa o Yang é o princípio ativo, diurno, luminoso, quente, masculino, enquanto o Yin representa o princípio passivo, noturno, escuro, frio, feminino. Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos.
*** *** *** *** *** ***
No meu instinto feminino, não acredito na absoluta e irrestrita amizade de um homem por uma mulher. Assim, sem nenhum desejinho! Lógico, salvo os casos da opção sexual do seu amigo ser por outro amigo. No sentido oposto, acredito que a mulher é capaz de ter te uma amizade por um homem sem qualquer desejo de foro íntimo.
Mas, independente do meu parecer a respeito, amizades masculinas dão uma leveza, um gosto de irmão e eu tenho sorte, meu irmão Juba é muito meu amigo. Daqueles meninos que serviriam, pelo menos para mim, para ser amigo. Sabe ouvir, mostrar o contraditório e dar um prognóstico quase sempre certeiro.
Eduardo. Por onde anda esse meu amigo da adolescência? Estudamos juntos no cursinho, fazíamos montanhismo, depois teatro e ele casou com uma amiga minha, que eu apresentei. E nunca mais nos vimos. Perdi dois amigos. Menina geralmente não gosta de que seu companheiro mantenha os vínculos com as amigas, talvez no íntimo, sempre achar que rolou alguma coisa. Ou é pura implicância feminina.
Cleversom, com "M" mesmo no final, companheiro das bebedeiras em Gross Point - Tenesse. Nós nos reencontramos ano passado pelo MSN, e ele usou um código muito particular que identifiquei na hora: "se você for a Rosemires me adiciona" , ou algo assim. A gente se chamava por nomes esdrúxulos, para se avacalhar. Coisas de amigo.
Fábio. De amigo a editor. Especialista em dar "aquela" força, quando você está prestes a completar 30 ou 40.
Marco. Casou, perdi total.
E...tcham, tcham, tcham, tcham! Kako. Também perdi. Casei com ele. Entendeu a desconfiança?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

COMIDA


O assunto do post nasceu da discussão conjugal sobre se deve ou não adoçar o chá. "Açúcar! Isso é horrível sem açúcar!", disparou o marido. E eu, defendendo bravamente que o chazinho estava perfeito sem adoçar. Fiz uma pesquisa breve no twitter e por 3 votos a 2, os internautas decidiram que o chá se adoça. Tudo bem, eu nem gosto de chá, para mim é coisa de gente doente.
Dor de barriga: toma um chazinho de hortelã
Gripe: toma um chá com mel
Estresse: toma um chá de camomila
E assim segue a lista...
Eu tinha essa mesma birra com sopa. Detestava. Até que eu mesma resolvi fazer as sopas. Caldos com substância, canjas de levantar defunto e sopinhas kids deliciosas!
E agora, minha nova empreitada são os pães. A primeira experiência foi boa, a mão pega certinho o ponto da massa. Mas, no último sábado, farinha demais, forno demais e ficou uma pedra. Não desistirei.
Trauma - todo mundo deve ter uma comida traumática, e couve-flor é a vilã da minha infância. Devia ter uns quatro anos, minha mãe fez couve-for à milanesa. Eu já tinha uma enorme no prato. Intacta. Meu pai resolveu pegar a última da travessa e o que a menina aqui fez? Um escândalo, porque queria a tal couve-flor. Pacientemente, papai e mamãe explicaram para a Ronisinha que eu ainda tinha uma couve-for inteira no prato, mas a relutante menina queria porque queria a da travessa também. Dai veio a ameaça paterna "vai ter que comer tudo! a do seu prato e da travessa!" - aceitei o desafio, mas a hortaliça não passava. Como um carrasco, papi fez eu comer tudinho e até hoje nem posso ver uma couve-for que tenho ânsia.
Fases - MACROBIÓTICA - grãozinhos e almoços no Micado (aqui em Curitiba) faziam parte do meu estilo bicho-grilo. Nessa época, uns 17 anos, fazia teatro amador, ouvia dinossauros do rock e usava roupas de bandagem, porém, foi o período que mais engordei. Fora macrobiótica!
JUNKIE FOOD - na verdade nunca fui muito chegada na versão hamburguer, refrigerante e batata frita, mas comia pão e bebia muito. Foi a alimentação básica da vida universitária, bukowskiana e com picos de magra e gorda (inchada na verdade).
DIETA DE MC HAMMER - um dançarino negro que fazia uma coreografia bem legal e sua dieta era a base de frango. Adotei o modelo, quando abandonei o consumo de carne vermelha. Era um saco, sempre levava uma bandeijinha de asinha ou coxinha da penosa nos churrascos de amigos. Nem gorda, nem magra, nem elegante, mas o colesterol!!!!
E hoje, ao discutir com minhas amigas da #confrariatuiteira, onde seria nosso próximo encontro, surgiu a polêmica não tanto do local, mas sobre o cardápio. Eu e a @cdiurno rejeitamos de cara comida japonesa. Eu detesto com a força de um samurai, tuitei. E aproveitei para dizer que bucho e hot dog também não são bem-vindos. Dai a @_CrisRangel aproveitou para registrar que não topa comida mexicana. A-d-o-r-o! Enfim, vamos tomar um café, o velho e bom menino que é bebido de várias formas!
E agora, um chocolate para fechar o post, mas esse é um assunto a ser postado só para ele, outro dia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Qualquer dia sem TV


