domingo, 25 de julho de 2010

A motorista


A melhor história sobre autoescola que ouvi nos últimos tempos foi a da Tina Lopes , mas quem fica devendo o post é ela. Eu vou falar um pouco sobre essa saga de ser motorista e de todas as gafes que me levaram ao pré e pós ter minha carteira de habilitação para dirigir.
Sempre achei lindo quem dirigia e a primeira vez que me aventurei no universo de uma autoescola, devia ter uns 19 anos, mas só fiz os exames teóricos do Detran, pois não tive mais dinheiro para bancar o resto do "curso" e expirou o prazo. Enfim.
Passados quase 15 anos quis tirar a famigerada carteira de motorista. Trabalhava numa empresa que me pagava um salário de gente grande e parti firme para a meta. Fiz aulas teóricas, passei nos exames teóricos e fiz centenas de aulas práticas. Passei somente no terceiro teste. O primeiro fiz a baliza certinho, mas na hora de tirar o carro, freio de mão puxado. ELIMINADA! Da segunda vez, o instrutor disse que coloquei a vida dele em risco e me reprovou sem delongas. Risco de vida ele correu pós-teste.
Da terceira vez foi um milagre. Tinham mais três garotas fazendo o teste com o examinador, ele devia estar sacudo e mandou fazer duas manobrinhas. APROVADA! Irru! finalmente eu era uma pessoa habilitada. Mas dirigir que é bom, nada! Tinha pânico. Não comprei carro e jamais dirigia, mesmo se alguém pedisse para ir só a padaria da esquina em dia de chuva. A mão suava frio, ficava imaginando como sairia da garagem, que marcha usaria, uma tragédia. Foi então que em 2006, com cinco meses de gravidez, rompi o trauma. No dia em que resolvi ser motorista de verdade, fui do centro de Curitiba até a casa da minha, uns 7 quilômetros, sem passar da segunda marcha. Quando tentava engatar a terceira, rrrrrurrrrrrrrr, engasgava. Vencida a primeira etapa. Em seguida, ter noção de espaço, uma coisa terrível para iniciantes, uma vaga para trem parece que só cabe fusca. Foram dois arranhões no carro e o latoeiro começou a me conhecer pelo nome.
Em seguida, uma moto, aliás, uma Bizz entrou na minha frente, furando o sinal e PÓF! quebrou a lanterna da frente, mas foi susto.
A-g-o-r-a, o clímax aconteceu na última sexta-feira. Não é engraçado, nem trágico é absurdo! Não me considero nervosinha, nem me considero uma super motorista. Acho que sou normal, prudente e não procuro atrapalhar.
Quando fazia a curvinha para a entrada da garagem do meu prédio, no centro nervoso de Curitiba, fim de tarde, me assustei com um vulto que apareceu na minha frente e errei a tangência da manobra, em vez de frear, acelerei com tudo e POW! arranquei o portão, que ficou abaulado, caiu do lado e quebrou o farol traseiro de um Stilo novinho em folha. Nada de mal aconteceu comigo ou minha filha, preocupada, tadinha, só com a motoquinha que estava no porta-malas.
Naquele segundo, quando vi o porteiro mega-assustado com o ocorrido e tentando tirar o portão da entrada da garagem, pensei "o que foi que eu fiz". Passadas as etapas formalidade, susto, tudo vira piada. Quem não me conhecia no prédio, agora deve apontar como a moradora que estourou o portão da garagem, cuja entrada de carros teve que ser "protegida" por uma lona preta todo o fim de semana. O conserto é só na segunda!

8 comentários:

  1. Quem é que não tem uma dessas pra contar? Como já disse, que seja o problemão do ano! ;)

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  2. E no final todos os problemas se resumem a isso: a gente quer frear e acelera!! (ou vice versa) Saúde, Rô. Tava ótimo! boa semana.

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  3. minha primeira batida foi após o brasil ter ganhado o penta, na copa de 2002.. saí com o carro do meu pai e numa esquina, não percebi que o carro da frente não havia aproveitado a brecha do movimento da rua... pum! bati com tudo num Mercedes Classe A, que pra minha sorte, não sofreu um arranhão sequer! Já o nosso carro... entortou o eixo e meu pai ficou meses e meses sem me deixar encostar a mãos nas chaves. ahahahha Acontece!

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  4. Eu só bato em portões. Fiz o post lá. ;)

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  5. haha muito boa a história! Eu já comecei tirar muinha carteira duas vezes. Na terceira eu consigo! \o/ Ah, uma vez o portão caiu em CIMA do carro do meu irmão, tadinho, amassou todo o teto do carro dele sem contar o susto né? Mas não aconteceu nada de grave! Beijos! =D

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  6. Miguel A. Andrade23 de junho de 2011 11:08

    Lendo este post lembrei de quando aprendi a dirigir. Tinha um carro novinho e não sabia guiar. Tirei a dita carteira mas não tinha habilidade para passar em pequenos espaços.
    No prédio onde morava na época (sempre os prédios), a garagem até que tinha um bom tamanho. O único problema é que para chegar ao portão, havia um corredor muito estreito.
    Cansado de encher o saco dos amigos para fazer passar por aquela armadilha, um dia decidi eu mesmo transpô-la, Foi uma grande cagada, Lixei o carro novinho e levei um bronca da patroa.
    Hoje passo até pelo fundo de agulha, mas a muito tempo adotei a direção defensiva. Além de procurar fazer tudo certo, ainda fico de olho no que os outros estão fazendo porque o que tem de "meia roda" por aí, não está escrito. Bjs

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  7. Muito bom a historia.tirei a carta agora mas eu tenho muito medo de dirigir.fico muito nervosa principalmente se o marido estiver perto afogo muito.mas no começo é assim mesmo.bjs

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  8. Muito bom a historia.tirei a carta agora mas eu tenho muito medo de dirigir.fico muito nervosa principalmente se o marido estiver perto afogo muito.mas no começo é assim mesmo.bjs

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