sábado, 10 de novembro de 2012

3 anos sem Rosa

Hoje retorno ao ponto de exatos 3 anos atrás. Rosa estava mal. Pegamos juntas uma tremenda gripe, eu suspeitei estar com a Gripe A, porque tinha febre alta, garganta irritada, dores fortes no corpo. Ela não tinha febre. Fomos ao médico. Fiz os exames que comprovaram que eu não estava com a H1N1. Rosa não fez exames específicos, mas foi detectado um princípio de pneumonia. Dá-lhe inalações, antibióticos. Ela seguia a medicação, mas foram cinco dias desde essa consulta até o fatídico dia em que ouvi "irreversível!".

Foi o grito mais doloroso que dei em toda a minha vida. Foi o golpe mais duro que sofri até hoje. Rosa foi despetalando aos poucos. E às vezes me flagro, como não percebi? Onde ecoou o grito de socorro de minha mãe, ou ela nunca gritou?

Busquei culpados, explicações e tirei lições. A morte é isso ai. A certeza única, límpida e cruel. A gente reclama da vida, mas não quer morrer.

3 anos. Passou rápido. A data. Porque a dor, ah, a dor, essa sempre fica latente. Mas viver é isso: com dor e anestesia!

Mamis Rosa e eu grávida, em 2006.

Mais sobre minha mãe, AQUI

6 comentários:

  1. Ronise, palavras não demonstram toda sua totalidade para expressar o quanto compartilho com sua dor, mas percebo que você é forte e sensível e acima de tudo, alguém que ama a vida. Viva!

    Carinhosamente,
    Didi

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  2. Morte em circunstancias como essa,não é fácil de assimilar.a dor sempre vem.Como Cristão entendo que a morte é apenas uma sono,um intervalo apenas...A foto é muito emblemática.Rosa,você e a primavera do ventre.

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  3. @ronisevilela Perdi a minha há um mes e meio. Lindo texto.

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  4. Carla Meira ♥ Scheffer17 de novembro de 2012 11:26

    Ronise, irmã e amiga
    Desde que vc enviou o link eu tentei responder, mas meu pc está terrível.
    O Luiz resolveu parcialmente o problema e agora respondo.
    Vc sabe o quanto eu amo a Ca. Ela sempre foi a minha segunda mãe, tenha certeza.
    Tenho muita saudade dela, lembro-me do carinho dela por mim, naquele
    momento difícil que passei com a minha família.
    Ela dizia: "Fique aqui em casa, quando quiser, na hora que precisar".
    Nunca mais vou me esquecer da generosidade e do carinho dela.
    Ela me fez enxergar coisas que coloquei em prática quando me tornei mãe.
    Se hoje sou esta mãe dedicada, devo muito a ela.
    Obrigada por me mandar este texto sensível e lindo (como tudo que faz)
    Amo vc, seus irmãos, seu pai e principalmente nossa mãe. Para sempre.
    Com amor,
    Carla

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  5. Foi uma grande mulher!!! Super mãe e amiga! Saudades com lembranças maravilhosas... com muito amor e carinho... KK

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