No fio da navalha, vou tratar sobre o tema tão debatido, tuitado, blogado, papeado desde o último domingo: o repúdio à emissora global. EU, não acredito na essência do movimento; na vilanice da reportagem; no endeusamento ao técnico da Seleção Brasileira e de que, realmente, brasileiros e brasileiras não queiram assistir o jogo na PLIM!PLIM! porque se trata da provável besta apocalíptica!
Quero ver mesmo, é se o brasileiro fica sem assistir o Jornal Nacional e as novelinhas de gente pelada, traindo marido em cada esquina, recebendo mensagens do além e ditando moda de cabelos, roupas e o pior, de comportamento.
Nessa historinha toda de dimensões titânicas, fomentadas pelas redes sociais e por um desejo sádico de espancar cachorro morto, percebo uma coisa bem triste. A falta de solidariedade com os colegas jornalistas. Nem sou fã dos repórteres envolvidos na questão, mas vejo outros jornalistas batendo palmas num teclado de "bem feito" e me soa sabe o quê? inveja e dor de cotovelo.
Quem já trabalhou em qualquer veículo de comunicação de massa sabe o que é ter uma exclusiva, o que se faz para isso, a relação com fontes, de forma honesta, profissional, é claro. E qual jornalista não gostaria de estar cobrindo uma copa do mundo? Céus! Isso é realidade!
Eu também já levei cacetadas públicas de entrevistados cuja posição social era de destaque, e sempre me resolvi com eles. Nesse episódio não tem vilão nem mocinho, porque houve arrogância dos dois lados! #prontobloguei

Em tempo: e que tal um dia sem ligar a TV. E em vez disso, ler um livro, passear pelo seu bairro, conversar com um amigo ou até dormir. Você pode!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Foi o que eu ouvi


