
Não é só o Papai Noel que deve reclamar, mesmo que intimamente às renas e gnomos que o ajudam, de sempre estar de saco cheio. O dele tem data e ocasião para ser esvaziado. Independente do que ele carrega e para quem, goste ou não, tenha sido bonzinho ou "do mal", o Noel trata de voltar para a Lapônia (isso né?) com seu saquinho vazio.
O meu continua cheio, mas não posso sair por ai despejando o conteúdo nos endereços e ouvidos errados. Na verdade, ninguém pediu os "presentes" do meu saco, mas ai veio a idéia: escrever. O blog é meu, faço o que quiser, escrevo como quiser e lê quem quiser.
Entre várias porcarias que não sei bem o motivo, carrego nesse saco são os desgates com repórteres, principalmente do interior. Já tentei método gentileza, não tô nem ai e grosseiria da braba, mas assim mesmo, o resultado é negativo. Umazinha de Cascavel colocou na matéria "a assessora de imprensa Ronise Vilela (eu) declarou que, blá, blá, blá". PQP! a coleguinha desconhece que não precisa citar o nome do assessor, eu represento a assessoria. Não deu outra, liguei dia seguinte e perguntei qual faculdade que ela tinha cursado, para pedir intervenção do sindicato, em permitir que uma instituição formasse uma jornalista que não sabia o básico. Outro, que graças a Deus se formou em Direito e passou na OAB (torci muito por ele, juro!), virou
persona non grata, com pautas maquiavélicas e nunca claras. Pedia informações sobre o azul, mas na verdade o assunto era sobre o tom vermelho. Estresse geral com a chefia. E o mais novo vilão, é um cretino de Maringá, cujo lema é "tenho 20 anos de jornalismo". Engraçado, tudo isso de tempo e nem aprendeu a sequer falar com um colega.
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Noutra camada do saco estão as atribuições múltiplas da mulher, que sei lá quem disse, conquistou sua independência. Mas o pé, braços, pernas, tronco, continuam na cozinha, na área de serviço. Sem contar que ainda precisam do shopping, mercado, escola, trabalho, salão e mecânico.
E finalmente, o lugar das emoções estão espalhados pelo saco. Saudades, frustrações, desespero, ilusões, raiva, e não consegui achar em nenhum cantinho, os meus sonhos. Eles foram massacrados pela quinquilharia que carrego inutilmente. O que fazer com esse saco tão cheio? Jogar no mar na passagem de ano? Estourá-lo? Sei lá, mas preciso minimizar o peso daquilo que não me acrescenta, não me alegra, não me faz crescer. Ainda não encontrei a solução, mas pensar sobre isso, confesso, já me alivia bastante o fardo.