Foi o que eu ouvi enquanto estava na fila do supermercado. Ressalto que, por força da atividade jornalística, tenho uma audição aguçada e uma curiosidade quase indomável, então a historinha foi essa.
- Oi! (voz feminina)
-O- i! (respondeu a masculina). Ah! é você! Não te reconheci de cabelo preso. Sabia que você ficava melhor assim. Quer dizer, você também é bonita de cabelo solto.
Não ouvi nada da mulher e os dois, atrás de mim e eu imaginando como eram as figuras.
- Como vai teu filho? (perguntou o homem)
- Bem. Você tem ido na Neide?
- Sim, sempre corto o cabelo lá, mas você está diferente. (insistiu o homem)
- Perdi 10 quilos (disse a mulher)
Nesse momento eu tive que olhar. Ela era magra, ou estava magra, cabelos longos pretos, casaco de lã preto. Tanto pode ter 40 ou 30 anos.
- Lembra quando eu trabalhava perto da loja ali da feira? Pois é, comia naqueles restaurantes comida gordurosa. Agora lá onde eu trabalho, não tem nenhuma lanchonete, passo fome. (detalhou a mulher)
- Ah sei! (falou o rapaz, olhar esquisito, cabelo raspado, esquisito 100%). Eu tô indo lá. Vai ter uma palestra sobre "não sei o quê" místico. Conheço todos os "palestristas".
- É bom. A gente aprende cada coisa, mas estou muito cansada (justificou a mulher)
De repente, a conversa fica sussurada.
- Você precisa ir lá conhecer um homem bom. Eu conheço um senhor de 70 anos, viúvo, de boa aposentadoria, filhos e netos encaminhados..(o homem dando a dica)
A mulher riu, perguntou novamente sobre os filhos do viúvo e murmurou que não sabia se iria.
- Vai lá sim! Tem café e chá de graça (insistiu o homem)
- Próxima! Chamou a caixa. Eu fui com a cestinha de compras e nem olhei mais para trás, interrompendo bruscamente a audição desse papo tão estranho.

Mais sobre histórias de supermercado AQUI

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ela quase conseguiu


Irmã Erminda. O nome da freira que quase conseguiu me fazer acreditar que era totalmente incapaz de desenhar. Uma das grandes responsáveis pela minha relutância na educação em instituições onde haja freiras e padres. Culpada sim, pelo trauma que me causou durante anos a fio, onde me afastava de tudo o que exigisse lápis, tintas, esboços, mesmo que fosse por pura brincadeira.
A dita cuja Erminda era alta, magra e de nariz empinado. Usava óculos de aros finos de armação metálica dourada. Unhas perfeitamente cortadas e um andar altivo. Lembro dela a partir da 6ª série do Colégio São José do Abranches, onde fiz o antigo ginásio.
A tarefa - Fazer um quadro com gravuras de um cartaz com temas variados, vendidos na própria escola. O modelo escolhido por mim foi bem menininha. Uma garotinha desenhada num campo de flores com baldinhos e outras frescurinhas. Esse "cartaz" tinha que ser colado na moldura de madeira, que por sua vez, deveria ser maior que o tamanho do papel. Com uma técnica crítico-paranóica, cortar com estilete as beiradas do papel restante. Pintar as laterais da moldura e tacar um verniz por cima da gravura.
Tudo foi seguido passo a passo. Porém, houve uma acidente de percurso. Deixei o quadro secando ao sol e a moldura de madeira "empenou". Lógico que fiz o trabalho no dia, lógico que não havia tempo de comprar outro cartaz, lógico que chorei, lógico que minha mãe me acalmou e disse para eu explicar o que havia acontecido.
Na sala de aula, na frente de meus 30 coleguinhas, a Irmã Erminda pegou o quadro, analisou todos os lados e eu explicando timidamente o que havia acontecido, ela se manteve indiferente e PÁ! quebrou o dito cujo ao meio. Falou em alto e bom tom que era o trabalho de Educação Artística mais feio que já tinha visto na vida. Eu, com 11anos de idade quis morrer e como Tommy (da ópera rock), me tornei cega, muda e surda para qualquer manifestação das artes plásticas.
Essa mesma Irmã Erminda me detonou numa escultura em gesso, colocando por conta própria, betume na peça, que ficou parecendo um cocô. E para completar o rol de humilhação, expôs o cocozão na amostra de fim de ano na escola. Todos acreditavam no que aquela mulher de Deus me tornou: um desastre nas artes. "Ela é boa mesmo em Português, Biologia, Inglês, tem letra bonita, é disciplinada, mas falou em desenhar, pintar, esqueça!" - esse era o mantra do inconsciente coletivo.
Isso tudo quer dizer que, passei minha adolescência, juventude e balzaquianismo sem me atrever a desenhar, e quando o fazia, já apresentava as desculpas de não ter jeito para a coisa e a mesma vergonha que passei naquele dia, na sala de aula, com a Irmã Erminda, voltava à tona.
O gelo foi quebrando quando minha sobrinha Manu, com três anos, me pediu para desenhar a Madelaine. A animação passava na TV e no papel comecei a rabiscar. Fico perfeita! E ela vibrou com a tia que sabia desenhar. Nos dias subsequentes foram desenhadas Hello Kittys, Turma da Mônica, Meninas Superpoderosas e uma série de desenhinhos. Foi dada uma pausa. E agora, com minha filha Alice, voltei a desenhar com giz de cera, aquarela, lápis, caneta, mais empolgada que a criança. Meu traço é a mão livre, copiado de um modelo, mas estou começando a me aventurar a fazer os desenhos próprios, minha leitura particular de uma borboleta, flores, bonecas e quem sabe, da Irmã Erminda em gesso!

sábado, 5 de junho de 2010

Drops - foras de Ronise


Bem, já citei meu lado Bridget Jones de foras e situações tragicômicas. Como faço a linha anti-heroína, ou seja, o meu final não é bem o dos clássicos de "felizes para sempre", para agitar meu sábado de raro momento solitário, drops dos meus foras mais relevantes dos últimos tempos.
JUDEU - Há séculos sem ver uma amigona minha, que durante o período havia casado e estava com bebê recém-nascido, vou visitá-la. Conhecer o marido e o filho. Estou longe de ser a das mais tímidas, mas sou educada e fico estudando o terreno antes de mostrar as garras. Depois de uma tacinhas de vinho e conversa animada na cozinha, me atrevo a contar uma piada. Uma daquelas únicas que a gente lembra e acha que é super engraçada, só porque quando ouviu, quase fez xixi nas calças. E lá fui eu contar piada de judeu, forno, aquelas coisas. Terminei a piada, gaguejando em risos e o silêncio se fez. Minha amiga com uma xícara de café na mão e o marido dela "eu sou judeu", checado depois pelo sobrenome. O que eu podia fazer? Pedir desculpas? Não! Disse que tinha uma de japonês que era bem melhor e assim o gelo derreteu.

GRÁVIDA 1 - Animadíssima com minha gravidez, fui na C&A do Shopping Müeller e comprei um vestido, não de grávida é claro, mas de numeração 44. Não tinha com quem compartilhar a prova, dai, vi uma mulher no corredor e rodando com a roupa perguntei "você que também é gestante ficou bom?" - a mulher deu um riso amarelo e disse que não esperava bebê (céus! e o que era aquela barriga proeminente?)
Aproveitando a animação emendei "ah! mas dá tua opinião assim mesmo!" - ela deu.

GRÁVIDA 2 - Vizinha de longa data estava grávida e quando a vi, imaginei que estava quase parindo. "So, para quando?" ela me olhou com toda a raiva do mundo e despejou "Minha filha (...) já está com 5 meses". Bele, mas o que era aquela barriga, eu não tenho culpa, só uma língua!!!!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada


Alguns blogueiros mafiosos, políticos, gente da repartição, familiares, povo da portaria e apresentadores de telejornal. Esse grupo resume a frase-título do post "eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada", referência a música TODA FORMA DE PODER do Engenheiros do Hawaii, banda que não faz parte da minha lista de preferências.
É o link do link, do link, do link, um efeito dominó da multiciplidade da desinformação, ficou meio caetanês esse pensamento? Pois é! É assim que vejo muitos blogs hoje, pretensos folhetins eletrônicos informativos. E o da blogosfera maternal é um dos piores. Eu blogo no sentido de diário, assim como era no princípio, até passou pela cabeça transformá-lo numa arma letal de dados, mas prefiro contar historinhas. Assim, o Jornalismo não assassina definitivamente meu sopro literário.
Políticos, casta redundante sobre o porquê eles não dizem nada. Gente da repartição e da família sabe fofocar da vida alheia, e é por isso que quando saio da roda, vou de marcha-a-ré. Porteiros e moscas de portaria de prédio, existem para falar do tamanho da bunda da ruiva do 309; da sexualidade suspeita do senhor do 411 e questionar os motivos de você não ter saído no último fim de semana. E, apresentadores de telejornal, servem para a gente ter inveja do salário deles, leitores dramáticos de telepromter.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Desabafo para não morrer do coração


Dói e muito. Acho que só com terapia passa ou ameniza. Sei que ainda estou na fase luto bruto, de lidar com datas, finais de semana e processar a perda materna. Mas não é nada fácil. Nem minha pretensa fé, nem as inúmeras tentativas de dar a volta por cima e muito menos fazer comparativos disformes do que eu passo em relação ao outro. Nada disso conforta. Ontem, de repente, depois de um dia aprazível, com a filha e marido dormindo, afazares domésticos em dia, meu relax, foi como se tivesse acordado de um estado letárgico e me deparasse com a notícia da morte de minha mãe. Voltou tudo, como se o fato tivesse acabado de acontecer.
O choro infantil, a contração no peito, o desespero. Sentada na velha banqueta no canto da cozinha, joguei meu corpo e alma, banidos naquele instante de qualquer vontade de viver.
Não me reconheci. Mas não era eu mesma. Eu sempre tive minha mãe perto. Mesmo morando longe por uma temporada, eu e Rosa sempre fomos ligadas. Cúmplices. Como filha mais velha fui cobaia de muita fase, mas aprendemos juntas. Nos desentendemos algumas vezes e era foda, porque tínhamos o mesmo método: o silêncio macabro, o desconhecimento da existência alheia, ignorar. Ela porém, tinha um agravante, guardava a mágoa. Eu sou mais vira-lata, é só dar um afago que abano o rabo e esqueço o latido anterior.
Olho as fotos antigas e ela estava presente e vejo as fotos recentes sem ela estar vivendo o agora, é tão irreal, absurdamente incompreensível, perco o chão, a cabeça e a vontade. Perder a condição de filha da mãe para uma mulher, nos fragiliza ao cubo. Sou filha ainda, do pai, que mora longe, ois temporários...enfim.
E em dias assim, o dia é apenas uma sucessão de horas angustiantes, onde vivo de forma robótica, destilo minha tristeza, aparento o desleixo feminino, não por luto ou por uma vulgar vitimização, mas porque simplesmente não consigo disfarçar. Pronto, desabafei antes de ter uma síncope.

***Obra de René Magritte, 1948

quarta-feira, 19 de maio de 2010

EM BUSCA DO ELO PERDIDO


Adoro meu apê da Tibagi, mas não sinto que vou morar mais lá. Gosto de ser assessora de imprensa do Poder Público, mas de lá não vejo perspectivas. Tenho uma rotina agradável em Curitiba, mas o custo de vida, os lugares e o frio não me permitem mais manter o amor pela cidade. E, finalmente, meu círculo de amigos e família são ótimos, mas cada um tem sua vida.
Tenho pensando muito e dar uma novo rumo ao ronise way of life. Talvez na profissão, em desbravar novas terras, novos cheiros. Aproveitar a infância da minha filha e viver no interior, não na roça e nem em comunidade alternativa, mas sem o estresse urbano, que faz tão bem, mas me consome desnecessariamente. Preciso de um plano antes do sonho. De ânimo, de uma prece, antes que o tempo se acabe e tudo termine em lamento!